Xbox 360

Tomb Raider Ascension: a aventura cancelada no PS3 e Xbox 360

Tomb Raider é uma das franquias mais conhecidas e admiradas do mundo dos games. Antes do reboot homônimo de 2013 no PS3, Xbox 360 e Windows, no entanto, a série passava por uma crise de identidade. Com lançamentos mornos, que não arrancaram elogios como na era PlayStation, era preciso reimaginar Lara Croft. Tomb Raider Ascension, protótipo de 2009, seria a nova aposta da extinta Eidos. Conheça mais sobre o jogo cancelado em mais um post da coluna No Limbo.

Tomb Raider com zumbis?

Em um livro digital datado de 2013, a Eidos falou um pouco de como seria Ascension. Quem traz a carta é o site Unseen64:

“O emocionante Ico, o survival horror de Resident Evil e as criaturas épicas de Shadow of the Colossus serviram como inspirações iniciais. No primeiro esboço, Lara Croft cooperava com uma garota de 6 anos chamada Izumi enquanto elas enfrentavam uma ilha misteriosa, habitada por fantasmas e monstros. Izumi teria acesso a lugares minúsculos para ajudar o jogador, criado um gameplay assimétrico.

Eventualmente o jogador descobriria a habilidade mágica de Izumi de manipular água e interagir com a ilha. Após alguns meses de trabalhos, o conceito foi classificado como muito difícil de entender como um Tomb Raider. Izumi foi até substituida por um macaco que acompanharia Lara em suas aventuras.

No segundo esboço conceitual, Lara montaria em um cavalo e batalharia contra monstros que arremessariam árvores nela, em cenas que remetem a um jogo God of War. Trabalhos seguintes mudariam a direção de arte em algo mais relacionado a terror, com zumbis gigantescos que habitariam em uma ilha em meio a uma forte névoa.

O que seria um trabalho confidencial se tornou público quando um dos envolvidos vazou imagens  detalhes na internet em 2009. A reação dos fãs em fóruns foi de choque, enquanto outros ficavam preocupados com a possibilidade de o game abandonar o clima ‘Indiana Jones’ que sempre foi um padrão da série. Seguir naquela direção nos faria criar o melhor game artístico que ninguém jogaria.”

Futuro

Com o reboot homônimo da série pegando carona em mecânicas de Uncharted e fazendo bastante sucesso, além do elogiado Rise of Tomb Raider, Ascension não tem futuro algum. Tomb Raider reencontrou seu caminho, e misturar Lara Croft com zumbis poderia, de fato, ter sido um desastre.

Quer conhecer mais jogos arquivados? Siga a nossa coluna No Limbo. Já falamos das tentativas frustradas de retorno de Mega Man, Halo para Nintendo DS, a sequência de Star Fox para SNES, Resident Evil 1.5 e 3.5, entre muitos outros!

Mega Man e as tentativas frustradas de retorno aos games

Se você é fã da franquia Mega Man, provavelmente se sente deprimido com a falta de novidades desde 2010. O herói azulzinho da Capcom tentou voltar inúmeras vezes, mas os projetos dos jogos terminaram cancelados e, por isso, a série está “arquivada”. Conheça algumas dessas tentativas em mais um post da coluna No Limbo. Você vai ler sobre games de Mega Man que pouca gente ouviu falar – e, infelizmente, não deram certo.

Mega Man Legends 3 (3DS, 2010)

Com ambientação tridimensional, Legends é uma sub-série de Mega Man que nasceu no PS1 – bastante elogiada, por sinal. Legends 3 foi anunciado para o Nintendo 3DS em 2010, causando euforia entre os fãs.

Herói enfrentando chefe

Dadas as limitações técnicas do 3DS, até que este jogo de Mega Man parecia divertido

Uma versão preliminar do título, chamada Prototype Version, seria disponibilizada a tempo do lançamento do 3DS em 2011, contando com 10 missões. Dependendo das vendas, a edição completa do jogo seria lançada ou não. Eis que ambas foram canceladas, causando revolta na comunidade gamer. A Capcom alegou que houve pouco engajamento e interesse dos fãs com o projeto, algo questionado até hoje. Músicas, games indie e outras formas de protesto foram criadas tentando reverter a decisão da Capcom, o que não aconteceu.

Mega Man Universe (PS3 e Xbox 360, 2010)

Baseado no visual e mecânica de Mega Man 2, Universe seria uma espécie de Super Mario Maker da franquia. Os jogadores poderiam criar suas próprias fases e compartilhar com a comunidade. Versões 8-bit de outros personagens da empresa, como Ryu (Street Fighter) e Arthur (Ghosts ‘n Goblins) estariam disponíveis, além de outras novidades via DLC.

Cena de gameplay, com uma fase sendo construída

Até o Dr. Willy aparece pra dar palpite nas suas criações…

Poucos meses após a revelação do projeto, o criador de Mega Man, Keiji Inafune, deixou a Capcom. Nenhuma novidade sobre Mega Man Universe foi anunciada até que, no ano seguinte, a empresa cancelou o jogo alegando “inúmeras circunstâncias”.

Maverick Hunter (?, 2010)

Não confunda este aqui com Mega Man Maverick Hunter X do PSP. Maverick Hunter, apenas, seria um FPS (tiro em primeira pessoa) no universo do mascote, mas com uma ambientação sombria e futurística. A ideia era desenvolver uma trilogia, com X no papel principal para os dois primeiros jogos e Zero no terceiro e último.

Maverick Hunter ia ser o jogo de Mega Man mais diferente da franquia

Maverick Hunter ia ser o jogo de Mega Man mais diferente da franquia

Seguindo uma direção controversa para os padrões da franquia, Maverick Hunter foi cancelado seis meses após o seu anúncio. Mesmo com bons feedbacks de parte da crítica e na própria Capcom, o game nunca foi uma unanimidade e era considerado uma “aberração” para muita gente, se tornando algo que seria facilmente comparado a Halo, mas incapaz de competir à altura.

Bônus: um jogo feito pela comunidade, Mega Man 2.5D

Se por um lado a série está completamente abandonada, pelo menos os fãs mostram que não esqueceram o mascote. Mega Man 2.5D é prova disso: um projeto executado pela comunidade por oito anos e recém-lançado (download gratuito aqui).

Enquanto a Capcom não traz novidades, os fãs surgem com Mega Man 2.5D

Enquanto a Capcom não traz novidades, os fãs surgem com Mega Man 2.5D

Com um modo cooperativo e cenários que podem girar em 3D durante certos momentos, o jogo para Windows é uma solução alternativa pra quem tem saudade do clássico herói.

Mega Man Legacy Collection é para matar a saudade

Que tal aproveitar o hiato da série para conhecer mais sobre os primeiros games? Mega Man Legacy Collection foi lançado em 2015 e traz os seis primeiros jogos da franquia, do Mega Man 1 ao Mega Man 6. Eles foram desenvolvidos para o Nintendo 8-bit (nosso querido Nintendinho).

Megaman Legacy Collection vai te transportar para a década de 80!

Megaman Legacy Collection vai te transportar para a década de 80!

Embora muita gente sinta falta de uma coletânea mais completa, Mega Man Legacy Collection resgata a simplicidade dos jogos daquela época e deixa um gosto de nostalgia. Procurando na internet, dá para achar em algumas lojas.

Lost Odyssey está gratuito no Xbox One e 360

Se você tem o Xbox One ou 360 e está com vontade de jogar um bom RPG, boa notícia: Lost Odyssey, lançado originalmente para o 360, está gratuito em ambas as plataformas até 31 de dezembro deste ano. Para baixar, clique aqui ou vá até a loja em seu console.

Lost Odyssey é da Mistwalker, estúdio do criador de Final Fantasy, Hironobu Sakaguchi. O game conta ainda com trilhas sonoras de Nobuo Uematsu, que trabalhou junto à Sakaguchi nos primeiros games da famosa franquia. Esta nova aventura é sobre a estória de Kaim, um personagem imortal que viveu mais de 1000 anos, mas que não lembra do seu passado. Com mecânicas de MMORPG, o título traz ainda o protagonista em diversas vidas, compondo várias famílias e se despedindo das mesmas, enquanto outros heróis tentam ajudá-lo a entender a sua origem. Veja abaixo o trailer.

True Fantasy Live Online, o MMO cancelado do Xbox

O Xbox original, lançado em 2001, foi a estreia da Microsoft nos consoles (veja os bastidores aqui). Embora tenha vendido mais de 24 milhões de unidades, este total representou apenas 1/6 do rival PlayStation 2. Um dos motivos do desempenho comercial ruim foi a falta de habilidade da empresa com o público japonês. Embora esta situação perdure até hoje com as plataformas mais recentes, o aparelho era uma verdadeira interrogação – e ter se dado bem em terras nipônicas poderia ter mudado completamente o seu destino.

True Fantasy Live Online, anunciado em 2002, seria o primeiro MMO do Xbox. Desenvolvido pela experiente Level 5, das séries Yokai Watch, Professor Layton e Dark Cloud, o jogo traria um imenso mundo aberto a ser explorado, com um charmoso estilo cel shading remetendo aos melhores RPGs daquela época. Vale lembrar que este era o mais ambicioso carro-chefe da novíssima Xbox Live. Se TFLO tivesse sido lançado e correspondido à altura do hype, a plataforma da MS poderia ter se tornado avassaladora em território nipônico, além de emplacar no Ocidente – já que era um momento bem favorável a este gênero. No entanto, o projeto terminou cancelado. O que deu errado? Veja em mais uma edição de nossa coluna No Limbo.

O anúncio

 

Finja que você está em 2002. Após o fiasco do Dreamcast e o início avassalador do PS2, o GameCube mantinha uma segunda colocação duvidosa e o novato Xbox era lembrado por um único título, Halo. Com apenas o aparelho da Microsoft se movimentando rumo a um serviço robusto de partidas online, era difícil acreditar que os consoles de mesa alcançariam o sucesso do PC nesta área. Os bem avaliados Phantasy Star Online e Unreal Tournament tropeçavam na quantidade pequena de usuários.

Em meio a este cenário, a MS anunciava um MMO RPG em parceria com a Level 5. O estúdio japonês era formado por vários desenvolvedores conceituados e, com pouco tempo de vida, já tinha as suas próprias franquias, além de colaborar com a Enix (antes da fusão com a Square) em Dragon Quest VIII. Veja o vídeo acima e tente imaginar como seria sua reação naquele ano. A comunidade de gamers, em grande parte, ficou muito animada, e True Fantasy Live Online passava a ser um dos títulos mais esperados para 2003.

Problemas na comunicação

Personagem, em cena de gameplay, explora uma floresta em meio a outros jogadores

Explorar um mundo imenso com mais 3 mil pessoas, em pleno Xbox e na sala de estar. Como não se empolgar?

2003 tinha chegado e, com ele, nenhuma novidade significativa sobre TFLO. Em setembro daquele ano, o presidente da Level 5 fez uma palestra na Tokyo Game Show e falou sobre as dificuldades de desenvolver um MMO. Embora o estúdio fosse experiente em RPGs, desenvolver por inteiro uma aventura online para 3 mil jogadores simultâneos era um desafio enorme. O teor da apresentação mostrava que as coisas não andavam bem, a começar pelo nome: “Em Uma Aparente Interminável Jornada: Uma Primeira Experiência com MMO RPG“.

Na TGS daquele ano, a Microsoft revelou uma versão jogável (curtíssima) para o público presente, além de anunciar que o projeto tinha sido adiado para 2004. A imprensa elogiou a demonstração, mas começou a questionar os recursos de comunicação do game. Além de frases pequenas predefinidas, a única forma de diálogo entre os jogadores era por chat de voz. Como funcionaria isto, considerando tanta gente de uma vez?

Após meses sem notícias, havia uma expectativa que True Fantasy apareceria na E3 de 2004, o que não aconteceu. Menos de um mês após, um representante da MS cancelou oficialmente o projeto, devido à “incapacidade de entregar (o título) em um nível de qualidade aceitável para o consumidor” e ao ambiente “incrivelmente saturado e competitivo do gênero” (não concordo com a segunda parte). Foi um balde de água fria.

“Falta de habilidade”

Ainda em 2004, o presidente da Level 5 disse que o relacionamento com a gigante norte-americana foi terminado de forma não amigável e culpou a falta de habilidade da última ao interagir com desenvolvedores japoneses. O clima entre as empresas tinha se tornado hostil e este foi o primeiro – e último – trabalho entre elas. Representantes da empresa americana, ainda culpavam a falta de progresso do projeto como o principal motivo do cancelamento.

Shane Kim, que naquele tempo era o Gerente Geral da divisão de jogos da MS, assumiu total responsabilidade em entrevista ao site 1UP em 2008. “Não tivemos o sucesso esperado com MMOs. Para este tipo de projetos, o investimento é basicamente o dobro de um título convencional e ainda não conseguimos encontrar o equilíbrio“. Ao mesmo tempo, o executivo acreditava que TSLO poderia ter sido bem sucedido no Xbox 360, lançado em 2005. Uma possibilidade, de acordo com rumores, que foi considerada pelos times antes do derradeiro fim.

Como teria sido o desempenho de TSLO? Não sei, mas Final Fantasy XI tinha várias características em comum e foi um grande sucesso nos consoles (PS2 e Xbox 360), passando 14 anos no ar. A Microsoft teve a sua oportunidade de fazer barulho, mas a receita – que envolvia inexperiência e diferenças culturais – parecia pronta para um desastre.

PES 2017 ganha edição gratuita para Windows e consoles

A Konami revelou Pro Evolution Soccer 2017 – Trial Edition. Sem limites de uso, é possível jogar o modo PES League (além de outras duas modalidades), com direito a nove times (incluindo o Corinthians e o Flamengo) e dois estádios (Camp Nou e o fictício Neu Sonne Arena). Esta versão de PES 2017 já está disponível para Windows, Xbox One, PS4, Xbox 360 e PS3.

Quem tiver a Trial Edition poderá, inclusive, participar do campeonato oficial PES League. As partidas de qualificação começam em dezembro e as finais acontecem em junho de 2017.

Xbox: veja os jogos do Games with Gold em dezembro/2016

Em dezembro, os games “grátis” do Games with Gold (Xbox) serão bem interessantes. Lembrando que os jogos do 360 são compatíveis também com o Xbox One.

  • Sleeping Dogs: Definitive Edition (Xbox One) – 1 a 31 de dezembro
  • Outlast (Xbox One) – 16 de dezembro a 15 de janeiro/17
  • Outland (Xbox 360) – 1 a 15 de dezembro
  • Burnout Paradise (Xbox 360) – 16 a 31 de dezembro

Pela avaliação do Metacritic, que consolida avaliações de milhares de veículos, o destaque do mês (mais bem avaliado) é de Burnout Paradise. Em um mundo aberto, é possível ir para onde quiser, a qualquer momento, na visão que os criadores da franquia tinham para o Burnout original. Abaixo, veja um pouco de cada um dos games do mês.

Bugs de Fifa 16 e 17 motivam paródia na internet

Games têm, por natureza, defeitos. Fifa pode até ter um histórico de cenas bizarras, mas isso não muda a nossa opinião (super positiva) sobre a série.

Mas já que é pra falar de bizarrices, o canal de Youtube F2Freestylers criou uma paródia com algumas das cenas mais inusitadas de Fifa 16 e 17 recriadas – usando atores reais. O resultado final você confere abaixo!

via UOL