startups

Startup Weekend Caruaru acontece em outubro

Startup Weekend Caruaru

Mais uma edição do Startup Weekend chega ao interior de Pernambuco, descentralizando a onda empreendedora e revelando o potencial de outras cidades para a formação de startups. A bola da vez é Caruaru, que recebe o evento no penúltimo fim de semana de outubro, nos dias 23, 24 e 25. A mecânica segue o formato padrão de toda Startup Weekend, com apresentação de ideias, divisão das equipes, momento de colocar a mão na massa, pitch e resultado final. Tudo isso no período de 54 horas.

As inscrições podem ser realizadas clicando aqui e custam R$ 80. O evento acontece no Shopping Difusora e é uma oportunidade para criar redes de relacionamento com desenvolvedores, designers e empreendedores em geral. Um dos mentores é o co-fundador da empresa Dipantim Criações, Carlos Filho, que aposta forte no empreendedorismo sócio-cultural. Outro destaque é a presença da gerente de marketing do grupo Buscapé, Anaisa Brito, que também fica à frente da comunicação do Moda It. Erick de Albuquerque, investidor-anjo do Porto Digital e veterano nesses encontros, estará por lá para orientar os times. Confira aqui a programação completa.

“Pela primeira vez é realizado um Startup Weekend Caruaru. Acredito que o grande diferencial do encontro é ajudar a disseminar uma visão do empreendedorismo aliada à inovação. Estamos conseguindo aproximar a comunidade dos empresários locais e é importante esse contato para que os participantes conheçam as demandas de Caruaru. A partir daí vão surgir as soluções”, avalia Perseu Bastos, um dos organizadores.

Startup portuguesa quer levar brasileiros para a Europa

O BitBlog costuma falar bastante de empreendedorismo, com foco em Pernambuco. Mas você já se perguntou como seria empreender fora do Brasil? E mais, falando para o público brasileiro? Hoje, escrevemos sobre a Landing.jobs, uma startup portuguesa que está de olho em nosso país. Através de uma plataforma online, especialistas de TI podem participar de processos seletivos em Lisboa, Londres e Amsterdã, entre outras cidades.

Conversamos com Flávia Motta, gerente de projetos, e Pedro Oliveira, co-fundador. Além de explicar o modelo de negócios da empresa, ambos falaram bastante sobre o momento da Landing.jobs e como ela pretende impulsionar a ida de brasileiros para a Europa. Confira:


Qual o foco de vocês exatamente para o Brasil? Firmar parcerias por aqui, para desenvolver o nosso mercado? Ou apenas buscar talentos e levá-los para a Europa?

Flávia Motta: Há um movimento para vir ao país – não apenas para encontrar candidatos, mas para ofertar oportunidades. Houve vagas que oferecemos em empresas como a BankFacil e a Dafiti. Entretanto, neste momento, a prioridade é ser uma ponte para os profissionais que querem viver uma experiência no exterior.

Qual a diferença da Landing.jobs em relação a outros sites, já consolidados, que envolvem contratação de pessoas?

Flávia Motta: Existe uma tendência de mudança no modelo de recrutamento mundial, para acabar com os processos onde o candidato não recebe retorno. Não quisemos apenas atuar como multiplicadores de vagas. Na Landing.jobs, o usuário não tem nenhum custo em manter seu cadastro na ferramenta e todos os perfis são revisados por nossos recrutadores. Além disso, fazemos contato com pessoas cujos currículos se destaquem, para percebermos qual a oportunidade ideal para elas.

Um outro diferencial da Landing.jobs são os referral rewards, prêmios que são dados aos especialistas que indiquem alguém para uma determinada vaga, caso aconteça a respectiva contratação. Também estamos lançando uma competição apenas para brasileiros, a Copa.Landing.jobs, que vai testar conhecimentos nas áreas de Back-end, Front-end, Data Science e Desenvolvimento Mobile. Vamos dar certificados a todos os participantes, 40 consultorias de carreira e 4 viagens a Lisboa.

Por falar em Lisboa, como é o mercado de TI por aí?

Flávia Motta: É recente. Eu, por exemplo, sou carioca e vim morar aqui há alguns meses. Tem muita gente empreendendo e algumas startups cresceram bastante, como a Farfetch, um e-commerce de luxo sediado na cidade do Porto. Semana passada, uma empresa de moda comprou o concorrente alemão, então as coisas estão acontecendo por aqui. Percebo que há muitas ideias principalmente nas áreas de educação, atendimento ao cliente e serviços bancários.

Poderia falar mais sobre o modelo de negócio do produto? Já que a plataforma é gratuita para os candidatos, como vocês monetizam o negócio?

Pedro Oliveira: Quem paga são as empresas que recrutam os candidatos. Sempre que um usuário pertencente à nossa plataforma é contratado, após um período de experiência de um mês, a organização passa a pagar uma taxa mensal de 1% do ordenado bruto do candidato durante 8 ou 12 meses, caso o serviço seja básico ou premium, respectivamente.

Qual o tamanho da Landing.jobs hoje? Quais os planos para os próximos anos?

Pedro Oliveira: Recebemos 750 mil euros de investimentos em 2015. Isso nos permite construir uma equipe que seja capaz de fazer a Landing.jobs crescer e, ao mesmo tempo, nos dá mais responsabilidade. Tem muita gente olhando para nós agora. Estamos crescendo em escala exponencial e ​estamos quase a supera​r​ as metas que estabelecemos com nossos investidores​ para 2015.

Eu poderia listar a quantidade de oportunidades de trabalho e de candidatos registrados, mas essa não é uma boa medida do nosso trabalho. Nosso verdadeiro foco está nas contratações bem-sucedidas. Nós já chegamos a países como ​Holanda, Brasil, Alemanha e Inglaterra. Abrimos um escritório em Londres, que é o verdadeiro hub tecnológico da Europa. Nós queríamos estar próximos às oportunidades de investimento futuro.

Encontro da Amcham Recife discute oportunidades para startups durante a crise

Empreendedorismo Tecnologia Startups

A Amcham Recife realiza, na manhã desta terça-feira (15), um encontro promovido pelo seu Comitê de Tecnologia e Informação. O evento acontece a partir das 8h, no Amcham Business Center, no Pina, e vai discutir como a crise pode gerar oportunidades para os empreendedores e favorecer a atuação das startups. Um dos convidados é Pedro Souza, gerente de aceleração da Jump, a aceleradora do Porto Digital. Ele deve abordar o caso da Teslabit e da Flowup, que oferecem serviços capazes de otimizar recursos das empresas e contigenciar gastos, como consumo de energia. A Amcham-Brasil é uma câmara de comércio que tem sua atuação baseada em dois pilares centrais: defesa da livre iniciativa privada no Brasil e das relações entre o país e os Estados Unidos. Clique aqui para conferir outros eventos da Amcham Recife.

Quatro ideias empreendedoras e tecnológicas que fizeram sucesso no KickStarter

Sensel Morph Kickstarter

O Kickstarter é considerado o maior site de financiamento coletivo do mundo, onde pessoas podem pedir recursos para custear projetos e lançá-los. Já falamos um pouco da plataforma aqui no BitBlog, em um post sobre games que tiveram arrecadação expressiva e foram bem-sucedidos no Kickstarter. Desta vez listamos quatro ideias interessantes com viés tecnológico. Vamos torcer para que elas virem realidade e deem certo. Mas, caso não alcancem êxito comercial, fica o desejo de que sirvam de inspiração para outros empreendedores.

Sensel Morph

É um dispositivo multitoque e sensível à pressão. Imagine um teclado, porém sem teclas e extremamente fino, como um mousepad. Isto é o Sensel Morph. Ele reconhece não apenas dedos, mas outros objetos, a exemplo de canetas e pincéis. A tecnologia é extremamente versátil e permite a adição de “capas” com diferentes interfaces. A ideia principal é otimizar a experiência do usuário com um dispositivo que se adapta ao que está sendo feito. A expectativa dos idealizadores é entregar um Sensel Morph a todos que doaram pelo menos US$ 199 ao projeto até junho de 2016. Ele já conseguiu US$ 330 mil.

SmartHalo

SmartHalo

Você já deve ter ouvido falar em smartphone, smartwatch e smart TV, mas provavelmente não conhecia nada sobre smartbikes. A proposta do SmartHalo, que lembra uma grande bússola digital, é transformar as magrelas em bicicletas inteligentes. Ele funciona integrado ao celular e guia o ciclista através de luzes no painel para chegar em um destino. O aplicativo ainda avisa onde a pessoa deixou a bicicleta e dá informações meteorológicas, indicando se vai cair uma chuva pesada ou o tempo está bom para pedalar. O SmartHalo também vem com tecnologia antifurto. Ele conseguiu arrecadar mais de $ 325 mil CAD (dólares canadenses) e, a partir de maio de 2016, será enviado a alguns financiadores do KickStarter.

Robin

Robin smartphone Kickstarter

Um smartphone inteligente. Parece redundante? É este o conceito do Robin, um aparelho que opera totalmente na nuvem. “Nós o criamos porque cansamos de esperar pelos outros. Ninguém mais estava desenvolvendo o aparelho que a gente gostaria de ter e achamos que você também irá desejá-lo”, escreveu a equipe da empresa Nexbit na página do Kickstarter. Para otimizar espaço, o Robin sobe todos os arquivos na nuvem, porém mantém no smartphone os aplicativos mais utilizados pelo usuário, garantindo boa performance. O design dele busca fugir dos padrões do mercado e, ao mesmo tempo, proporcionar um bom encaixe na mão. Na terça-feira em que este post era escrito (08/09), o projeto havia arrecadado mais de US$ 900 mil. A intenção é distribuir o Robin em fevereiro de 2016.

UpLight

Quem nunca acordou de manhã cedo indisposto para ir trabalhar? Quem nunca levantou da cama com um mau humor terrível? A UpLight promete um despertar mais agradável apenas regulando a cor de uma lâmpada LED. Ela possui cerca de 16 milhões de variações que se ajustam ao ambiente e reduzem o consumo de energia elétrica. Especialistas em sono usam terapia de luz para tratar distúrbios dos pacientes. A UpLight segue o mesmo embasamento científico, trabalhando o momento ideal para o corpo ativar a melatonina e o cortisol. Curiosamente, a ideia nasceu em 2014, durante um Startup Weekend San Diego. No site de financiamento coletivo, arrecadou aproximadamente US$ 20 mil de uma meta de US$ 50 mil. A previsão é distribuir a UpLight até dezembro deste ano.

Startup britânica Thread, que ajuda homens a se vestirem bem, recebe US$ 8 milhões de investimento

Thread startup provar roupas

As pessoas gastam dinheiro das formas mais variadas possíveis. Eu sempre achei que cada um de nós, admitindo ou não, tem certa predileção na hora de torrar as economias. Existe a galera que é mais apegada a viagens, a turma que faz questão de toda semana ir para um restaurante bacana e o grupo dos que sentem prazer em investir em mobília e decoração da casa. Desde pequeno, uma coisa que eu nunca tive paciência era entrar em várias lojas do shopping para provar roupas. Não sei se é por conta do meu pragmatismo ou se isso é coisa da natureza masculina. Respeito quem gosta, mas entendo melhor a linha de raciocínio de Steve Jobs e Mark Zuckerberg, que preferiram manter um guarda-roupa com várias camisas iguais para poupar tempo e aplicá-lo em coisas mais produtivas.

Mas por que estou falando disso aqui no blog?

Startup Thread

Uma startup sediada em Londres, capital da Inglaterra, parte da premissa de que muitos homens não curtem esse entra-e-sai de loja para comprar roupas novas. A proposta da Thread é usar inteligência computacional, através de algoritmos, aliada à experiência de estilistas profissionais para sugerir peças. O serviço é gratuito para os usuários e o mais interessante é como tudo funciona: após fazer um cadastro, é preciso preencher um formulário que explora questões como personalidade, preferências e características físicas. Depois, você faz upload de algumas fotos com roupas variadas. Um estilista vai combinar essas informações e, a partir daí, a Thread sugere vestimentas com o seu perfil. À medida em que o usuário avalia se gostou ou não das roupas, o algoritmo vai aprendendo sobre o gosto da pessoa e traz resultados mais precisos. O público feminino, normalmente mais antenado com a moda, também pode utilizar.

Agora, o balde de água fria: o serviço, por enquanto, só funciona no Reino Unido. Mas, nesta semana, a startup recebeu um investimento de US$ 8 milhões do fundo de venture capital Balderton Capital, do qual fazem parte co-fundadores da DeepMind, startup de inteligência artificial adquirida pelo Google. A ideia é utilizar o dinheiro para expandir a base de usuários e talvez até operar em novos países.

Será que chega no Brasil?

Os vencedores do Startup Weekend Serra Talhada

O município de Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco, recebeu uma nova edição do Startup Weekend no último fim de semana. A proposta do evento, que seguiu um formato padrão adotado no mundo inteiro, era fomentar o empreendedorismo e engajar as pessoas a pensarem em como modelar negócios que gerem valor para a região.

Confira, abaixo, as startups premiadas:

SIC - Startup Weekend Serra Talhada

1º lugar: SIC – Sistema Integrado de Crediário

É uma aplicação onde o consumidor pode recuperar históricos de compras e os detalhes dos carnês de pagamentos. O SIC também notifica sobre futuros pagamentos perto da data de vencimento. A equipe teve a ideia ao refletir sobre os altos custos com alocação de recursos materiais e humanos para cobranças. Também é a oportunidade de estabelecer uma rede de relacionamento com o cliente. Pelo modelo de negócio proposto, a ferramenta seria grátis para o consumidor, porém os lojistas pagariam mensalidade, com planos que se adequam ao porte de cada empresa.

Equipe: Ingryd Vanessa, Douglas Vitório, Diogo Santos, Maurício Souza, Dayvid Oliveira e Antonio Lundgren

Arcos - Startup Weekend Serra Talhada

2º lugar: Arcos

A missão da startup é valorizar e conectar tradições. A equipe pretende fazer isso através de uma plataforma web onde representantes de comunidades podem exibir seus produtos para o mundo, gerando um valor tangível para a cultura dessas localidades. Se um turista de outro país quiser comprar artesanato brasileiro, ele poderia filtrar por regiões ou comunidades e, assim, chegar aos bonecos do Mestre Vitalino. A Arcos também tem uma pegada social e promete reverter 10% das vendas para ações que propiciem a melhoria da comunidade. A monetização vem através de outros 20% que ficam com a startup. O grupo validou com comunidades indígenas do Sertão.

Equipe: Clayton Amorim, Jeane Oliveira, Eliza Alexandrino, Bruna Santos, Thaise Melo, Aylesson Ayran e Perseu Bastos

Eu Reciclo - Startup Weekend Serra Talhada

3º lugar: Eu Reciclo

É uma plataforma web e mobile para gerenciamento de pontos de coleta de material reciclável. Os moradores das cidades poderão se cadastrar como doadores de resíduos sólidos e a ferramenta irá fornecer um mapeamento desses pontos e possíveis rotas para tornar a coleta mais eficiente e rápida. O modelo de negócio foi construído em cima de parcerias com as cooperativas de catadores, com pagamento de 3% ao mês em cima da quantidade vendida. O time conversou com uma cooperativa de Serra Talhada para validar a ideia e identificar a demanda.

Equipe: Adriano Leite, Herton Vilarim, Tananne Bakker, Mariana Ishikawa, Laonna Fernandes, Indiajara dos Anjos e Paulo Egídio

Como empreender em tecnologia sem formação na área?

Empreendedorismo Tecnologia Startups

Em tempos de crise econômica e aumento do desemprego, há quem aposte no empreendedorismo para montar o próprio negócio e se livrar da figura do chefe. Neste momento, muitos vão se recordar das histórias de sucesso de várias startups, como Pinterest e Instagram. Natural arregalar os olhos para cases de empresas que praticamente nasceram em fundo de quintal e hoje valem milhões de dólares. Difícil é perceber os vários desafios que permeiam o caminho. De acordo com o Sebrae, 24% das pequenas e médias empresas não sobrevivem aos dois primeiros anos de existência.

No caso de quem planeja abrir um negócio de base tecnológica, como os exemplos mencionados acima, uma das principais dúvidas é sobre a necessidade de possuir formação na área. Afinal de contas, de que adianta ter uma ideia original e superinteressante de um aplicativo se você não sabe como – ou quem – vai colocá-la em prática? Não sei como é em medicina, direito ou administração, mas não aprendi a programar no curso de jornalismo.

Este post do BitBlog é dedicado a tirar essa dúvida dos aspirantes a empreendedores. Para nos ajudar nesta missão, conversamos com o gerente de aceleração da Jump Brasil, aceleradora do Porto Digital que opera no bairro de Santo Amaro, no Recife. Inclusive, ele mencionou que, diariamente, recebe ligações e até visitas de pessoas em busca de orientação. No site da Jump tem o endereço e telefone caso você queira pedir ajuda. A comunidade de startups recifense é bem aberta e gosta de disseminar informação, especialmente em encontros para compartilhar experiências.

A ideia é só o começo

“Ter apenas a ideia não é o bastante. Eu penso em umas trinta por dia e pelo menos dez me deixariam rico”, provoca Pedro Souza, responsável por acompanhar os empreendimentos na Jump.

Se a fala dele pareceu um balde de água fria na sua cabeça, talvez startar o próprio negócio não seja para você. Antes de pensar na execução da sua ideia, planeje. Atualmente, o modelo canvas é um dos mais utilizados para mapear áreas estratégicas e nortear o empreendedor. Validar o projeto é outra tarefa básica. Para quem não está familiarizado com o termo, trata-se do processo de olhar para o produto ou serviço sob a perspectiva do consumidor. É o momento de coletar feedback com os potenciais clientes e avaliar se o que você propõe faz sentido para eles.

Note que tudo isso independe de formação em tecnologia da informação.

Startup Live Vienna

Olhar para a equipe

Agora vamos à execução:

“O ideal é que o empreendedor possua um sócio com esse conhecimento porque ele vai se dedicar de forma mais intensa”, sugere Pedro Souza. O gerente de aceleração acrescenta que há outras opções, como recorrer a uma software house ou contratar desenvolvedores. A grande questão é que, no caso das startups, é saudável possuir alguém de TI em um cargo importante, capaz de liderar e dar o sangue. Este profissional acaba desempenhando um papel de coordenação dos aspectos técnicos do empreendimento.

Caso você não tenha ninguém de confiança que trabalhe com tecnologia para convidar, uma saída é recorrer aos eventos da comunidade. Como escrevi acima, o ecossistema é bem unido e as pessoas buscam se ajudar. Se duvida, observe o comportamento dos participantes do grupo Startup PE no Facebook. “Frequentar Startup Weekends e meetups do Manguezal é uma boa forma de networking. O empreendedor tem boas chances de conhecer gente interessante, que compartilha dos mesmos objetivos”, esclarece Pedro Souza.

Depois de tudo isso, nada de angústia sobre qual será sua função. Mesmo não tendo formação em TI, sempre há muito o que fazer. Lembro que quando entrevistei Erick de Albuquerque, investidor-anjo do Porto Digital, ele criticou as startups por não investirem em times multidisciplinares. Pedro concorda que outras aptidões são importantes para os negócios. “Pessoas que entendem de finanças, vendas, design, marketing e comunicação, por exemplo, são essenciais”, analisa. A recomendação é sempre buscar formas de explorar o próprio conhecimento.

Medo de plágio

Outra dúvida bastante comum é como proteger a própria ideia. Tecnologia anda de mãos dadas com inovação e não é legal ver alguém copiando aquele insight maravilhoso que você teve para criar algo revolucionário (ou disruptivo, para usar a palavra da moda).

“Uma ideia que não é compartilhada não é roubada. Mas é muito difícil alguém conseguir empreender sozinho. Além dos sócios, geralmente é necessário criar uma rede de parceiros”, alerta o gestor de projetos de tecnologia do Sebrae/PE, Péricles Negromonte. Ou seja, faz parte dos riscos. A sugestão é recorrer ao meio jurídico, através de um NDA ou outros recursos. “Porém, quando se trata de tecnologia, não se pode proteger apenas a ideia. Ela precisa existir em nível de negócios”, adverte.

* As fotos que ilustram este post são do Startup Live Vienna e do Berlin Startup Tour. Crédito: Flickr/heisenbergmedia