Windows

Halo 3 Anniversary pode ser lançado para PC

Halo 3 foi o primeiro da série principal a ser lançado apenas para consoles – no caso, o Xbox 360. Com isso, os jogadores de PC ficaram órfãos da saga, desde então… Mas a situação pode mudar.

Ao apresentar seus novos processadores R5 na Coreia do Sul em um evento especial, a AMD mostrou um vídeo com a arte de vários títulos  famosos – entre eles, Halo 3! Faria sentido relançar o jogo para PC agora, já que em 2017 a aventura de Master Chief completa 10 anos. Além disso, pode ser a melhor forma de reaproximar a franquia do pessoal que não tem Xbox, começando pelo Halo 3, depois o 4 e daí em diante.

Halo 3 Anniversary, relançamento em HD do jogo, fez parte do pacote The Master Chief Collection do Xbox One, então este também seria um candidato para ser levado aos computadores – pois traria também o quarto título da saga principal. Por enquanto são apenas rumores, então vamos ficar atentos.

Mega Man e as tentativas frustradas de retorno aos games

Se você é fã da franquia Mega Man, provavelmente se sente deprimido com a falta de novidades desde 2010. O herói azulzinho da Capcom tentou voltar inúmeras vezes, mas os projetos dos jogos terminaram cancelados e, por isso, a série está “arquivada”. Conheça algumas dessas tentativas em mais um post da coluna No Limbo. Você vai ler sobre games de Mega Man que pouca gente ouviu falar – e, infelizmente, não deram certo.

Mega Man Legends 3 (3DS, 2010)

Com ambientação tridimensional, Legends é uma sub-série de Mega Man que nasceu no PS1 – bastante elogiada, por sinal. Legends 3 foi anunciado para o Nintendo 3DS em 2010, causando euforia entre os fãs.

Herói enfrentando chefe

Dadas as limitações técnicas do 3DS, até que este jogo de Mega Man parecia divertido

Uma versão preliminar do título, chamada Prototype Version, seria disponibilizada a tempo do lançamento do 3DS em 2011, contando com 10 missões. Dependendo das vendas, a edição completa do jogo seria lançada ou não. Eis que ambas foram canceladas, causando revolta na comunidade gamer. A Capcom alegou que houve pouco engajamento e interesse dos fãs com o projeto, algo questionado até hoje. Músicas, games indie e outras formas de protesto foram criadas tentando reverter a decisão da Capcom, o que não aconteceu.

Mega Man Universe (PS3 e Xbox 360, 2010)

Baseado no visual e mecânica de Mega Man 2, Universe seria uma espécie de Super Mario Maker da franquia. Os jogadores poderiam criar suas próprias fases e compartilhar com a comunidade. Versões 8-bit de outros personagens da empresa, como Ryu (Street Fighter) e Arthur (Ghosts ‘n Goblins) estariam disponíveis, além de outras novidades via DLC.

Cena de gameplay, com uma fase sendo construída

Até o Dr. Willy aparece pra dar palpite nas suas criações…

Poucos meses após a revelação do projeto, o criador de Mega Man, Keiji Inafune, deixou a Capcom. Nenhuma novidade sobre Mega Man Universe foi anunciada até que, no ano seguinte, a empresa cancelou o jogo alegando “inúmeras circunstâncias”.

Maverick Hunter (?, 2010)

Não confunda este aqui com Mega Man Maverick Hunter X do PSP. Maverick Hunter, apenas, seria um FPS (tiro em primeira pessoa) no universo do mascote, mas com uma ambientação sombria e futurística. A ideia era desenvolver uma trilogia, com X no papel principal para os dois primeiros jogos e Zero no terceiro e último.

Maverick Hunter ia ser o jogo de Mega Man mais diferente da franquia

Maverick Hunter ia ser o jogo de Mega Man mais diferente da franquia

Seguindo uma direção controversa para os padrões da franquia, Maverick Hunter foi cancelado seis meses após o seu anúncio. Mesmo com bons feedbacks de parte da crítica e na própria Capcom, o game nunca foi uma unanimidade e era considerado uma “aberração” para muita gente, se tornando algo que seria facilmente comparado a Halo, mas incapaz de competir à altura.

Bônus: um jogo feito pela comunidade, Mega Man 2.5D

Se por um lado a série está completamente abandonada, pelo menos os fãs mostram que não esqueceram o mascote. Mega Man 2.5D é prova disso: um projeto executado pela comunidade por oito anos e recém-lançado (download gratuito aqui).

Enquanto a Capcom não traz novidades, os fãs surgem com Mega Man 2.5D

Enquanto a Capcom não traz novidades, os fãs surgem com Mega Man 2.5D

Com um modo cooperativo e cenários que podem girar em 3D durante certos momentos, o jogo para Windows é uma solução alternativa pra quem tem saudade do clássico herói.

Mega Man Legacy Collection é para matar a saudade

Que tal aproveitar o hiato da série para conhecer mais sobre os primeiros games? Mega Man Legacy Collection foi lançado em 2015 e traz os seis primeiros jogos da franquia, do Mega Man 1 ao Mega Man 6. Eles foram desenvolvidos para o Nintendo 8-bit (nosso querido Nintendinho).

Megaman Legacy Collection vai te transportar para a década de 80!

Megaman Legacy Collection vai te transportar para a década de 80!

Embora muita gente sinta falta de uma coletânea mais completa, Mega Man Legacy Collection resgata a simplicidade dos jogos daquela época e deixa um gosto de nostalgia. Procurando na internet, dá para achar em algumas lojas.

Dead Rising original chega à Steam em setembro

Dead Rising 4, para Windows 10 e Xbox One, é um dos melhores games a sair em 2016 (veja nossas impressões durante a E3 2016). Mas, até hoje, o pessoal do PC não teve a oportunidade de jogar o game original. Parece que a Capcom ouviu os fãs.

Um relançamento de Dead Rising (2006) foi anunciado para 13 de setembro na Steam (link aqui). Oferecido por R$ 39, mas apenas em inglês e para Windows (sem Mac nem Linux, infelizmente), esta edição terá as seguintes melhorias:

  • Suporta até 5 slots para salvamento do progresso;
  • Suporte nativo aos controles do Xbox 360, Xbox One e PS4 (DualShock 4) com ícones correspondentes aos botões na tela;
  • Compatível em 4K;
  • Taxa de frames variável, incluindo suporte a monitores 144Hz com tecnologia Nvidia G-Sync;
  • Configurações personalizáveis de teclado e mouse.
O protagonista Frank demonstrando seu carinho com zumbis

O protagonista Frank demonstrando seu carinho com zumbis

PC Gaming Show: veja o que aconteceu

A E3 não é, de forma alguma, restrita aos consoles de mesa. Os PC gamers também estão representados. Prova disso é o PC Gaming Show, pré-conferência da E3 2016 voltada a quem joga no computador. Acompanhe abaixo tudo o que rolou no evento! Estávamos lá, cobrindo ao vivo para você.


Xbox na E3: veja como foi a conferência

A conferência do Xbox One na E3 2016 foi bastante positiva, confirmando os rumores que já sabíamos. Abaixo, veja tudo o que aconteceu por lá. Durante a semana, teremos novos posts mostrando o que jogamos no One. Afinal, estamos em Los Angeles e temos presença confirmada no estande da Microsoft!

  • Phil Spencer, chefe da divisão Xbox, começou a conferência prestando homenagem às vítimas do massacre em uma boate LGBT em Orlando.
  • Xbox One S é, enfim, apresentado. O controle terá uma “pegada” mais confortável e maior alcance. O console custará os mesmos US$ 299 do modelo atual e será lançado em agosto.

Xbox One S - E3 2016Estiloso e menor, o S deve aumentar significativamente as vendas de Xbox One

  • Rod Fergusson, do estúdio The Coalition, fala que Gears of War 4 terá suporte ao novo serviço Play Anywhere do Xbox. Com ele, um game adquirido no Xbox One poderá ser jogado em qualquer outro One ou PC com Windows 10, e vice-versa. Além disso, o progresso será salvo na nuvem.
  • Gears of War 4 terá cross-play entre Xbox One e Windows 10. Chega em 11 de outubro nas duas plataformas. Um controle Elite inspirado no game, na cor vermelha, também estará disponível.

  • Temporada 3 de Killer Instinct terá suporte ao Play Anywhere. O General Raam, de Gears of War, será personagem jogável.
  • Forza Horizon 3 será ambientado na Austrália. Com suporte ao Play Anywhere, o jogo terá carros de rally também. Uma campanha cooperativa, com recursos online, foi demonstrada. O título chegará em 27 de setembro ao One e Windows 10.
  • Foi apresentado um novo vídeo de ReCore.

  • Hajime Tabata e Mathew Kishimoto, da Square Enix, demonstraram no palco o sistema de combate de Final Fantasy XV, arrancando aplausos do público. Será lançado em 30 de setembro.
  • Uma atualização para The Division, Underground, será disponibilizada primeiro no Xbox One, em 28 de junho.
  • Patrick Bach, da DICE, anuncia que quem tem EA Access poderá jogar Battlefield 1 em 13 de outubro, um pouco antes do lançamento oficial.
  • Mike Ybarra, do Xbox Live, anuncia novas funcionalidades para a rede. Uma nova atualização permitirá ouvir músicas enquanto se joga online (Background music). O recurso de Clubs permitirá agrupar pessoas com interesses comuns em comunidades. Um recurso de pesquisa por Groups aproximará jogadores que tenham os mesmos objetivos em um jogo específico. Além disso, o Arena on Xbox Live suportará oficialmente a realização de campeonatos. Os novos Fifa usarão este recurso.
  • Saxs Persson e Lydia Winters, do time de Minecraft, anunciam um modo cross-play entre iOS, Android e Windows 10. Uma atualização chamada The Family Update permitirá compartilhar criações sem a necessidade de estar online. John Carmack, CEO da Oculus, demonstra o game usando o VR.
  • Um site chamado Design Lab, no portal oficial do Xbox, permitirá personalizar as cores do controle do One S e adquirir/encomendar as criações online. Serão 8 milhões de possibilidades de customização.

Xbox One S - Design Lab - customização de controlesNão sabemos ainda em quais países o Design Lab estará disponível

  • Limbo estará gratuito no Xbox One a partir de hoje. Inside, do mesmo estúdio e com lançamento em 29 de junho, é mais um game indie que chega ao One pelo programa ID@Xbox. Outros jogos independentes anunciados para os próximos meses: Cuphead, Outlast, Deliver Us the Moon, Flint Hook, Far, Slime Pencher, Shadow Tactics, Figment, The Culling, For The King, Stardew Valley, Beacon, Raiders, Bloodstained, Yooka-Laylee e Everspace.
  • Arc, já disponível no One, estará disponível no Play Anywhere a partir da primavera, permitindo jogá-lo no Windows 10 sem custo adicional. O Xbox One receberá primeiro o indie We Happy Few, que chega em julho e tem um clima que remete a Bioshock Infinite.
  • Da CD Projekt Red, Damien Monnier anuncia um card game inspirado no universo de The Witcher: trata-se de Gwent. Um open beta será disponibilizado em setembro.
  • Tekken 7 será lançado no início de 2017. Para divulgar, a Bandai Namco estará fornecendo gratuitamente o Tekken Tag Tournament 2 (jogão!) para os assinantes da Live Gold.

  • Dead Rising 4 ganha novo trailer. É novidade para o fim do ano no Xbox One e Windows 10.

  • Hideki Kamiya, da Platinum Games, mostra novo trailer de Scalebound, lançamento para Xbox One e Windows 10 em 2017.

  • Sea of Thieves, da Rare, enfim tem seu gameplay revelado. Com direito ao Play Anywhere, inclusive.

  • State of Decay 2 é anunciado para Xbox One e Windows 10. É uma boa surpresa! Fica para 2017.
  • Halo Wars 2 ganha trailer e é confirmado para One e Windows 10 em 21 de fevereiro de 2017. No entanto, um open beta já está disponível no One até 20 de junho.

  • Para encerrar, Phil Spencer retorna ao palco e confirma o Project Scorpio: o codinome do modelo mais poderoso do Xbox One que está sendo feito, visando suportar 4K e realidade virtual. Chegará no final de 2017, sem maiores detalhes.

A curiosidade matou o… PC!

Computador velho

Não lembro como foram meus primeiros contatos com o computador. Recordo bem quando a internet chegou em casa e eu fiquei fascinado pelo bate-papo do Uol e em ter uma conta de e-mail no Bol. Talvez eu tenha sentido amor à primeira vista pelo PC na loja do meu pai, quando aproveitava o “status” de filho do dono para, entre a emissão da nota de um cliente ou outro, jogar clássicos como Tetris, Airforce e Paranoid. O fato é que na metade dos anos 1990 eu ganhava minha primeira CPU e ela era guiada por um humilde processador AMD K6-2, embora na época eu não fizesse ideia de o quanto isso era atrasado. Hoje, então, parece até uma piada.

Mesmo com todas as suas limitações, o computador me despertava enorme curiosidade. Uma vontade de conhecer mais sobre aquela máquina e dominá-la. Esse sentimento rendeu bons frutos. Eu aprendi muito rápido noções de HTML fazendo uma página no extinto hpG. Também ensaiei um pouco de linguagem de programação com scripts para IRC e logo cedo soube o que era FTP e para que servia. Instalar novos softwares – alguns até bem inúteis – era algo mágico, como se as janelas de setup oferecessem a visão de um convidativo mundo novo. Não é à toa que bem antes de escolher jornalismo, no ensino médio, cogitei seriamente prestar vestibular para ciência da computação.

Mas essa jornada de curiosidade também atravessou caminhos tortuosos. Se afirmam que ela matou o gato, eu costumo dizer que também quebrou PCs. Sabe aquela história de criança que gosta de “bulir” onde não deve? Nesta publicação eu compartilho com os leitores do BitBlog pelo menos três ocasiões onde alguma coisa deu errado e minha CPU foi parar na assistência técnica.

systemini

System.ini

Quando comecei a ler sobre desfragmentação de disco e dicas para otimizar o espaço no HD, fui ficando obsessivo com limpeza de arquivos. O próprio Windows tinha ferramentas que faziam isso muito bem, mas eu insistia em zipar pastas e até apagar arquivos de texto como se fosse algo que trouxesse grandes benefícios.

Depois que aprendi a usar a busca do Windows de forma mais refinada, conseguia encontrar arquivos .TXT no computador e saía apagando eles. O problema é que, em algum momento, acabei me deparando com arquivos .INI, extensão muito usada nas primeiras versões do sistema operacional para salvar configurações. Como eles abriam no bloco de notas e exibiam textos confusos e inúteis para mim, decidi apagá-los. Foi em uma dessas limpezas que limei o System.ini, que, pobre coitado, não deveria ter nem 30 kbytes. Depois disso meu Windows não iniciava mais e exibia uma tela de erro durante o boot.

Overclock

Overclock

Para quem não sabe, overclock é uma técnica que pode acelerar o desempenho dos hardwares, fazendo com que um processador, por exemplo, trabalhe mais rápido e com maior eficiência. Claro que se feito de forma bem-sucedida. Agora imagine as chances disso dar certo se executado por um adolescente que nem conseguia desparafusar direito o gabinete? Mais uma vez eu ficava desesperado ao dar o reset na máquina e perceber que tinha feito alguma besteira. E o medo de ficar de castigo? Parando para pensar, foi quase um milagre não ter queimado nenhum componente. É, poderia ter sido pior…

pente memória ram

Pente de memória

Nunca fui muito habilidoso nem tinha paciência para caixa de ferramentas e chaves de fenda. Justamente por isso, quando precisava substituir alguma placa ou pente de memória do computador, levava a CPU em algum técnico para ele desmontar e fazer a troca. Além de envolver algum gasto, demandava tempo e aquilo me corroía.

Lembro que meu PC tinha dois slots para pentes de memória e resolvi substituir um deles por um mais arrojado, o que também não deveria ser grande coisa na época. Pela primeira vez, faria tudo sozinho. Pesquisei na internet, ví fotos, tutoriais e achei simples. Toda uma preparação! Um site falava que era bom passar uma borrachinha nos contatos das memórias para retirar qualquer resquício de sujeira ou oxidação e segui o conselho.

Desparafusei o gabinete, removi as peças, limpei e coloquei no lugar, substituindo um dos pentes pelo mais novo que comprei. De repente, meu computador não ligava mais. E, para piorar, bipava monstruosamente. Eu tremia de nervosismo, só faltava chorar e imaginava a assistência técnica dando o veredito de conserto irremediável. Por conta do horário, não tinha nem a quem recorrer e restou a mim dormir mal, como uma criança que destrói o próprio brinquedo.

No dia seguinte, depois de tanto suspense, descobri com os técnicos o que provocou o defeito. Ao contrário do cenário apocalíptico que eu vislumbrava, os pentes de memória simplesmente não estavam encaixados direito, provavelmente porque tive medo de empurrá-los no slot.

Este post é dedicado a todos aqueles que são movidos pela curiosidade.