Xbox 360

Lost Odyssey está gratuito no Xbox One e 360

Se você tem o Xbox One ou 360 e está com vontade de jogar um bom RPG, boa notícia: Lost Odyssey, lançado originalmente para o 360, está gratuito em ambas as plataformas até 31 de dezembro deste ano. Para baixar, clique aqui ou vá até a loja em seu console.

Lost Odyssey é da Mistwalker, estúdio do criador de Final Fantasy, Hironobu Sakaguchi. O game conta ainda com trilhas sonoras de Nobuo Uematsu, que trabalhou junto à Sakaguchi nos primeiros games da famosa franquia. Esta nova aventura é sobre a estória de Kaim, um personagem imortal que viveu mais de 1000 anos, mas que não lembra do seu passado. Com mecânicas de MMORPG, o título traz ainda o protagonista em diversas vidas, compondo várias famílias e se despedindo das mesmas, enquanto outros heróis tentam ajudá-lo a entender a sua origem. Veja abaixo o trailer.

True Fantasy Live Online, o MMO cancelado do Xbox

O Xbox original, lançado em 2001, foi a estreia da Microsoft nos consoles (veja os bastidores aqui). Embora tenha vendido mais de 24 milhões de unidades, este total representou apenas 1/6 do rival PlayStation 2. Um dos motivos do desempenho comercial ruim foi a falta de habilidade da empresa com o público japonês. Embora esta situação perdure até hoje com as plataformas mais recentes, o aparelho era uma verdadeira interrogação – e ter se dado bem em terras nipônicas poderia ter mudado completamente o seu destino.

True Fantasy Live Online, anunciado em 2002, seria o primeiro MMO do Xbox. Desenvolvido pela experiente Level 5, das séries Yokai Watch, Professor Layton e Dark Cloud, o jogo traria um imenso mundo aberto a ser explorado, com um charmoso estilo cel shading remetendo aos melhores RPGs daquela época. Vale lembrar que este era o mais ambicioso carro-chefe da novíssima Xbox Live. Se TFLO tivesse sido lançado e correspondido à altura do hype, a plataforma da MS poderia ter se tornado avassaladora em território nipônico, além de emplacar no Ocidente – já que era um momento bem favorável a este gênero. No entanto, o projeto terminou cancelado. O que deu errado? Veja em mais uma edição de nossa coluna No Limbo.

O anúncio

 

Finja que você está em 2002. Após o fiasco do Dreamcast e o início avassalador do PS2, o GameCube mantinha uma segunda colocação duvidosa e o novato Xbox era lembrado por um único título, Halo. Com apenas o aparelho da Microsoft se movimentando rumo a um serviço robusto de partidas online, era difícil acreditar que os consoles de mesa alcançariam o sucesso do PC nesta área. Os bem avaliados Phantasy Star Online e Unreal Tournament tropeçavam na quantidade pequena de usuários.

Em meio a este cenário, a MS anunciava um MMO RPG em parceria com a Level 5. O estúdio japonês era formado por vários desenvolvedores conceituados e, com pouco tempo de vida, já tinha as suas próprias franquias, além de colaborar com a Enix (antes da fusão com a Square) em Dragon Quest VIII. Veja o vídeo acima e tente imaginar como seria sua reação naquele ano. A comunidade de gamers, em grande parte, ficou muito animada, e True Fantasy Live Online passava a ser um dos títulos mais esperados para 2003.

Problemas na comunicação

Personagem, em cena de gameplay, explora uma floresta em meio a outros jogadores

Explorar um mundo imenso com mais 3 mil pessoas, em pleno Xbox e na sala de estar. Como não se empolgar?

2003 tinha chegado e, com ele, nenhuma novidade significativa sobre TFLO. Em setembro daquele ano, o presidente da Level 5 fez uma palestra na Tokyo Game Show e falou sobre as dificuldades de desenvolver um MMO. Embora o estúdio fosse experiente em RPGs, desenvolver por inteiro uma aventura online para 3 mil jogadores simultâneos era um desafio enorme. O teor da apresentação mostrava que as coisas não andavam bem, a começar pelo nome: “Em Uma Aparente Interminável Jornada: Uma Primeira Experiência com MMO RPG“.

Na TGS daquele ano, a Microsoft revelou uma versão jogável (curtíssima) para o público presente, além de anunciar que o projeto tinha sido adiado para 2004. A imprensa elogiou a demonstração, mas começou a questionar os recursos de comunicação do game. Além de frases pequenas predefinidas, a única forma de diálogo entre os jogadores era por chat de voz. Como funcionaria isto, considerando tanta gente de uma vez?

Após meses sem notícias, havia uma expectativa que True Fantasy apareceria na E3 de 2004, o que não aconteceu. Menos de um mês após, um representante da MS cancelou oficialmente o projeto, devido à “incapacidade de entregar (o título) em um nível de qualidade aceitável para o consumidor” e ao ambiente “incrivelmente saturado e competitivo do gênero” (não concordo com a segunda parte). Foi um balde de água fria.

“Falta de habilidade”

Ainda em 2004, o presidente da Level 5 disse que o relacionamento com a gigante norte-americana foi terminado de forma não amigável e culpou a falta de habilidade da última ao interagir com desenvolvedores japoneses. O clima entre as empresas tinha se tornado hostil e este foi o primeiro – e último – trabalho entre elas. Representantes da empresa americana, ainda culpavam a falta de progresso do projeto como o principal motivo do cancelamento.

Shane Kim, que naquele tempo era o Gerente Geral da divisão de jogos da MS, assumiu total responsabilidade em entrevista ao site 1UP em 2008. “Não tivemos o sucesso esperado com MMOs. Para este tipo de projetos, o investimento é basicamente o dobro de um título convencional e ainda não conseguimos encontrar o equilíbrio“. Ao mesmo tempo, o executivo acreditava que TSLO poderia ter sido bem sucedido no Xbox 360, lançado em 2005. Uma possibilidade, de acordo com rumores, que foi considerada pelos times antes do derradeiro fim.

Como teria sido o desempenho de TSLO? Não sei, mas Final Fantasy XI tinha várias características em comum e foi um grande sucesso nos consoles (PS2 e Xbox 360), passando 14 anos no ar. A Microsoft teve a sua oportunidade de fazer barulho, mas a receita – que envolvia inexperiência e diferenças culturais – parecia pronta para um desastre.

PES 2017 ganha edição gratuita para Windows e consoles

A Konami revelou Pro Evolution Soccer 2017 – Trial Edition. Sem limites de uso, é possível jogar o modo PES League (além de outras duas modalidades), com direito a nove times (incluindo o Corinthians e o Flamengo) e dois estádios (Camp Nou e o fictício Neu Sonne Arena). Esta versão de PES 2017 já está disponível para Windows, Xbox One, PS4, Xbox 360 e PS3.

Quem tiver a Trial Edition poderá, inclusive, participar do campeonato oficial PES League. As partidas de qualificação começam em dezembro e as finais acontecem em junho de 2017.

Xbox: veja os jogos do Games with Gold em dezembro/2016

Em dezembro, os games “grátis” do Games with Gold (Xbox) serão bem interessantes. Lembrando que os jogos do 360 são compatíveis também com o Xbox One.

  • Sleeping Dogs: Definitive Edition (Xbox One) – 1 a 31 de dezembro
  • Outlast (Xbox One) – 16 de dezembro a 15 de janeiro/17
  • Outland (Xbox 360) – 1 a 15 de dezembro
  • Burnout Paradise (Xbox 360) – 16 a 31 de dezembro

Pela avaliação do Metacritic, que consolida avaliações de milhares de veículos, o destaque do mês (mais bem avaliado) é de Burnout Paradise. Em um mundo aberto, é possível ir para onde quiser, a qualquer momento, na visão que os criadores da franquia tinham para o Burnout original. Abaixo, veja um pouco de cada um dos games do mês.

Bugs de Fifa 16 e 17 motivam paródia na internet

Games têm, por natureza, defeitos. Fifa pode até ter um histórico de cenas bizarras, mas isso não muda a nossa opinião (super positiva) sobre a série.

Mas já que é pra falar de bizarrices, o canal de Youtube F2Freestylers criou uma paródia com algumas das cenas mais inusitadas de Fifa 16 e 17 recriadas – usando atores reais. O resultado final você confere abaixo!

via UOL

Xbox 360 e PS3: veja 8 jogos que virão em 2017

Lançados em 2005 e 2006 (respectivamente), o Xbox 360 e o PlayStation 3 representaram uma das mais longas gerações da história dos videogames. Com sucessores no mercado há mais de três anos, o 360 e o PS3 – incrivelmente – ainda têm novidades por vir.

O BitBlog já tinha feito um post com os principais games de 2016 nos sistemas (e, antes disso, os de 2015). Dessa vez, estamos olhando para 2017. Mais uma vez, os dois consoles estão agonizando, mas não morreram!

8) Madden NFL 18

Xbox 360 e PS3
Também para: Xbox One, PS4 e Nintendo Switch (este último a confirmar)
Data de lançamento: agosto de 2017 (a confirmar)

Jogadores disputam partida de futebol americano

A EA já anunciou que Madden e Fifa terão jogos no PS3 e 360 até 2017. Portanto, esta deve ser a despedida da famosa franquia de futebol americano da geração passada. Como novidade, provavelmente apenas a atualização dos times em relação ao Madden NFL 17.

7) Fifa 18

Xbox 360 e PS3
Também para: Xbox One, PS4, Windows e Nintendo Switch (este último a confirmar)
Data de lançamento: setembro de 2017 (a confirmar)

Atacante entra na pequena área em partida de futebol de FIFA

O último Fifa para PS3 e 360. Assim como no caso de Madden NFL, espere uma mera atualização dos times.

6) Rainbow Skies

PS3
Também para: PS4 e PS Vita
Data de lançamento: 2017, mês a definir

Cena gameplay de Rainbow Skies

Dos criadores do cultuado Rainbow Moon (2013), surge um sucessor espiritual. Rainbow Skies também é um RPG tático, com um longo enredo, mas que dessa vez dá um foco ainda maior ao desenvolvimento dos personagens.

5) Asdivine Hearts

PS3
Também para: PS4 e PS Vita
Data de lançamento: início de 2017, a confirmar

Cena de diálogo entre protagonistas

Com esse jeitão retrô, fica difícil não querer jogar

O primeiro RPG da Kemco para plataformas PlayStation é uma homenagem aos clássicos do gênero na era 16-bit. Em Asdivine Hearts, quatro heróis embarcam em uma jornada para reestabelecer a paz em seu mundo. O título terá cross-buy entre Vita, PS3 e PS4, 15 troféus a serem conquistados e mais de 40 horas de jogo. Tá bom ou quer mais?

4) Forgotten Memories: Alternate Realities

PS3
Também para: PS4, PS Vita, iOS e Android
Data de lançamento: 2017 (a definir)

Protagonista em cenário escuro com uma lanterna

Já disponível para smartphones, esta é uma versão melhorada do Forgotten Memories original: um título de terror que narra a busca por uma garota desaparecida. O game tem dubladores de Silent Hill 2 e tem grande inspiração na série da Konami.

3) Izle

Xbox 360 e PS3
Também para: Wii U, Xbox One, PS4 e Windows via Steam
Data de lançamento: 2017, a definir

Mundo aberto de Izle em destaque

Desenvolvido por veteranos da Ubisoft, este game de ação em 3D permitirá explorar e desenvolver ilhas flutuantes, personalizando (quase) tudo pela frente.

2) Toukiden 2

PS3
Também para: PS4 e PS Vita
Data de lançamento: início de 2017, a confirmar

Cena gameplay de Toukiden 2

Para alguns, o Toukiden original seria uma mera cópia de Monster Hunter. No entanto, não foi o que aconteceu: o game foi um sucesso de crítica e vendeu o suficiente para assegurar uma sequência, já disponível no Japão e confirmada para o Ocidente pela Koei Tecmo.

1) Persona 5

PS3
Também para: PS4
Data de lançamento: 4 de abril de 2017

Protagonista de Persona 5 em um dos calabouços do jogo

 

Para a Atlus, superar Persona 4 tornou-se um desafio. O título de PS2 e PS Vita tornou-se um dos RPGs mais bem avaliados da história dos games. Após capitalizar tanto no universo de Yu Narukami, Teddie (Kuma na versão japonesa) e companhia, com spin-offs de luta e até de dança, chegou a hora de incluir um novo episódio na franquia. Comparações serão inevitáveis. Mas, pelo que vimos até aqui de Persona 5, a subsdiária da Sega está fazendo um grande trabalho!

Banjo-Threeie: a aventura cancelada do mascote da Rare

Poucos títulos de plataforma provocam tanta saudade quanto Banjo-Kazooie e a sequência Banjo-Tooie, para N64. Com a venda do estúdio Rare para a Microsoft, ficou a expectativa de ver a terceira aventura da saga, Banjo-Threeie, no Xbox. O projeto, de fato, existia, mas não chegou às lojas. Conheça mais sobre o mesmo na coluna No Limbo desta quarta.

“Banjo 1.5”

Banjo e Kazooie correndo de inúmeros inimigos

Demo técnica para GameCube deixou os fãs na expectativa

Após o bem-sucedido lançamento de Banjo-Tooie em 2000, o time da Rare começou a trabalhar em uma nova aventura envolvendo o urso e a carismática passarinha. Naquele mesmo ano, uma demonstração técnica de poucos segundos foi exibida durante a feira Spaceworld, mostrando o poder do GameCube com inúmeros personagens em movimento simultaneamente. No entanto, com a venda do estúdio para a Microsoft, o projeto deixou de ser prioridade por algum tempo, enquanto os que dependiam da Nintendo foram cancelados para sempre.

De acordo com o designer Gregg Mayles, com a retomada dos trabalhos, a ideia era relançar o primeiro jogo no Xbox, mas com novas cenas e puzzles. Talvez a ideia seria apresentar os mascotes ao público do novo console, para só então produzir uma sequência real. Faz sentido, já que os fãs do gênero (plataforma) estavam, em maioria, nos rivais PS2 e GameCube.

Uma sequência fiel, porém diferente

A ideia anterior foi descartada dentro da Rare. Surgiu então o segundo conceito: uma nova aventura, mas que traria a vilã Gruntilda perseguindo os protagonistas pelas fases e usando movimentos similares aos deles. O time, no entanto, acreditou que o título não seria convincente. Veja as palavras do próprio Mayles sobre o assunto, em conversa com a revista Retro Gamer no início de 2007:

“Nossa meta é levar a categoria “plataforma 3D” para a nova geração e fazer algo além de adicionar polígonos. Alguns fãs olham para trás e querem mais do mesmo, mas o Banjo do passado não tem lugar algum no mercado futuro do Xbox 360. Queremos manter todos os elementos que deram certo nos primeiros dois jogos, mas também tentar coisas novas para injetar gás em um gênero que vem sendo negligenciado por muitos anos.”

 

Meses antes desta entrevista, em setembro de 2006, o trailer acima foi revelado pela Microsoft. Além de um novo estilo visual para os mascotes, tudo que podemos ver é que o novo jogo provavelmente seria mais uma aventura tradicional, com os elementos (notas musicais, por exemplo) que fizeram sucesso. Aparentemente, naquele momento, ainda estávamos falando de Banjo-Threeie.

O fim: Nuts & Bolts

Veio a E3 de 2007 e nada foi falado sobre o novo game. Em meio a rumores de cancelamento, é possível que a tal “reviravolta” tenha acontecido nesta época: mudanças profundas foram feitas no jogo, reduzindo a 20% a mecânica de aventura e incorporando, nos 80% restantes, recursos de criação e personalização de veículos (!). Na E3 de 2008, o experimento era apresentado, com nome oficial: Banjo-Kazooie Nuts & Bolts.

 

O enredo parece bizarro, mas convence. N&B, visto por si só, é um bom game. E por que a maioria dos fãs não gosta? Porque este público aguardava ansiosamente por Banjo-Threeie, com uma mecânica mais tradicional. Após entregar o título, a Rare recebeu da Microsoft a missão de criar jogos para o Kinect, um “peso” que durou alguns anos e distanciou o estúdio das suas propriedades intelectuais. Agora que os ingleses estão voltando a criar novos projetos, como Sea of Thieves, existe a possibilidade de vermos um novo Banjo e – quem sabe – algo mais próximo às duas primeiras aventuras. Até lá, tudo é especulação.