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PS4 Pro é anunciado no PlayStation Meeting

Diretamente de Nova Iorque, a Sony anunciou nesta quarta-feira o PlayStation 4 Slim (o segredo mais mal guardado do ano) e o novíssimo PS4 Pro. Acompanhe abaixo o que rolou no evento PlayStation Meeting desta quarta-feira.

Primeiramente, muito prazer, PS4 Slim

PS4 Slim em pé, ao lado da sua embalagem

Olá, Slim

Já tínhamos abordado aqui no BitBlog: o modelo Slim do PlayStation 4 é um dos segredos mais mal guardados da história dos videogames. Há alguns dias, imagens e vídeos de unboxing do dispositivo vazaram na internet. A Sony esperou até o último instante para falar dele. Por isso, não nos surpreendeu a notícia. O Slim vai substituir o modelo atual, custando US$ 299 na América do Norte e com lançamento em 15 de setembro.

Se você possui o PS4 original, que já teve sua produção descontinuada, não se preocupe: trata-se apenas de uma “plástica”, ou um facelift – como a indústria gosta de chamar estes relançamentos. Além disso, a empresa japonesa anunciou que uma atualização de firmware vai trazer o recurso HDR a todos os 40 milhões de PlayStation 4 já vendidos em todo o mundo. Não ficará tão bom quanto no Pro, mas foi uma decisão acertada de Andrew House e seu time.

PS4 Pro: o novo queridinho da Sony

PS4 Pro em pé

Olá, Pro

O que a internet realmente queria ver no evento era o chamado PS4 Neo. Pedidos atendidos: a Sony revelou a evolução do PlayStation 4, que se chamará Pro. Quem achava que ia demorar pra vê-lo se surpreendeu: o PS4 Pro será lançado em 10 de novembro deste ano na América do Norte, custando US$ 399. Contando com suporte nativo a 4K e HDR, o console terá poder de processamento elevado: o poder da GPU foi dobrado e o clock rate aperfeiçoado. Com isso, até quem não possui TVs 4K poderá notar a diferença no desempenho dos games otimizados para o dispositivo.

A Sony anunciou que mais da metade dos seus títulos já lançados, até aqui, para o PlayStation 4 receberão atualizações para ficarem mais “bonitos” e leves no Pro, que vai compartilhar o mesmo catálogo de jogos do modelo tradicional. É uma evolução: compra quem quiser uma experiência mais avançada. Ao mesmo tempo, um possível “PS5” fica mais longe com este anúncio.

A indústria e o PS4 Pro

Cenário e protagonista de Horizon Zero Dawn

Da talentosa Guerilla Games, Horizon chega já em fevereiro de 2017

Imagens de futuros lançamentos exclusivos (Spiderman, Days Gone e Horizon: Zero Dawn) demonstraram a evolução visual do Pro. Além disso, os já lançados InFamous: First Light, Shadows of Mordor, Deus Ex: Mankind Divided, Call of Duty: Black Ops 3 e Paragon estão entre os games que receberão atualização para funcionarem melhor no novo modelo.

Executivos da Activision e EA Games revelaram no palco que as suas próximas novidades (Call of Duty: Infinite Warfare, Call of Duty: Modern Warfare Remastered, Fifa 17, Battlefield 1 e Mass Effect Andromeda) também estarão otimizados, já no dia de lançamento, para o Pro. A Ubisoft marcará presença da mesma forma com versões melhoradas de Watch Dogs 2 e For Honor. Pelo jeito, a indústria parece estar abraçando a nova criação da Sony, que chega ao mercado quase 1 ano antes do seu principal concorrente, o Xbox One Scorpio.

Suposto PS4 Slim surge na internet

A Sony vai ter um evento em 7 de setembro para falar sobre o “futuro do PlayStation”. Fortes rumores apontam para a revelação de um modelo Slim do PlayStation 4, além do aguardando PS4 Neo, que terá avanços significativos de hardware. O que ninguém esperava era que o PS4 Slim fosse ter imagens vazadas bem antes da apresentação da empresa.

Traseira do aparelho, com portas USB, HDMI e Ethernet

Traseira do aparelho, com portas USB, HDMI e Ethernet (imagem: Polygon)

Foi encontrado em um serviço inglês de leilões um anúncio com o suposto console. O site Polygon investigou mais um pouco e conseguiu novas imagens do aparelho. Elas parecem bem verídicas, mas enquanto não houver um anúncio da Sony, recomendamos que isto seja tratado com desconfiança, como um rumor. Pelas fotos, é possível ver que o modelo “magro” do PlayStation 4 teria bordas arredondadas, duas portas USB mais o leitor de discos na frente, além de entradas Ethernet, HDMI e USB na parte de trás. O espaço no disco rígido seguiria sendo 500 GB. Boatos indicam que este modelo não precisará da caixa de “processamento extra” para usar o PS VR, mas não é possível concluir isto pelas imagens.

Suposta caixa do PS4 Slim

Suposta caixa do PS4 Slim (imagem: Polygon) 

Vamos aguardar o evento de 7 de setembro. Até lá, se a Sony se pronunciar, vamos colocar aqui no BitBlog.

Sony pode mostrar PS4 Neo em 7 de setembro

A comunidade gamer espera ansiosa pelo dia 7 de setembro, quando rumores sobre a Sony podem se confirmar e revelar mais informações sobre a nova versão do Playstation 4. Ela foi anunciada semanas antes da E3 e já sabemos que irá rodar jogos com resolução Ultra HD 4K, embora as especificações técnicas não tenham sido detalhadas. Desde o começo desta semana, rumores indicavam que o PS4 Neo – codinome, pois não existe nome oficial – seria mostrado em 7 de setembro. Agora, a Sony começou a disparar convites para a imprensa norte-americana para um evento a portas fechadas justamente no dia 7 de setembro, em Nova York. Embora o convite não dê nenhuma pista, toda a indústria de jogos eletrônicos especula que se trata do PS4 Neo.

A apresentação acontecerá no PlayStation Theater, às 16h (horário de Brasília). Ninguém sabe se a Sony vai fornecer preços, data de lançamento, exibir gameplays, anunciar títulos ou apenas detalhar a configuração do console. Vale lembrar que a Microsoft também está desenvolvendo um console robusto, o Project Scorpio, que chega ao mercado no final de 2017. Será que vem guerra por aí?

Jogamos: Horizon Zero Dawn inova na concepção de um futuro pós-apocalíptico

O estúdio Guerrilla Games fez história no PlayStation com a franquia Killzone. Particularmente, gostei muito do Shadow Fall, primeiro título que joguei no meu PS4 e o quarto da série. Embora eu não me considere um grande fã do gênero FPS (tiro em primeira pessoa), a mecânica e os gráficos arrojados conquistaram meu coração gamer. Este foi o principal motivo de ter vibrado quando foram anunciados mais detalhes sobre Horizon Zero Dawn na conferência da Sony deste ano. Após mais de uma década focada em Killzone, surgia um projeto ousado da Guerrilla buscando um caminho inovador.

Os rumores sobre Horizon começaram no final de 2014. Para o provável desespero e/ou desgosto do time, artes conceituais foram vazadas mostrando uma protagonista de cabelo ruivo lutando contra o que pareciam dinossauros mecânicos.  O ponto interessante sobre o enredo deste RPG de ação é que ele se passa em um futuro pós-apocalíptico onde robôs gigantes ameaçam o que sobrou da humanidade, mas esse toque futurista contrasta com os cenários do game. Em vez de naves espaciais ou cidades tecnologicamente avançadas, como seria de se esperar,  o jogador controla uma caçadora com arco e flecha. Aqui, Aloy é a protagonista ruiva que deixa sua tribo em busca de respostas e percorre paisagens primitivas como florestas, montanhas e cavernas. Nos combates, ela coleta pedaços das máquinas que destrói para construir e aprimorar suas armas.

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Com lançamento previsto para 28 de fevereiro de 2017, a E3 deste ano trouxe uma demo jogável na qual os editores do BitBlog puderam por as mãos.  O jogo está lindo e impecável em detalhes, mostrando um trabalho tão maduro e bem acabado quanto o último Killzone. O mundo aberto parece ser vasto e a quantidade de táticas que podem ser utilizadas no confronto com as máquinas permitem ao jogador adaptar seu próprio estilo de combate a cada instante. A exploração será um ponto forte e o gameplay, ainda que curto, revelou uma jogabilidade descomplicada, com controles fáceis de dominar em pouco tempo.

Apesar da escassez de informações, até para preservar os jogadores de spoilers, Horizon Zero Dawn sem dúvida é uma das coisas mais inovadoras desta nova geração de consoles. Não à toa, recebeu o prêmio de Melhor Jogo Original, ainda em 2015, pelo Game Critics Awards. É um título que, sem dúvida alguma, vai brilhar muito no próximo ano. Parabéns, Guerrilla.

Jogamos: Thumper traz o que o PS VR tem de melhor

É muito bom quando algo supera suas expectativas, não é mesmo? Em nossa maratona para cobrir a E3 2016 em Los Angeles, descobrimos um jogo incrível que merece mais atenção. Chama-se Thumper, está feito por apenas duas pessoas e foi um dos melhores – se não o melhor – game do PlayStation VR em exibição no evento.

No comando de um “besouro espacial”, você deve viajar no tempo e espaço para derrotar uma criatura gigante que vem do futuro. Se o enredo não chamou sua atenção, te adianto que ver alguém jogando também poderá não conseguir tal feito. Só no momento em que eu coloquei o PS VR com um headset que tudo mudou. A imersão foi imediata. Não tinha como não me empolgar com cenários tão psicodélicos e futuristas, ao mesmo tempo em que controlava o “besouro” em sincronia com uma trilha sonora bem instigante.

Thumper - E3 2016Enquanto experimentávamos Thumper na E3, não houve enjoo nem dor de cabeça em nenhum instante

O jogo indie que tanto nos surpreendeu combina elementos de títulos de corrida futuristas (F-Zero, WipeOut, FAST Racing Neo) com ritmo e sincronia (Guitar Hero ou até as divertidas fases de Rayman Legends). Imagine tudo isso em uma experiência com realidade virtual que não causa dor de cabeça nem exige movimentos constantes… É este o resultado final. Ao longo das 15 fases disponíveis na demonstração, morri umas 3 vezes, mas consegui chegar ao final no limite dos 10 minutos jogáveis. E mal posso esperar para ver o jogo completo.

Em Thumper, não é preciso se mover. O jogo é on-rails. Basta você apertar X em certos momentos, ou X + esquerda ou direita (no direcional analógico ou no digital). Como falei, estes momentos ficam em sincronia com a música. Em algumas oportunidades, a criatura maléfica que mencionei aparece como uma espécie de chefão e, para derrotá-lo, basta acertar os comandos exigidos. Nada do outro mundo, mas exige um mínimo de coordenação motora.

 

Ainda sem uma data específica de lançamento – apenas um vago “2016” – não é exagero dizer que o jogo da Drool LLC me convenceu a comprar um PS VR. Estou convencido de que realidade virtual não é vendida te obrigando a fazer movimentos bruscos com a cabeça, mas sim pela imersão que ela proporciona. Por ter sido desenvolvido “do zero” pensando neste fim, Thumper é extremamente convincente.

Jogamos: Wayward Sky é uma experiência relaxante no PlayStation VR

O primeiro dia da E3 foi muito disputado e marcado por longuíssimas filas. Ainda impressionados com o grau de imersão do PlayStation VR demonstrado na conferência da Sony, eu e Diego von Söhsten (também editor do BitBlog) tentamos marcar mais demos com uma experiência de realidade virtual na plataforma da gigante japonesa. Extremamente visados, Resident Evil, Final Fantasy XV, Batman Arkham, RIGS e Farpoint rapidamente tiveram vagas esgotadas. Acabei indo para Wayward – um puzzle da Uber Entertainment – totalmente despido de grandes expectativas. Quando dei por mim, os 15 minutos do carismático point and click (ou seria look and click?) já tinham me conquistado e despertado o interesse em jogar mais.

wayward sky playstation vr

Com um visual colorido e cenários bem trabalhados – ainda que não tão ricos em detalhes – a nova aventura para o PlayStation VR traz o jogador na pele de Bess, uma jovem co-piloto que está voando com o pai quando acidentalmente cai em uma fortaleza voadora misteriosa. Com o pai sendo raptado e o avião destruído, ela precisa explorar o lugar para realizar o resgate. Com os óculos de realidade virtual o jogador usa as mãos (através do PS Move) para indicar os lugares para os quais Bess deve se deslocar. Conforme adiantei no início do post, há alguns puzzles que envolvem a ajuda de robôs – também controlados numa mecânica de point and click –  e painéis com botões que exigem a combinação certa. Nada muito complicado. Pelo menos não na demo. Em determinados momentos a câmera alterna entre primeira pessoa (durante alguns puzzles) e terceira (para se movimentar pelo cenário).

No geral, Wayward Sky é bonito e oferece uma experiência relaxante no PlayStation VR. É uma excelente alternativa para quem precisa de um descanso de tiros, explosões e zumbis. O lançamento deve ocorrer até o final deste ano.

PS VR: Jogamos Until Dawn – Rush of Blood

Quando estava com Diego von Söhsten – editor do BiBlog – acompanhando a conferência da Sony que aconteceu na última segunda-feira (13), no The Shrine Auditorium, em Los Angeles, ouvi em claro e bom inglês alguém falar: “Meu deus, eu realmente preciso de um VR”. Estava pensando a mesma coisa na hora. Difícil alguém ali ter pensado diferente. Os anúncios da gigante japonesa foram muito direcionados para a nova plataforma, que já desembarca neste ano com pelo menos 50 games. Diante de um público empolgadíssimo com a ascensão da realidade virtual na indústria dos videogames, a Sony também deu mais detalhes sobre data e preço: o PlayStation VR chega às prateleiras em 13 de outubro por US$ 399.

Após a conferência, a Sony preparou uma megaestrutura em uma sala anexa ao auditório, onde jogadores, imprensa e convidados VIP formaram longas filas para experimentar jogos no PS VR. Foi cansativo, mas valeu a pena. Tanto eu, Thiago Neres, como Diego, fomos de Until Dawn: Rush of Blood, que tinha uma pegada de um filme clássico das sessões da tarde: Palhaços Assassinos do Espaço Sideral. Para quem não conhece, o enredo – assim como o game – mistura palhaços assassinos, bizarrices e muito sangue com uma estética mais gore.

Cada um jogou cerca de 10 minutos e tomamos susto, mas nos divertimos. O PlayStation VR não dá dor de cabeça, é realmente imersivo e, se trabalhado com uma boa trilha ou efeitos sonoros, é capaz de desconectar você do resto do mundo. Aqui, cabe um comentário que virou praticamente consenso: é difícil você não parecer ridículo enquanto se diverte no VR, com aquele aparelho na cara e os controles coloridos do PS Move, que lembram mais alguém tocando rumba. A sensibilidade deles está boa, mas é essencial destacar que o Until Dawn: Rush of Blood, é feito com uma mecânica On-rails. Em resumo: o personagem vai andando sozinho, com apenas movimentos de câmera e tiro sendo controlados pelo gamer. Talvez ainda seja cedo para sabemos se o PS VR funcionaria bem em um novo GTA, por exemplo, mas saímos da conferência da Sony com a melhor das expectativas.