WWDC

Cantora Taylor Swift critica Apple Music por não pagar artistas

Desde os anos 80, a Apple realiza anualmente uma conferência voltada para desenvolvedores. É a Apple Worldwide Developers Conference, também conhecida como WWDC. Há um bom tempo ela tem acontecido em junho e, neste ano, não foi diferente. Normalmente o evento traz informações sobre as próximas versões do iOS, o sistema operacional da Apple, mas eventualmente a companhia revela novos produtos e serviços. No dia 8 deste mês, a empresa da maçã apresentou o Apple Music ao público, que vai seguir os moldes do Spotify, Deezer e Rdio, oferecendo streaming de música. Ele chega ao mercado no final de junho, no dia 30, com um agressivo trial de três meses para impressionar e abocanhar potenciais assinantes.

Foi justamente o trial de três meses que levou a cantora Taylor Swift a publicar, neste domingo (21), um desabafo nas redes sociais. Em um longo texto, ela critica a Apple e sugere que a gigante de Cupertino tentou esconder dos usuários que não pagará royalties aos artistas durante o primeiro trimestre do serviço. “Eu considero isso chocante e decepcionante”, escreveu Taylor Swift, acrescentando que seu novo álbum, 1989, não será disponibilizado na Apple Music por conta disso.

Na mensagem, que teve mais de 26 mil retuitadas e 7 mil compartilhamentos no Facebook até às 20h deste domingo, a cantora explica que a decisão da companhia afetará sobretudo os artistas que estão começando a carreira e lançando seus primeiros singles, mas não serão pagos pelo esforço e sucesso.

“Sabemos que a Apple faz um sucesso astronômico e que essa empresa incrível possui dinheiro para pagar artistas, escritores e produtores por três meses, mesmo que eles sejam gratuitos para os fãs que estão testando”, observa a cantora norte-americana. Ou seja: Para Taylor Swift, a Apple está sendo muquirana, mesquinha, pão-dura, pirangueira… Bem, deu para entender, né?

Ela encerra o desabafo torcendo para que a política de pagamentos aos artistas seja revista e que ninguém está pedindo um iPhone de graça. “Então, por favor, não nos peça também para fornecer nossas músicas sem nenhum retorno”, conclui.