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Confira o que rolou na Sala BitBlog durante o Festival do Videogame

Aconteceu, neste domingo (13), mais uma edição do Festival do Videogame no Recife. Realizado na Interdata e com apoio da ExpoLab, o evento recebeu a Sala BitBlog, organizada por mim e Diego von Söhsten. Foram mais de seis horas de palestras e mesas redondas sobre games, empreendedorismo e tecnologia.

Gostaríamos de agradecer à organização do Festival do Videogame pela oportunidade, aos palestrantes pela disponibilidade e ao público pela participação através de perguntas. Esta foi a primeira experiência do BitBlog em organizar algo desse porte e ficamos muito felizes com o resultado. Deu trabalho, mas valeu a pena! O que vimos foram várias pessoas interessadas, estimulando um debate muito rico em ideias.

Abaixo, colocamos os vídeos – que foram transmitidos em tempo real – de todas as atividades da Sala BitBlog. O material também está na nossa fanpage. Se você gostar, vai lá, curte e compartilha. Agradecemos bastante a força na divulgação!

Ah, e uma dica para quem for participar do Startup Weekend Woman: Tem um cupom de desconto divulgado no vídeo sobre as mulheres no mercado de TI. Dá uma olhada lá. Ele só vale até esta segunda-feira.

Sala BitBlog

10h30 – Conheça a IGDA

Bruno Palermo fala sobre o IGDA Recife no Festival do Videogame

Publicado por BitBlog em Domingo, 13 de março de 2016

IGDA no Festival do Videogame – Parte 2

Publicado por BitBlog em Domingo, 13 de março de 2016

11h15 – Gamificação na sala de aula

O professor Luciano Meira fala sobre gamificação, educação e tecnologia.

Publicado por BitBlog em Domingo, 13 de março de 2016

14h – Quero seguir carreira na área de games!

Como é o mercado de trabalho na indústria dos games? Descubra com o BitBlog

Publicado por BitBlog em Domingo, 13 de março de 2016

15h15 – Trilha sonora nos jogos

Como se faz trilha sonora para os games?

Publicado por BitBlog em Domingo, 13 de março de 2016

17h15 – Mulheres no mercado de TI

Mulheres no mercado de TI

Publicado por BitBlog em Domingo, 13 de março de 2016

18h30 – Empreendedorismo e games

Empreendedorismo na área de games

Publicado por BitBlog em Domingo, 13 de março de 2016

Mangue.bit traz conteúdo sobre inovação e empreendedorismo ao Recife

A Manguez.al, comunidade de empreendedores do Recife, está organizando um grande evento independente que vai acontecer no fim deste mês de março. O encontro é o Mangue.bit, que promete proporcionar um ambiente com conteúdo de alto nível aliado a um networking altamente qualificado com os melhores agentes do ecossistema brasileiro de inovação e empreendedorismo. A conferência será realizada no dia 31 de março, das 9h às 20h, no JCPM Trade Center. Os ingressos podem ser adquiridos clicando aqui. O segundo lote custa R$ 70 e o terceiro lote fica por R$ 80.

Uma coisa interessante sobre o evento é que a programação está muito robusta, com nomes de peso que vão participar de mesas redondas ou seminários. As atividades, pelo que pude perceber, duram em média 30 a 45 minutos, então não vá esperando um blablabá monótono que dura três horas. O Mangue.bit tem um ritmo acelerado, que tem tudo a ver com o perfil dos empreendedores daqui. Gente que gosta de colocar a mão na massa, de executar e fazer acontecer.

DEMODAY

O Mangue.bit vai receber um DemoDay voltado especialmente para o ecossistema recifense de empreendedorismo. Nesse espaço, as 12 startups mais quentes do mercado local terão a oportunidade de apresentar suas soluções para investidores de todo o Brasil. Se você possui uma startup baseada na capital pernambucana e quer participar, clique aqui para fazer sua inscrição. Atenção: é necessário enviar um vídeo com um pitch de 1 minuto. Bateu alguma dúvida? Então mande um e-mail para a organização do DemoDay.

PROGRAMAÇÃO

8h30 – Credenciamento
9h – Abertura com Banco do Nordeste
9h30 – Programas do BNDES para apoio à inovação
10h – Coffee Break
11h – Mesa: A experiência de ser investido por fundos de venture capital
12h – Almoço
14h – Opening e report da comunidade com Hiro Miyakawa e Luiz Gomes
14h15 – De startup à grande empresa com Romero Rodrigues
14h50 – Mesa: Caminhos para alcançar investimento no Brasil
15h35 – Do manguezal para o mundo com André Ferraz
16h10 – Mesa: Desenvolvimento de ecossistemas empreendedores
16h55 – Keynote
17h30 – Coffee Break
18h – DemoDay
20h05 – Silvio Meira fala sobre o desafio de mudar o mundo com novos negócios inovadores de crescimento empreendedor
20h35 – Encerramento

Clique aqui para ver mais informações sobre o Mangue.bit e conhecer os palestrantes.

Manguebit Silvio Meira

SERVIÇO

Mangue.bit
Data: 31 de março de 2016
Horário: 9h às 20h
Local: JCPM Trade Center
Ingressos: R$ 70 (2º lote) e R$ 80 (3º lote)
E-mail: contato@jumpbrasil.comluiz.gomes@startupweekend.org
Telefone: (81) 3216-9011

Clique aqui para acompanhar o evento no Facebook.

Manguebit Manguezal

Confira a programação da Sala BitBlog no Festival do Videogame

No dia 13 de março, um domingo, Recife recebe mais uma edição do Festival do Videogame. O evento, que está com inscrições abertas, acontecerá na Expolab. O espaço funciona na Avenida Governador Carlos de Lima Cavalcanti, 100, bairro do Derby. O BitBlog é um dos parceiros do Festival do Videogame e ficou responsável por preparar uma programação especial para o público. Confira, abaixo, o que montamos para vocês:

10h30 – Conheça a IGDA

Bruno Palermo é líder de design de jogos na SaleSIM. Atua na área há 11 anos, tendo passado por companhias como Gameloft, Meantime e ZupCat, nas quais publicou mais de 20 jogos para dispositivos móveis e redes sociais. É jurado do Festival de Jogos do SBGames, membro do Theme & Diversifiers Committee da Global Game Jam e coordenador do Capítulo Recife da International Game Developers Association (IGDA). Ele vai falar sobre as iniciativas para fortalecer a comunidade gamer na capital pernambucana.

11h15 – Gamificação na sala de aula

Você sabia que educação e games podem andar de mãos dadas? Elementos dos jogos eletrônicos são usados em sala de aula para tornar a aprendizagem mais lúdica, despertando interesse dos alunos. Na Sala BitBlog, quem apresenta o conceito e as tendências da gamificação é Luciano Meira, pedagogo, pesquisador e professor do Departamento de Psicologia da UFPE. Ele também é empreendedor da Joy Street, empresa pernambucana situada no Porto Digital e que trabalha com jogos educacionais.

14h – Quero seguir carreira na área de games!

Os editores do BitBlog, Thiago Neres e Diego von Söhsten, conduzem uma mesa-redonda sobre carreiras na indústria dos games. Como é a formação desses profissionais? Que papeis eles podem desempenhar em uma empresa de jogos eletrônicos? Quais os grandes desafios da indústria, sobretudo para quem está começando? Participam conosco do bate-papo: Breno Carvalho, coordenador do curso de Jogos Digitais da Unicap, Aline Cesario Matoso, gerente de projetos da Manifesto Games, e Harrison Florencio, CEO e fundador da Studios of Magic.

15h15 – Trilha sonora nos jogos

Quem nunca teve uma trilha sonora que ficou marcada na memória? Seja em filmes, desenhos ou games, o trabalho dos compositores é uma forma de expressar arte pela música. Duvidamos que você consiga imaginar Mario ou Sonic sem uma música de fundo. Mas como se faz trilha sonora para videogames? Quem explica o processo é Paulo Germano e Diogo Bazante. Paulo atua com áudio para jogos desde 2004, tem um estúdio próprio e é professor da AESO, onde ministra a cadeira de Design de Áudio para Jogos. Diogo é professor do Conservatório Pernambucano de Música, teve passagem pela D’Accord e chegou a colaborar com o time de som da Rovio.

16h30 – Apresentando o BitBlog

Mas, afinal, o que danado é esse BitBlog? Quem são os jovens pernambucanos que atualizam o blog mais legal de tecnologia, empreendedorismo e games de Pernambuco? É o momento em que os editores Thiago Neres e Diego von Söhsten falam sobre suas experiências como blogueiros, gostos pessoais, planos para o futuro do BitBlog – como a cobertura da E3 – e oportunidades de patrocínio.

17h15 – Mulheres no mercado de TI

Se por um lado a indústria da tecnologia e informação lida com inovações, por outro ainda persistem doses de machismo que revelam uma faceta conservadora do mercado de trabalho. É comum que as mulheres profissionais de TI enfrentem preconceitos e barreiras por terem escolhido uma profissão que, na cabeça de alguns, “é coisa de homem”. Para desmistificar essa visão, a Sala BitBlog promove um encontro entre Liv Souza e Tâmara Xavier, representantes do Startup Weekend Women, e Josilene Santana, co-fundadora do grupo Women Who Code. Também participa Thaís Freitas, analista de qualidade da ThoughtWorks, uma empresa de software e uma comunidade de pessoas apaixonadas e guiadas por propósitos, especialistas em consultoria, entrega e produtos de software. A multinacional busca entregar tecnologia que atenda aos maiores desafios de clientes e, ao mesmo tempo, revolucionar a indústria de tecnologia e promover mudanças sociais positivas.

18h30 – Empreendedorismo e games

Você já teve vontade de juntar uns amigos e montar uma empresa desenvolvedora de jogos? Se essa ideia passou pela sua cabeça, mas você não sabe nem por onde começar, venha para esta palestra. Quem vai dar um norte sobre os primeiros passos no empreendedorismo é Marcos Oliveira, gerente de incubação do Porto Digital. Ele possui experiência com consultoria para startups na área de jogos que passaram pelas incubadoras do parque tecnológico do Recife. Além disso, vai trazer cases e enfatizar aspectos mercadológicos que os empreendedores em games precisam levar em conta para alcançar o sucesso.

Jovens empreendedores discutem o que deu errado no Momento Crítico

Quem disse que empreender e abrir uma startup é só glamour? A bem da verdade – e digo baseado em várias entrevistas – ser dono do próprio negócio é um desafio tão recompensador quanto dolorido. Num processo contínuo de tentativa e erro, muitos negócios acabam fechando e os empreendedores, com frequência, acumulam experiências e perdem dinheiro.

O que não é, necessariamente, algo ruim.

A aceleradora Jump Brasil convida o público a conhecer cases de fracasso. Nesta edição, a organização promete uma sessão de aprendizado com André Araújo e Emerson Silva através das experiências empreendedoras da Ogilvy no Recife. O segundo case será apresentado por Rafael Palermo, com as histórias de altos e baixos da startup RoofTOP.

O bate-papo é na noite desta quinta-feira (04), às 18h45, quando acontece o Momento Crítico 2016, um encontro que encerra as programações do Recife Summer School do Porto Digital. As inscrições para o evento custam R$ 20 e podem ser feitas neste link.

Interesse notar que no Vale do Silício – o maior polo de tecnologia, inovação e empreendedorismo do mundo – prevalece a cultura do fail fast e smart fail. Quanto mais fracassos você acumula, mais conhecimento possui para não repetir os mesmos erros. É o tipo de experiência que chama a atenção dos investidores lá fora. Desde que não se esbarre sempre nas mesmas barreiras – daí o smart (inteligente).

Aqui no Brasil, essa lógica ainda é vista com desconfiança. Não é fácil entender, de imediato, por que o fracasso deve ser valorizado. Felizmente existem iniciativas que brotam da própria comunidade, como o Momento Crítico, e servem de farol para guiar a nova geração de empreendedores.

Even3 promete facilitar organização de eventos acadêmicos

Organizar eventos pela web se tornou algo comum, com várias soluções tecnológicas no mercado. Entretanto, muitas delas não conseguem atingir todos os tipos de eventos. A comunidade acadêmica / científica sabe disso, já que carece de produtos com tal foco.

Os pernambucanos Cláusio Barbosa, Leandro Reinaux e Renato Cruz investiram em um produto, o Even3, de forma a atender congressos, conferências, seminários e afins. Com ele, é possível disponibilizar um sistema de inscrições online, emitir certificados de participação e até compartilhar os trabalhos apresentados. O BitBlog conversou com os empreendedores sobre o produto e suas experiências até aqui.


Even3 - Equipe 3Cláusio, Leandro e Renato são pernambucanos e cientistas da computação

Como surgiu a ideia?

Cláusio – No início de 2014, veio a oportunidade de desenvolver um sistema para um congresso de grande porte, com participantes de 10 países. A comissão teve más experiências com soluções anteriores do mercado, devido a um suporte fraco e erros no funcionamento, além de alegar que elas não supriam a necessidade desse tipo de evento. Pensando nisso, desenvolvemos um sistema completo voltado para o congresso, ainda sem a visão de gerar um produto. Após a conferência, veio o reconhecimento. Diversos feedbacks positivos nos abriram portas.

Naquele momento, paramos para avaliar o mercado e a viabilidade de transformar o sistema em um produto. Vimos que existia um nicho rentável. Foi quando decidimos ir em busca de mais um sócio para preencher algumas lacunas existentes na equipe, que até então era uma dupla. Convidamos Leandro, que já tinha experiência em outra startup, e ele topou.

Quais as diferenças de um evento acadêmico para um tradicional? Qual o diferencial do Even3?

Leandro – Congressos, simpósios, seminários e jornadas, entre outros exemplos, se diferenciam dos eventos tradicionais devido a um ciclo de vida mais longo. É preciso ter ferramentas para inscrições online, submissão e avaliação de trabalhos científicos, emissão de certificados, credenciamento… O diferencial do Even3 é oferecer todas essas soluções de uma maneira simples: com alguns cliques, em menos de 5 minutos, é possível cuidar de toda a burocracia.

Vocês não cobram nada para eventos gratuitos, apenas uma comissão em cima dos pagos. Este modelo de negócio está, até agora, funcionando?

Leandro – Sim. Muitas vezes, os gratuitos são o nosso cartão de visita, que acaba gerando oportunidades de receita. Também representam uma forma de contribuirmos com a comunidade acadêmica, que às vezes carece de recursos.

Em 2016, estamos aumentando a nossa oferta de serviços, além de rever o modelo de cobrança sobre as inscrições. Criamos, por exemplo, uma solução online para compartilhamento dos Anais das conferências com os participantes. Assim, não é mais necessário o uso de CDs ou pendrives com este intuito. O PIBIDSUL foi um dos que usou este recurso.

Even3 - Case - SuoceanA XXVII Semana Nacional de Oceanografia, que ocorreu na UFPA, foi um dos cases de sucesso do Even3

O Even3 esteve entre os selecionados para o Startups&Makers da Campus Party Recife de 2015. Recentemente, foi escolhido para expor na Campus Party Brasil, em São Paulo, junto a outras 99 startups. Dessa vez, com mais gente, como vocês esperam se destacar e atrair possíveis investimentos?

Renato – Desde a Campus Party Recife, evoluímos bastante o nosso produto, serviço e equipe. Estamos mais focados na nossa startup, com dedicação total ao projeto. Isso vem trazendo excelentes resultados. Estamos indo bem confiantes para São Paulo, pois acreditamos que podemos realizar ótimos negócios, encontrar boas oportunidades e fazer networking com empresas da região. Também queremos demonstrar nosso produto de uma forma sólida, além de visitar nossos grandes clientes pessoalmente.

Vocês largaram suas carreiras já estabelecidas para focar no produto. Vieram vários cases de sucesso. Qual o próximo passo?

Cláusio – Largar os empregos foi uma decisão difícil, devido às incertezas de uma startup. O que nos fez adquirir confiança e tomar este rumo foi o mercado, que está cada vez mais requisitando nossos serviços. Nossa base de clientes cresce exponencialmente por todo o Brasil. Em 2016, estamos querendo consolidar a empresa, através de um processo de aceleração de startups ou investimento anjo. Precisamos dar mais velocidade às nossas operações.

Em relação ao produto, estamos determinados a otimizar o desempenho do Even3. Nos últimos 4 meses, tivemos eventos que bateram recordes. Em apenas um deles, foram 6 mil inscritos, 700 atividades criadas e 35 mil certificados emitidos. Sempre escutamos os feedbacks, agindo em um processo contínuo de melhorias com técnicas de Customer Development, Design Thinking e Lean Startup.

Even3 - Workshop - SenaiEquipe do Even3 em workshop realizado na Faculdade Senac

O cenário pernambucano de startups tem fornecido o suporte necessário para vocês ou é preciso buscar divulgação em outros lugares para poder crescer?

Renato – O cenário local é bem construtivo. Em complemento ao Porto Digital, temos o Manguezal, que consiste em uma comunidade bastante ativa de empreendedores. Encontros mensais, abertos ao público, geram a troca de experiências. Temos diversos programas de incentivo, como o Startup Weekend, Startup Next e aceleradoras. Este conjunto permite que o mercado evolua ainda mais.

Em relação à divulgação de nossos serviços, consideramos todo o Brasil. O produto possui mais clientes em outros estados do que em Pernambuco, inclusive. Para este ano, pensamos em internacionalização. Até então, atendíamos demandas fora do país pontualmente.

Para finalizar: empreender é uma jornada cheia de desafios. Vocês resolveram arriscar, em meio à crise. Valeu a pena?

Leandro – Este é um momento bastante oportuno para empreender. No geral, startups otimizam processos e geram economia. Porém, ser empreendedor não é nada simples. É preciso sair da zona de conforto e atuar em áreas, até então, desconhecidas. É um desafio diário.

Cláusio – Na crise, o mercado costuma retrair, gerando novas oportunidades para suprir necessidades. É aí que entram os novos negócios, com preços mais acessíveis. Em negócios já consolidados, é mais difícil se moldar a novas realidades, o que premia a criatividade das startups.

Renato – Vimos uma oportunidade. Com a alta do dólar, internacionalizamos nosso produto. Em uma empresa de menor porte, há muito mais flexibilidade, principalmente em termos de receita, o que nos permite arriscar mais. Quando a crise passar, esperamos faturar ainda mais alto, devido ao que estamos plantando agora.

Aplicativo AgendaRun’s traz calendário de corridas

Todo mundo sabe que futebol é o grande esporte dos brasileiros.

Mas, nesta época de fim de ano, quando os campeonatos já acabaram, um dos eventos esportivos de maior visibilidade no país é a Corrida Internacional de São Silvestre. A 91ª edição, programada para o dia 31 de dezembro, reunirá corredores de 37 países e de todos os estados do Brasil, com cerca de 30 mil pessoas.

Embora o circuito seja o mais famoso, existem várias outras corridas que recebem pouca divulgação e passam batidas até pelos atletas. De acordo com o aplicativo AgendaRun’s, serão realizadas pelo menos 50 apenas em janeiro. O app, disponível gratuitamente para Android e iOS, é uma criação da WEEDO.it, uma startup pernambucana que desenvolve aplicativos mobile, sites e web apps.

A ideia surgiu a partir da necessidade de um dos sócios, Gustavo Lins, que sentia dificuldade em manter atualizado o seu próprio calendário de corridas e chegou a perder eventos por conta disso. O desenvolvimento do AgendaRun’s levou dois meses, incluindo desde estudos para projetar o app ao lançamento, no segundo semestre deste ano.

De acordo com Victor Sá, que também é sócio da WEEDO.it, a equipe validou a ideia através de apresentações para amigos atletas e grupos de assessoria esportiva. Ele explicou que a maior parte deles sabia das corridas mais populares e precisava recorrer a diversos sites para reunir as informações necessárias.

Particularmente, eu não me considero público-alvo do AgendaRun’s. Para ser bem sincero, mal corro dez minutos na esteira da academia, embora admire os amigos que se engajam em maratonas aqui no Recife. Mesmo assim, baixei o aplicativo para ver como ele funciona.

AgendaRun's 1

A interface é muito simples. O app funciona como um grande catálogo e as principais vantagens são as atualizações constantes e o fato de concentrar as informações mais importantes em um só lugar. No menu, há a Home – que traz os próximos eventos em ordem cronológica – e a Minha Agenda, uma espécie de favoritos.

Os usuários ainda podem filtrar as corridas por estado, mês e modalidade. Corrida de rua, meia maratona, revezamento e triathlon são algumas das opções para segmentar os resultados.

AgendaRun's 2

Na minha opinião como usuário, entretanto, falta lapidar alguns detalhes que podem melhorar a experiência de quem utiliza o aplicativo. Na Home, em dados momentos, a ordem cronológica é quebrada e os eventos ficam um pouco misturados.

Também achei um pouco estranho, esteticamente falando, o que acontece quando você tenta ver o regulamento das corridas. Em vez de carregar o conteúdo no app, ele exibe uma página em branco pedindo para acessar uma URL. Se for uma questão de evitar deixar o aplicativo pesado, acredito que uma escolha mais adequada seria transformar a palavra Regulamento em um link, cortando essa tela.

A última sugestão é acrescentar uma funcionalidade para localizar o local das provas em aplicativos de mapas. Talvez até já esteja no roadmap da equipe, mas fica aqui a ideia do BitBlog. Vale destacar que apesar das ponderações, o aplicativo é bem completo e deve agradar os mais distintos perfis de corredores.

A WEEDO.it planeja trabalhar na divulgação do AgendaRun’s para aumentar a base de usuários – atualmente em 6 mil no Brasil – e monetizar através de publicidade. Como tem um público bem definido, a expectativa é despertar o interesse de marcas com o mesmo perfil de cliente.

Em janeiro, o aplicativo deve ganhar uma nova versão que promete melhorias na usabilidade. Novas funcionalidades estão previstas, como inscrição e login pelo app, compartilhamento mais fácil e sincronização com um novo portal.

 

 

 

Silvio Meira diz que Brasil precisa ser reescrito e alcançar competitividade global

É impossível fazer uma lista das personalidades mais reconhecidas no fomento à inovação em Pernambuco sem lembrar de Silvio Meira. Genial, visionário e dono de opiniões fortes, o paraibano de 60 anos participou ativamente da fundação do Centro de Estudos Avançados do Recife (Cesar) e do Porto Digital, nosso polo de tecnologia da informação e economia criativa. Ainda hoje continua envolvido no desenho de estratégias para as duas instituições e é professor associado da Escola de Direito da FGV no Rio de Janeiro. Silvio também é um dos idealizadores da Ikewai, que atua criando redes de empreendedores, e é parceiro do Grupo DUCA, nascido no Recife neste segundo semestre. O cientista recebe, nesta terça-feira (15), o título de professor emérito da UFPE, onde lecionou por vários anos. Trata-se de um reconhecimento que ele considera o maior de sua carreira. Em entrevista ao Diario de Pernambuco e BitBlog, Silvio Meira criticou duramente a falta de competitividade brasileira no mercado global e analisou o impacto da crise econômica e política nas pequenas e médias empresas.

ENTREVISTA COM SILVIO MEIRA

O que significa para você receber o título de professor emérito da UFPE?

Sou muito grato à UFPE – e ao Centro de Informática, em particular – por todas as oportunidades que tive em minha carreira de 36 anos em todos os níveis de docência, desde professor colaborador a titular, no qual me aposentei em 2014, passando pelo mestrado em ciência da computação, que fiz entre 1978 e 1981. Receber da “minha universidade” o título de professor emérito é uma grata adição a uma história de décadas de trabalho e um reconhecimento dos meus pares, colegas e amigos. É, sem dúvida, o título mais importante da minha carreira.

O Cesar nasceu na década de 1990 por uma série de motivos. Um deles era o incômodo com a fuga de estudantes para outras cidades. Hoje existem mais oportunidades, porém este movimento ainda acontece. Referência em qualidade de ensino, frequentemente o CIn tem alunos contratados por grandes companhias do setor de TI. Qual sua análise sobre isso?

O Cesar cumpriu e cumpre, desde que foi criado, múltiplos papéis. Uns que nós desenhamos, como ser um atrator de capital humano no Recife e para Recife, e outros que surgiram no processo, como ser uma referência brasileira em inovação. É absolutamente normal e desejável que formados por todas as escolas superiores daqui e de qualquer canto saiam do lugar onde estudaram para trabalhar e estudar (mais) em outros países e instituições. Hoje, parte da riqueza e diversidade de competências do Porto Digital vem exatamente dos que aqui estudaram, saíram e voltaram, combinada com aqueles que vieram de fora, estudaram e ficaram aqui. Essa fusão é responsável por criar, manter e evoluir redes de capacidades e competências de classe global aqui e em qualquer lugar onde acontece. Ainda bem que está rolando aqui, agora. Temos que trabalhar, constantemente, para que continue assim.

Você passou 12 anos como cientista-chefe do Cesar até deixar o cargo no ano passado. Ainda participa ativamente do desenho de estratégias para o instituto?

Uma pessoa me disse, um dia, que eu iria sair do Cesar, mas o Cesar não sairia de mim. Pura verdade. Ainda participo do desenho do Cesar como consultor da presidência e como pessoa e cientista, desde a criação de novos projetos até novas instituições no e ao redor do Cesar, como o CIEL.network. Estou interessado e envolvido com toda instituição de conhecimento, educação e inovação que queira, de fato, participar do processo de desenvolvimento do Nordeste a partir do Recife, cidade única da região e do país.

Em uma entrevista, você disse que são necessários 25 anos para determinar se um parque tecnológico deu certo. O Porto Digital, que ajudou a fundar, já tem 15. Com o que ele precisa se preocupar, nos próximos dez anos, para garantir o saldo positivo?

Como quase ninguém ignora, os próximos dez anos serão muito difíceis para o Brasil. A irresponsabilidade no trato com a coisa pública gerou uma crise de proporções “nunca dantes vista na história desse país”, para fazer blague com o que costumava propalar um certo ex-presidente. Os próximos dez anos, para toda e qualquer instituição, serão muito difíceis. Para o Porto Digital, que é uma política pública, a década vindoura será de desafios muito grandes, que poderão adiar o estágio de sustentabilidade independente do Estado em uma outra década ou mais. Mas nós nunca achamos que ia ser fácil criar e manter um sistema local de inovação em tecnologia da informação nos trópicos, quase Equador, periferia de tudo. O Brasil não é um país para principiantes, já dizia Tom Jobim. Nós vamos trabalhar como nunca trabalhamos.

silvio meira inovação empreendedorismo

“O Brasil patrimonialista trabalha contra a criatividade, a inovação e o empreendedorismo” – Silvio Meira

Grandes empresas de tecnologia começaram como startups e lucro zero. Por aqui, o nascimento ainda esbarra na velha burocracia brasileira. Como o empreendedor pode superar as dificuldades deste ciclo inicial?

O Brasil precisa ser reescrito. O Brasil patrimonialista, do Estado babá e tutor, que quer determinar e cuidar de tudo da vida do cidadão e das instituições. O Brasil oficial, onde tudo o que não é explicitamente permitido é terminantemente proibido. Esse Brasil trabalha contra a criatividade, a inovação e o empreendedorismo. Trabalha também contra uma economia brasileira que seja globalmente competitiva. Há muito o que fazer no Brasil. Da simplificação do processo de criação e fechamento de negócios à diminuição do número e complexidade dos impostos. Muitos países já passaram por isso. Mas estamos demorando demais num estágio pré-competitivo, do ponto de vista global, como se algo nos agarrasse, nos prendesse a um passado colonial, como se outros, e não nós, tomassem decisões aqui. Talvez estejamos precisando de uma nova Constituição e de uma nova (classe) política. Há algum tempo, por sinal.

Você costuma dizer que inovação se aprende no mercado. Por quê?

A definição de inovação que eu acho mais apropriada é a de Peter Drucker, dada há décadas: “inovação é a mudança de comportamento de agentes, no mercado, como fornecedores e consumidores de qualquer coisa”. É no mercado que propostas de valor diferentes se encontram e competem. Sem a aceitação do consumidor, algumas são só propostas, e não inovação. Faça uma lista de coisas interessantes, mas irrelevantes, que apareceram no mercado na última década. Compare com o que realmente decidimos usar – e, de alguma forma, comprar – que fica fácil ver porque mercado e aceitação são fundamentais para inovação.

Políticas públicas têm um papel importante no estímulo à criação de pequenas e médias empresas. Estas, por sua vez, respondem por até 27% do PIB, segundo dados do Sebrae. O cenário de instabilidade política que o Brasil atravessa pode ter impacto nos empreendedores?

As pequenas e médias empresas são fundamentais enquanto estão em processo de crescimento para se tornar grandes negócios. As micro, pequenas e médias empresas brasileiras são muito menos competitivas do que seus competidores internacionais e respondem por uma parcela muito menor do PIB do país do que suas contrapartes europeias, por exemplo. Parte disso se deve à grande complicação brasileira. Nosso arcabouço educacional, fiscal, jurídico, trabalhista, de infraestrutura e até uma mentalidade subdesenvolvida que enquanto acha que “o Brasil é grande”, não consegue se inserir nos mercados internacionais. Os motivos vão de falta de qualidade do produto até falta de entendimento de mundo. Sem mercados internacionais, dependendo quase totalmente do mercado interno, os pequenos e médios negócios são sempre duramente atingidos por crises como essa. Bem que poderíamos aprender, desta vez, a olhar para o mundo, que é dezenas – centenas ou milhares, em alguns mercados – de vezes maior que o Brasil e fazer nossa lição de casa para o futuro.

An illustration picture shows the logo of car-sharing service app Uber on a smartphone next to the picture of an official German taxi sign

“Os taxistas e suas cooperativas poderiam ter evoluído para modelos de prestação de serviços como Uber. Mas isso quase nunca acontece porque há muito investimento no passado” – Silvio Meira

As indústrias de TI e economia criativa são cada vez mais permeadas de disputas entre velhos modelos e novidades disruptivas. É o caso de operadoras versus Whatsapp, emissoras versus Netflix e taxistas versus Uber. É possível que os dois lados consigam conviver ou um deles está fadado ao declínio?

É preciso entender que há um novo tipo de mercado começando a tomar forma e servir de base para toda a economia na forma de “mercados em rede”, onde as redes digitais habilitam e instrumentam todas as transações. As emissoras de TV poderiam ter “escrito” e estar “provendo” seus próprios Netflix. Os taxistas e suas cooperativas poderiam ter “evoluído” para modelos de prestação de serviços como Uber. Mas isso quase nunca acontece porque há muito investimento no passado, seja em capital, métodos, processos, educação ou cultura. Quase nunca se vê um incumbente reescrevendo seu próprio mercado porque os regimes de incentivos trabalham a favor do passado. O passado, por um bom tempo, remunera muito bem e os agentes econômicos não só não veem razão para mudar, mas trabalham contra a mudança. Vez por outra há mudanças, como essas de agora, que são grandes demais para qualquer agente interromper. Mercados em rede vão mudar a economia do planeta. Radicalmente.

O que será tendência para os setores de TI e economia criativa no próximo ano?

Os próximos poucos anos fazem parte do “futuro do presente”, onde continuam acontecendo coisas que já vinham acontecendo ou que são de alguma forma determinadas por estas. Como eu disse anteriormente, mercados em rede já estão aí e mudando tudo. Mobilidade e smartphones vão se tornar cada vez mais presentes no país. Cada vez mais as pessoas criam, leem, veem e fazem coisas com um dispositivo móvel. Redes sociais e a cultura criada por elas estarão mais presentes e relevantes. Plataformas do passado, da TV à democracia representativa, passando pelo trabalho e sua regulação, serão desafiadas de forma radical. O próprio trabalho, a noção do que ele é, por quem e para quem é feito, e como é remunerado, vai mudar muito.

SAIBA MAIS

Silvio Meira é paraibano, nascido em Taperoá, e tem 60 anos. Ele é um dos cientistas mais reconhecidos do país e possui vasta produção científica.

Foi um dos fundadores do Centro de Estudos Avançados do Recife e do Porto Digital. Atualmente é presidente do conselho do parque tecnológico.

Lecionou na Universidade Federal de Pernambuco durante 36 anos e receberá, amanhã, o título de professor emérito, um importante reconhecimento.

Costuma pregar que inovação deve ser feita olhando para o mercado. Em palestras, fala que “inovar é emitir mais e melhores notas fiscais”.

Seu perfil no Twitter (@srlm) traz opiniões sobre vários assuntos e uma curadoria de artigos que versam sobre tecnologia, inovação, empreendedorismo e política.