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In Loco Media, startup do Recife, abre seleção para mais de 20 vagas

A In Loco Media, startup nascida no Recife dentro da UFPE e sócia do grupo Buscapé Company/Naspers, está com seleção aberta para mais de 20 vagas. O empreendimento, que aposta em tecnologias diferenciadas para o mercado publicitário, tem se destacado até fora do país e é considerado um dos cases de sucesso do Porto Digital. Em seu site, a In Loco Media define sua missão como sendo “o envio do anúncio ideal para as pessoas certas, no momento e local corretos”.

Atualmente a startup possui mais de 150 aplicativos parceiros e no ano passado atingiu a marca de maior inventário mobile do Brasil, com 35 milhões de usuários e 2 bilhões de ad-requests por mês. Traçando planos de expansão e crescimento, recentemente ampliou o espaço do escritório, localizado no bairro do Pina, e anunciou uma parceria com a Digital Accelerator, um projeto da Mondelēz Brasil.

Até a tarde desta quinta-feira (03), quando este post foi publicado no BitBlog, as vagas eram para os seguintes cargos:

VAGAS

Emprego (CLT)

Backend Developer
Fullstack developer
Front-end developer
iOS Developer
Business Development (SP)
Analista de AdOps (SP)
Analista administrativo financeiro (PE)
Executivo de contas N/NE (PE)
Assistente executivo (PE)
Analista de marketing digital (PE)
Cultura e pessoas (PE)

Estágio

Backend developer (estágio)
Front-end developer (estágio)
Mobile – Android (estágio)
Mobile – iOS (estágio)
Developer advocate (PE)
Comercial (PE)

Requisitos para todas as vagas

Pensar feito dono;
Saber trabalhar em equipe;
Saber deixar o ego fora da empresa;
Não ter medo de botar a mão na massa;
Inglês fluente

Benefícios

Ambiente de trabalho descontraído;
Lanches de graça;
Horário flexível;
Plano de carreira;
Plano de ações;
Estacionamento, vale transporte, vale refeição, plano de saúde

Entenda o que é o Design Thinking e para que serve

Nossos leitores mais assíduos já devem ter notado que falamos bastante de empreendedorismo e startups no BitBlog. Afinal de contas, somos pernambucanos e aqui no estado existe um ecossistema que – na minha opinião – vai ganhando mais força e projeção pelo resto do país. Muito se fala das iniciativas do Porto Digital, que realmente devem ser valorizadas, mas também existe um desejo coletivo grande dessa nova geração de empreendedores de se ajudar para crescer junto.

Entre esse público, existem algumas palavras e expressões que são corriqueiras, mas desconhecidas para muita gente. E, o melhor, dizem respeito a coisas que podem ser aplicadas na prática não apenas pela galera de tecnologia da informação e startups. Prometemos nos esforçar para traduzir essa “língua” vanguardista aqui no BitBlog e começamos hoje com design thinking. Para isso, contamos com a importante ajuda do pesquisador de experiência do usuário (UX researcher) Wilson Silva Prata, com anos de atuação no INDT e um currículo que mescla experiência e vasto conhecimento acadêmico.

wilson prata

Para quem nunca ouviu falar, o INDT é um centro de pesquisa e desenvolvimento independente e sem fins lucrativos com o objetivo de gerar novos conceitos, produtos e soluções para as áreas relacionadas com tecnologias móveis e internet. Iniciou suas atividades em 2001 e possui unidades em Manaus e Brasília.

O QUE É?

“O design thinking é uma metodologia para resolução de problemas. Ele envolve uma série de métodos e técnicas que permitem o desenvolvimento de uma possibilidade de inovação relacionando aspectos de uso, negócio e tecnológicos”, explica Wilson Prata, pontuando que o foco neste tripé permite pensar em coisas interessantes para o usuário e, ao mesmo tempo, possíveis de serem implementadas.

Ele é um viés do design participativo, ou seja, tenta envolver todos os agentes que participam do processo. Isso quer dizer que leva em conta as expectativas do cliente, os recursos (pessoas e questões técnicas) e negócios (rentabilidade).

Os profissionais que atuam nesta área ainda podem usar o design thinking para otimizar serviços, atendimento e logística, agregando mais valor ao produto.

DESIGN NÃO É SÓ O VISUAL

Quando a gente fala de design, é comum associar a palavra com o visual, a embalagem, cores, formato e propriedades que podem ser elencadas para descrever um objeto. O pesquisador de experiência do usuário do INDT, no entanto, alerta que esta é uma visão muito reducionista do que realmente o design trata.

“No inglês, design possui um significado maior. De maneira ampla, ele busca entender toda a cadeia do processo, compreendendo como se dá a produção, a circulação e o consumo”, observa Wilson Prata. Para isso, os profissionais podem lançar mão de diversas técnicas que não são exclusivas do campo do design, mas passeiam pela psicologia e antropologia, por exemplo.

IMERSÃO

Desenvolver um produto ou serviço através do design thinking pressupõe imersão na realidade das pessoas que vão fazer uso dele. De acordo com Wilson, é neste momento que deve se estudar como funciona, na prática, a experiência do usuário. A partir daí, os profissionais envolvidos nesse processo vão “pescar” referências para nortear o desenvolvimento da solução. Se o produto for uma casa, é importante pensar quem vai morar nesta casa, o que ela precisa ter para esse público e como fazê-la.

ORIGENS

O pesquisador do INDT ensina que o design participativo, que já aprendemos ser uma das influências do design thinking, desponta na década de 1960, na Escandinávia. Não vamos entrar em grandes detalhes aqui porque não se trata de uma aula de história, mas deixo este link que encontrei para quem quiser saber mais.

Segundo Wilson, a lógica positivista das indústrias, muito focada em custo x benefício, aos poucos vai sendo superada para dar lugar a uma preocupação com o impacto dessa produção. “A sociedade começa a perceber que existe uma sobreprodução de produtos, mas nem sempre eles chegam nas pessoas. A partir daí, métricas vão sendo abandonadas para dar lugar ao porquê?”.

Precisamos de um mundo entupido de papel ou de concreto? Esse tipo de questionamento vai se tornando cada vez mais comum, em sintonia com uma maior atenção às questões ecológicas. É dentro deste cenário que o design thinking cresce.

TEORIA X PRÁTICA

Algumas coisas parecem mais simples na teoria do que na prática. Falamos acima que design thinking relaciona aspectos de uso, negócio e tecnológicos. Teoricamente, deveria haver um peso igual para as partes deste tripé ou, no máximo, um pouco mais de atenção ao uso, priorizando as necessidades do consumidor, afinal o produto se destina a ele.

A realidade nem sempre é assim, admite Wilson Prata. Os “stakeholders” (tomadores de decisão) das empresas, que detém a palavra final, geralmente são executivos e pensam numa lógica comercial. Não existe almoço de graça, certo? O imediatismo da solução também vai afetar um processo de design thinking, que pode ser comprometido ainda por uma visão de curto prazo da companhia.

Outro problema é que uma hora o escopo do projeto precisa ser fechado e o design thinking, pelo seu estímulo ao pensamento crítico, pode trazer mais perguntas do que respostas. Ainda assim, é uma forma inovadora e crítica para pensar soluções.

Seis empresas do Porto Digital vão participar de workshops no Vale do Silício

O Porto Digital divulgou, na noite da última quinta-feira (19), a relação das empresas selecionadas para o programa Deep Dive. Através de uma parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), representantes delas irão passar dois meses no Vale do Silício, onde participarão de workshops e capacitações. Os empresários irão à Califórnia no dia 11 de janeiro do próximo ano. Lá, ficarão instalados no escritório da Apex-Brasil em São Francisco, onde também receberão duas horas de mentoria individual por semana. Com certeza será a oportunidade também de fazer networking com agentes do maior ecossistema de inovação e empreendedorismo do planeta.

VEJA AS SELECIONADAS

Bighut: estúdio de desenvolvimento de games, que produz jogos móveis grátis para o casual gamer dedicado. Seu foco é a criação de uma mid-core twist em jogos casuais, alguns dos quais já estão disponíveis nas lojas de aplicativo.

Inloco Media: rede de publicidade mobile que trabalha com tecnologia de geolocalização. Tem hoje mais de 30 milhões de usuários e mais de 2 bilhões de impressões mensais, apenas no Brasil. Seus principais clientes são: P&G, Samsung, Cyrela, Vivo, Unilever, Renault, LG e O Boticário.

Oncase: consultoria especializada em soluções de Business Analytics, Business Intelligence e Big Data, com ênfase nas edições Community e Enterprise da Plataforma Pentaho. Trabalha com extração, transformação e carga de dados estruturados e não estruturados, integrando com banco de dados para criação de relatórios.

Lotebox: plataforma online que possibilita agentes de cargas, transportadoras, trades e outras empresas a se conectarem para consolidar containers e economizarem tempo e dinheiro no frete de cargas.

Siliconreef: empresa de inovação em microeletrônicos. Através de uma combinação de tecnologias inovadoras e energias sustentáveis, sua missão é criar produtos e soluções capazes de otimizar a autosuficiência na gestão de energia sustentável, pelo desenvolvimento de circuitos integrados de alta performance. Desenvolve projetos customizáveis e serviços, inclusive estudos para a produção de novos chips.

Suati: desenvolvedora de softwares e serviços de TI que atendem às necessidades das empresas de energia, com excelência e domínio das tecnologias mais recentes de construção de software.

* A descrição dos empreendimentos é fornecida pelo Porto Digital

Startups e empresas maduras trocam experiências no Acontece Empreendedorismo

O Centro de Estudos Avançados do Recife (Cesar) realiza, nesta quinta-feira (19), o Acontece Empreendedorismo. O evento, com público estimado em 200 pessoas, promete um ambiente favorável para a troca de experiências entre startups e empresas maduras. De acordo com a assessoria de comunicação do instituto, o encontro será dividido em dois blocos de debates.

O primeiro bloco terá como tema O que acontece quando unimos academia, investidor e empreendedor na resolução de problemas complexos?. Integram o painel Ubirakitan Maciel, da NeuroUP; Rosana Fernandes, da Baita Aceleradora; e Yves Nogueira, da TYNNO Negócios e Participações.

O segundo bloco trará debates sobre o tema O que acontece quando as startups amadurecem e os empreendedores dão lugar a gestores? É possível continuar inovando?, e terá a participação de Ângelo Leite, da Serttel; Leo Marroig, da Xiaomi; e Mateus Silveira, da Fiat Chrysler Automobiles (FCA).

Os debates serão mediados por Giordano Cabral, da D’accord, e pelo executivo chefe de negócios do Cesar, Eduardo Peixoto. Ao final, Silvio Meira irá fechar o evento com uma provocação.

***

Os temas são muito oportunos e revelam preocupações reais tanto da geração jovem de empreendedores como dos empresários já consolidados no mercado que buscam a inovação. São questões discutidas exaustivamente em meetings e ajudam a amadurecer uma visão empreendedora. O evento vai trazer atores importantes do ecossistema local, mas se preocupando também em ouvir gente de fora.

E por que se bate tanto na tecla da  inovação? Silvio Meira tem uma frase maravilhosa sobre isso: “Inovação é sempre impermanente, imperfeita e incompleta”. Em outras palavras, é um movimento contínuo.

O Acontece Empreendedorismo também é a oportunidade de conhecer melhor a aceleradora CESAR.LABS, que embora não seja tão lembrada em Pernambuco como a Jump, recebe empreendimentos interessantes e conta com suporte de todo um background técnico e renomado do instituto. Inclusive, ela abriu inscrições para receber novas startups em agosto último e ainda está finalizando todas as etapas do processo seletivo.

Bom ficar de olho, inclusive, na própria NeuroUP, que marcou presença na última Campus Party Recife e traz uma solução que agrega hardware e software direcionada para o setor de saúde. Saiba mais no vídeo acima.

SERVIÇO

ACONTECE EMPREENDEDORISMO
Data: 19 de novembro de 2015
Hora: 14h às 19h
Local: Di Branco Recife Antigo, na Rua do Apolo, 199 – Bairro do Recife
Realização: Cesar
Inscrições: Clique aqui
Valor: R$ 80

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Deixamos aqui um widget com o perfil oficial do Cesar no Twitter. Nossos leitores podem utilizar ele para acompanhar o que está acontecendo em tempo real no evento.


ENTREVISTA // MATEUS SILVEIRA

Mateus Silveira Fiat

O BitBlog conversou com Mateus Silveira, especialista em Future Insights na Fiat Chrysler Automobiles (FCA). Formado em design de produto pela Universidade Estadual de Minas Gerais, ele ingressou na companhia ainda estagiário, em 2000, e evoluiu sua carreira como designer até liderar o time de interiores automotivos. Hoje se aventura no universo de cenários futuros e inovação sustentável. Esteve diretamente envolvido no projeto do Fiat Mio, um carro conceitual da fabricante italiana concebido em uma plataforma digital aberta.

Um dos convidados do Acontece Empreendedorismo realizado pelo Cesar, Mateus Silveira falou sobre as barreiras burocráticas que o empreendedor brasileiro precisa enfrentar e disse que via no coworking uma estratégia para reduzir a taxa de mortalidade das pequenas empresas. Defendeu que a cultura de inovação das empresas não seja focada apenas em processos, mas nas pessoas. Sobre a indústria automotiva, frisou que a culpabilização do carro como grande vilão da mobilidade urbana deve ser superada e lembrou a necessidade da “combinação justa, inteligente e eficiente de todos os modais”. Confira abaixo:

Uma das queixas frequentes dos empreendedores brasileiros são os trâmites burocráticos para abrir uma empresa ou regularizar um imóvel, além da complicação tributária. Você enxerga alguma perspectiva de melhora nesses aspectos? De que forma o empreendedor pode se preparar para enfrentar melhor essas barreiras?

O Brasil é um grande mercado consumidor e com muitas possibilidades de negócios para serem exploradas. Para driblar as várias barreiras burocráticas, uma sugestão é aprender com iniciativas inovadoras que já estão dando certo e ver como esses empreendedores estão enfrentando essas situações. Recentemente, li a respeito de um grupo que formou o Dínamo, um movimento de articulação na área de políticas públicas focado no ecossistema de startups, que pretende também discutir como desatar os “nós” da burocracia. É uma iniciativa muito interessante para dinamizar esse ambiente de evolução das startups.

Complementando, avalio que há a cultura de subversão presente na nova economia. Para as startups, as dificuldades definem oportunidades. É nesse cenário, por meio de abordagens criativas, que se encontram novas saídas. O que eles geralmente fazem no dia a dia é “hackear” os sistemas existentes em buscas de novas possibilidades.

O Sebrae demonstra preocupação com a alta taxa de mortalidade das pequenas empresas brasileiras. A que você atribui isso? No caso das startups, que precisam inserir inovação no modelo de negócios e, consequentemente, pensar fora da caixa, podemos considerar natural uma alta taxa de mortalidade?

Uma startup é criada sob condições de extrema incerteza. Como são empresas que assumem o risco de inovar desde a concepção do negócio, enfrentam muitos desafios para se manterem no mercado. Avalio que a dificuldade das pequenas empresas brasileiras sobreviverem está relacionada à falta de planejamento e resiliência para vencer as burocracias e impostos enquanto o negócio ainda está amadurecendo. No caso das startups, esse desafio é ainda maior porque é preciso estabelecer território no mercado e ter o reconhecimento da proposta de valor enquanto se vencem as burocracias. Vale lembrar que, muitas vezes, falhar faz parte do aprendizado. Um caminho interessante que as startups podem seguir para reduzir as chances de descontinuidade é utilizar estratégias como coworking, FabLab, aplicar o conceito Fail Fast.

Sabemos que a inovação não fica restrita ao plano das ideias. Ela pode até ser alcançada com a execução diferenciada de uma ideia comum, um atendimento personalizado ou uma logística repensada para agregar mais qualidade ao serviço/produto. Há empresas, no entanto, que não conseguem fazer nenhuma dessas coisas. Por que é tão difícil inovar? Como desenvolver uma cultura de inovação dentro da empresa?

A inovação pressupõe mudanças a partir de um olhar mais amplo sobre as questões que impactam a sustentabilidade da empresa no longo prazo, impulsionando “novas formas de fazer”. Sempre há resistências quando falamos de mudanças, de sair da zona de conforto, mas isso faz parte do trabalho do “inovador”. Com convicção e argumentos sólidos, o inovador deve estar preparado para vencer essas barreiras.

Hoje, um dos grande desafios das empresas é promover a cultura da inovação a partir das pessoas, com a criação de um terreno fértil que impulsione novas ideias. Algumas empresas tentam fazer essa mudança exclusivamente por meio de processos, esquecendo das pessoas.

Na FCA, acabamos de criar um laboratório de criatividade aplicada, que recebeu o nome de “Afterburner”, em referência à câmara de combustão utilizada em foguetes quando é necessário um empuxo-extra, como a decolagem. O afterburner é utilizado apenas em momentos essenciais, pois consome muito combustível. Foi baseado nesse conceito que criamos esse projeto, que vai dar uma força-extra às ideias, consideradas de grande potencial, para superar barreiras. Com o “Afterburner”, teremos uma força-extra para explorar novos territórios e nos aproximar de culturas diferentes.

A preocupação com o impacto social é uma das razões para as marcas investirem em soluções que buscam o desenvolvimento sustentável. Elas sabem, também, que há uma cobrança crescente por conta da sociedade. Como os empreendedores podem atender essas expectativas dentro do cenário desfavorável citado acima?

Na FCA, temos aprendido com o “Afterburner” que a inovação acontece pela soma de diferentes elementos: a colaboração; o choque de culturas (por exemplo, entre empresas, universidades e poder público); um propósito comum; pessoas e ideias (de dentro para fora e vice-versa). Acredito muito no trabalho colaborativo como forma de reunir pessoas com diferentes habilidades e competências para, coletivamente, ajudarem resolver os problemas mais preeminentes de nossas indústrias. Há uma frase de Abraham Lincoln que gosto muito: “Os dogmas de um passado calmo são inadequados a um presente tempestuoso. O nosso presente é extraordinariamente difícil e nós temos de nos elevar com o desafio. Como o nosso caso é novo, temos de pensar de uma nova maneira e agir de uma nova maneira!”. Essa frase é uma inspiração para trabalharmos com ousadia em cima de verdades difíceis, combatendo tabus, tendo entregas com valor compartilhado. No Draft, há um texto também inspirador que gostaria de compartilhar.

Qual a visão da Fiat sobre mobilidade urbana e quais as iniciativas dentro e fora da empresa para o avanço dessa discussão?

Melhorar a mobilidade é ampliar o acesso às oportunidades. Ou seja, a cidade precisa oferecer uma rede de opções de modais interconectada que dê opções de escolha às pessoas. A boa mobilidade não é necessariamente a que tenha mais metrôs, corredores de ônibus, avenidas, ciclovias ou calçadas de qualidade, mas a que faça uma combinação justa, inteligente e eficiente de todos os modais possíveis para acessar as oportunidades. Ao mesmo tempo, o território da cidade precisa aproximar as pessoas das oportunidades, levando empregos para as periferias e trazendo gente para morar nos centros, encurtando as distâncias e simplificando a equação da mobilidade.

No contexto da mobilidade, criamos o projeto “Futuro das Cidades”. Como primeiro passo, em conjunto com o USP Cidades e parceria com a Coppead (Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro) e Cesar (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife), concluímos em 2014 o estudo preliminar “Cidades e Mobilidade Urbana”.

O objetivo do estudo foi promover uma discussão a respeito do futuro da mobilidade urbana no Brasil e estamos mobilizando empresas, academia, entidades da sociedade civil e do terceiro setor para uma reflexão sobre o tema. Estamos, agora, fazendo uma pesquisa para identificar algumas cidades ao redor do mundo que estão à frente das discussões relacionadas ao planejamento e mobilidade urbana. A ideia é conhecer os projetos, as pessoas por trás das ideias, usuários e também vivenciar as soluções que elas deram para seus problemas.

Também estamos participando de alguns eventos para compartilhar nossa experiência e aprendizados para estimular e inspirar outras iniciativas. A participação que mais nos orgulhamos foi no SxSW, um dos maiores eventos da economia criativa nos EUA. Fomos convidados para mostrar a forma como estruturamos o projeto, conduzimos as interações e o espírito de colaboração.

O automóvel costuma ser apontado como o grande vilão da mobilidade urbana. Qual sua opinião? Dá para pensar em cidades sustentáveis sem prejudicar a indústria automobilística?

Culpar o carro não vai adiantar em nada para resolver esse problema. Essa ideia de que o automóvel é o vilão da mobilidade urbana precisa ser superada. Talvez seja mais correto compreendê-lo como um passo evolutivo para consolidar a efervescência do território de uma cidade. Se a Times Square, em Nova Iorque, é hoje uma via de pedestres, é porque ela teve seu papel histórico importante como avenida para veículos na história de Manhattan. Houve um momento em que fazia sentido passar de carro por lá. É por esse momento que algumas cidades brasileiras estão passando agora.

A jornalista e ativista americana Jane Jacobs diz, em seu livro “Morte e Vida das Grandes Cidades”, que o excesso de veículos motorizados e uma avenida congestionada não são a causa de um problema, mas o sintoma. Banir os carros não resolveria o acesso das pessoas às oportunidades. O carro particular tem suas vantagens e não podemos ignorá-lo. No futuro das cidades, acreditamos no resgate do conceito de que o carro assume cada vez mais o papel de veículo de passeio, para o qual foi inicialmente projetado.

O que acha da proibição do Uber em várias cidades brasileiras e do exterior?

O Uber é um novo modelo de negócio que pode criar oportunidades de trabalho e fomentar o empreendedorismo. O Uber é um serviço que descreve bem essa nova economia que vem surgindo impulsionada pela revolução digital. Eles surgem para quebrar paradigmas em economias tradicionais e estabelecidas. Assim como falamos na primeira pergunta, eles identificaram uma oportunidade de entregar uma solução diferente aquilo que já era feito. Subverteram o sistema. Assim como toda inovação disruptiva, precisa de tempo para ser compreendido, ajustado e validado.

A forma como trabalham focados no consumidor, respondendo de forma rápida demandas e oportunidades de mercado e otimizando os recursos disponíveis, é um traço marcante dessa nova economia. Além do Uber, existem outros atores que também estão promovendo as mesmas discussões em outros setores.

Aceleradora Jump promove happy hour para falar de empreendedorismo

A Jump Brasil, aceleradora do Porto Digital que fica no bairro de Santo Amaro, no Recife, vai promover um happy hour nesta quarta-feira (18). De acordo com os organizadores, será “uma oportunidade massa para um encontro regado a conteúdo de qualidade sobre inovação e empreendedorismo com sonzinho, comidinhas e cerveja”. Parece interessante, concordam?

Será aberto ao público e começa a partir das 18h. Haverá também uma palestra com Efrem Maranhão Filho, fundador da startup Escorebu, que traz a palestra “Frustrações do Big Data. De Rio a São Francisco”. Pelo que pesquisei, a Escorebu se propõe a organizar e analisar o fluxo de informações que circula nas plataformas de comunicação das empresas. Aqui você lê um pouco mais sobre ela. E aqui está o link para o evento, batizado de Jump Sessions.

Para quem estiver com preguiça de olhar o endereço no Google, a aceleradora funciona na Rua Capitão Lima, 420.

Jump Sessions

Webinário dá dicas para criar startups de impacto

Gerson Ribeiro, consultor certificado de growth hacking e editor do blog Olho de Anjo, realiza um webinário na noite desta quinta-feira, às 19h (horário no Recife), para conversar com empreendedores. Ele vai usar sua experiência e conhecimento acumulado para dar dicas de como criar startups de alto impacto do zero. Inclusive, pretende falar dos próprios erros cometidos no passado – para quem nunca percebeu, a cultura do fracasso como aprendizado é bastante valorizada nesse meio de startups.

Muito atuante no ecossistema local, tendo organizado eventos como o Investor’s Day, Gerson vai recordar em sua apresentação a história de um e-commerce que foi sua primeira startup. “Era uma plataforma horrível! Dediquei sangue, suor e lágrimas nesse negócio, investindo todo o meu dinheiro e virando noites aprendendo a desenvolver do zero tudo aquilo”, conta.

Gerson RibeiroMesmo com dedicação, a empreitada naufragou. “Acabei fechando a startup dolorosamente alguns meses depois, quando meu dinheiro acabou e eu fiquei sem nada. Se eu soubesse naquela época o que sei hoje… Se tivesse tido um mentor, um método, um caminho para levar adiante minha startup, tudo seria diferente”, reflete.

De acordo com ele, o webinário desta quinta é o resultado de viagens, cursos, treinamentos e participações em eventos de empreendedorismo, além de experiências no Vale do Silício. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas clicando aqui.

Engenheiro eletrônico pela UFPE e fundador de quatro startups, atualmente Gerson Ribeiro se dedica a conectar empreendedores a investidores nacionais e de fora do país.

As vencedoras do Startup Weekend Women Recife

Startup Weekend Women Recife

Recife recebeu, no último fim de semana, uma edição especial do Startup Weekend. A versão Women do evento mirou num público que, muitas vezes, é subestimado e visto com preconceito no mercado de tecnologia da informação. Embora se caracterize pela modernidade, o segmento ainda é impregnado por uma cultura machista. Mas as mulheres deram um show e compareceram em grande quantidade à aceleradora Jump, vinculada ao Porto Digital, onde tiveram apenas 54 horas para formar equipes e transformar ideias em negócios. Divulgamos, abaixo, a relação dos times vencedores e respectivas ideias.

1º Lugar: FitLife

Uma plataforma que, de forma segura, ágil e gratuita, dará acesso grátis a uma variedade de personal trainers com registro ativo no Conselho Regional de Educação Física que estarão próximos da sua localização. Através de vários filtros, os alunos poderão escolher o profissional que acharem melhor para as suas necessidades, checar a recomendação de outros usuários, solicitar aula experimental e fazer orçamento. A equipe pensou em apps e versão web. Clique aqui para ver um protótipo do site.

Time: Juliana Nobre, Paulo Cândido e Emídia Felipe

2º Lugar: Mudei

O Mudei é um portal de compra e venda de móveis que já cumpriram sua missão na casa de alguém e agora vão encontrar um novo lar. A ideia é conectar pessoas que não podem levar seus móveis para uma casa nova – ou simplesmente querem se desfazer deles – com usuários que estão de mudança ou querem adquirir um móvel novo sem gastar muito dinheiro. Tudo muito fácil e seguro. Veja aqui um protótipo.

Time: Isabella Rocha, Vanessa Nobre, Arianne Bezerra e Mariangela Schoenacker

3º Lugar: Comunic

Sistema voltado para facilitar e trazer mais segurança na entrada e saída de veículos em condomínios. Funciona através de um app e uma plataforma web onde os moradores efetuam o pré-cadastro de seus próprios carros e os dos visitantes com serviço de geolocalização e baixo custo. Veja aqui um preview que roda em versão mobile.

Time: Marina Amaral, Mariana Matos, Glauciene Peixoto, Gabriela Peixoto, Ligia Spencer e Beatriz Sena

Startup Weekend Women Recife 2