Xbox One

Conheça os melhores games da E3 2017, segundo o BitBlog!

A E3 2017 acabou na última quinta-feira, 15 de junho. O BitBlog ainda tem uma tonelada de conteúdo para escrever: prévias, entrevistas e bastidores da feira e de novos games. Mas não podemos perder o timing: jogamos muita coisa e queremos, nesta segunda E3 que cobrimos, reconhecer os jogos que chamaram mais atenção. Conheça o Melhores da E3 2017, via BitBlog!


Evento pré-E3 mais divertido

Roda gigante da Bethesda, no meio das atrações, dava o tom divertido que a conferência teria

Roda gigante da Bethesda, no meio das atrações, dava o tom divertido que a conferência teria

A Bethesda montou um parque de diversões em plena Los Angeles, com direito a uma roda gigante, barraquinhas de comida típica e estações com demos de Elder Scrolls. Cada franquia representava uma área do espaço no LA Center Studios. Ainda rolou show de The Chainsmokers logo após a conferência. Fica difícil não eleger o Bethesdaland como o evento pré-E3 mais divertido. Leia aqui a nossa cobertura do evento, incluindo bastidores!

Melhor conferência pré-E3

Essa aqui foi concorrida, mas ficamos com a Ubisoft. Ela trouxe o que queríamos ver, além de surpresas como Skull & Bones, Starlink: Battle for Atlas (nossas impressões aqui), Beyond Good & Evil 2 e Transference. Teve até Shigeru Miyamoto no palco!

Melhor game de plataforma

Mario pulando corda na cidade do game

Mario tá até pulando corda agora

Que E3 para o gênero! Concorrentes maravilhosos não faltaram, mas o prêmio vai mesmo para Super Mario Odyssey. A nova aventura do mascote injeta um ar de novidade no gênero, ao mesmo tempo em que resgata a essência que consagrou Super Mario 64 e Super Mario Sunshine. Veja as nossas impressões!

Melhor game de ação/aventura

Esta tende a ser uma categoria super concorrida, mas Super Mario Odyssey leva mais um prêmio. Explorar New Donk City, assim como o estágio do deserto, despertou sorrisos na cara de quem curtiu a demo jogável na feira. Isso sem falar dos vários colecionáveis espalhados pelos cenários, missões principais e side-quests.

Melhor game de corrida

Diversidade das missões traz um brilho maior a The Crew em seu segundo game

The Crew 2 pode ter muitos elementos de MMO, mas – em sua base – é um título de corrida arcade. A diversidade de veículos e ambientes é impressionante! Veja nossa prévia aqui.

Melhor RPG

Protagonista Adol Christin corre em uma praia junto a colegas

Ys VIII é o primeiro da série principal para o PS4

Em uma E3 onde os RPGs estiveram basicamente em portáteis, Ys VIII: Lacrimosa of Dana (para PS4 e Vita) é um sucessor à altura de Ys: Memories of Celceta. O RPG de ação apresentou dungeons com a essência de exploração da franquia, ao mesmo tempo em que desenvolve um enredo mais profundo com o esquecidinho Adol Cristin. Veja aqui a nossa prévia!

Melhor FPS (tiro em primeira pessoa)

Stormtroopers correndo

Battlefront 2 quer trabalhar em cima dos erros do predecessor

Não faltou concorrência, mas Star Wars Battlefront II representa um pacote completo para garantir horas e horas (e, por que não, anos) de jogatina. É um game que fala para todos os fãs de Star Wars, passando pelas três eras, com missões novas e clássicas em um visual caprichado. Isso sem contar os heróis (com visão em terceira pessoa)! Veja aqui a nossa prévia.

Melhor game de estratégia

Mario lançando Rabbid Peach em direção a uma parte segura do tabuleiro

Se proteger em posições estratégicas é essencial para vencer as batalhas

Parceria da Ubisoft com a Nintendo, Mario + Rabbids: Kingdom Battle traz o mundo colorido dos mascotes para o gênero. É preciso ver como a narrativa vai se desenvolver, mas – a julgar pela demo da E3 (veja nossas impressões aqui) – gostamos muito da mecânica de combate por turnos. Há ainda elementos de RPG entre combates.

Melhor game esportivo

Usian Bolt comemorando gol

Até Usian Bolt apareceu em PES 2018

Com melhorias na Master League, modo MyClub compartilhável com outra pessoa, mais fidelidade na representação de estádios e jogadores e ainda o retorno de mecânicas que funcionavam (como os pênaltis na era PS2), Pro Evolution Soccer 2018 mostra o empenho da Konami em revitalizar o gênero – uma missão difícil, dados os lançamentos anuais.

Melhor multiplayer online

Zumbis são levados embora via balões

No final da missão, não fica nada fácil manter-se seguro

Surpresa! Metal Gear Survive é muito divertido. Não fui o único com essa impressão, vários jornalistas falaram o mesmo ao sair da sessão hands-on em um espaço a portas fechadas montado pela Konami. Com uma mecânica descompromissada com a realidade, ao mesmo tempo em que mostra alguma preocupação com o legado da série, Survive não penaliza novatos e traz uma mecânica cooperativa que agrada. Veja aqui a nossa prévia.

Melhor game de realidade virtual

Protagonista andando pelos cenários futuristas do game, em meio a puzzles

Star Child é, basicamente, uma obra de arte

Um título de plataforma compatível com o PlayStation VR, onde a câmera acompanha o personagem por cenários caprichados, usando movimentação 2.5D. Este é Star Child, anunciado na conferência pré-E3 da Sony e jogável na feira. Com diversos puzzles espalhados pelas fases, o título é uma experiência relaxante e inovadora. Veja aqui nossas impressões!

Melhor game para PlayStation 4

Suspeito de assassinar esposa fazendo a filha em refém, em cena do game

Filme ou game?

Falamos que ele parece um filme jogável, e Detroit: Become Human não esconde isso. Não é o game onde você sai atirando em tudo e correndo desesperadamente pelos cantos, mas sim um enredo que te obriga a pensar – e que joga uma grande responsabilidade nas decisões que você toma. Candidato a jogo do ano!

Melhor game para PS Vita

Em uma plataforma que ainda se recusa a morrer, Ys VIII: Lacrimosa of Dana brilha bastante.

Melhor game para Nintendo Switch

Com Xenoblade Chronicles 2 e outros títulos AAA não estando jogáveis, sobrou para Super Mario Odyssey representar (super) bem o Switch.

Melhor game para 3DS

Protagonista Tathu em combate

Este (a) é Tathu, herói/heroína em suas aventuras pelo deserto

Embora esteja prestes a ser lançado, Ever Oasis estava na feira e impressionou pela mecânica à la Zelda. Metroid: Samus Returns não estava jogável e poderia ter sido um bom competidor.

Melhor game para Windows

Protagonista golpeando inimigos em pleno deserto

Egito é palco de novo jogo da série

Com um enredo envolvente e um visual ainda mais realista, Assassin’s Creed Origins é o retorno da série multiplataforma.

Melhor game de Xbox One

Protagonista Lucky em cenário colorido do seu reino

Vem aí mais um mascote de plataforma – do jeito que a gente gosta

Já nasceu clássico. Super Lucky’s Tale representa uma mistura de Banjo-Kazooie, Mario e Crash Bandicoot ao mesmo tempo em que traz originalidade. Veja aqui a nossa prévia.

Melhor game da E3 2017

Caixinha do game, com Mario lançando seu boné em meio à cidade de New Donk City

Até a caixinha é linda

Super Mario Odyssey. A Nintendo não decepciona com a série principal do bigodudo e Odyssey é a prova disso! Há muito conteúdo, ao mesmo tempo em que a essência de Mario é mantida.


Se você acha que a cobertura da E3 2017 no BitBlog terminou, está enganado! Tem muito, muito conteúdo ainda por vir. Fiquem atentos em nosso site e redes sociais! Não deixe de acompanhar também o que rolou nas conferências da Nintendo e PlayStation.

Jogamos: The Crew 2 quer prezar pela liberdade de pilotagem

Em 2014, a Ubisoft trouxe uma franquia nova de corrida ao mundo: The Crew. O game foi avaliado pela crítica como promissor e inovador ao trazer um vasto mundo aberto ao gênero. Ao mesmo tempo, houve críticas construtivas no que diz respeito à variedade de missões.

The Crew 2, revelado com mais detalhes na conferência pré-E3 da empresa, trabalha cada ponto construtivo com bastante atenção. Veja abaixo a nossa prévia, direto da E3 2017!


Novas possibilidades

Se no anterior a experiência era apenas com carros, em The Crew 2 é possível pilotar também motos, helicópteros, aviões e barcos. O mundo aberto online-only está de volta, com várias missões espalhadas por seis cidades americanas. Você pode ir de uma cidade até a outra dirigindo (sim, é possível!) ou usando um mapa para ir diretamente.

Quando não se está em uma missão, é possível alternar entre tipos de veículo a qualquer momento. E isso é lindo. Você está lá, em Nova York, conduzindo um barco próximo aos arranha-céus da Tribeca e, de uma hora pra outra, muda para um avião. Vai chegando perto do solo e, abruptamente, alterna para uma moto. Essa liberdade dá muitos pontos ao game, que vai te fazer jogar sem nenhum objetivo apenas pela experiência, para relaxar.

Na demo da E3, passei por três missões onde era preciso alcançar checkpoints dentro do tempo estabelecido. Fui de carro, barco e avião e posso assegurar: o título está bem divertido e realista. O visual melhorou significativamente em relação ao antecessor. Ainda é a mesma engine, mas o time da Ivory Tower (agora uma subsidiária da Ubisoft) trabalhou bastante em texturas e efeitos visuais (como névoa).

Vale a pena dar uma chance?

Não joguei o primeiro The Crew. Logo, fica complicado dar uma resposta para essa pergunta. O que posso dizer é: se você experimentou o primeiro e não gostou da variedade de missões ou das perseguições policiais, há motivos para apostar na sequência. A variedade de tipos de veículos aumenta exponencialmente as possibilidades para as missões. Sobre perseguições policiais, elas não estarão em todo o game. Isto é, você poderá jogar para relaxar, ou até mesmo aceitar alguns desafios, e a polícia não estará colando em você. Para quem curtiu o predecessor, pode ir com vontade. Tem bastante conteúdo inédito.


The Crew 2 sai no início de 2018 para PS4, Windows e Xbox One. Siga acompanhando o site e redes sociais do BitBlog para mais cobertura da E3 2017!

Prévia: Starlink Battle for Atlas é ambicioso e traz combates no espaço

A portas fechadas, o BitBlog teve a oportunidade de ver um pouquinho da nova aposta da Ubisoft, Starlink: Battle for Atlas. Revelado na conferência da empresa pré-E3 (veja o que rolou aqui, cobrimos direto de LA, in loco!), trata-se de uma propriedade intelectual da Ubisoft Toronto com elementos de mundo aberto, MMOs e combates espaciais. Veja a nossa prévia abaixo!


Não, não é um Skylanders

Action figure de aeronave acoplada ao Joy-con Grip do Nintendo Switch

Quer mudar de nave? Troca o action figure. Quer trocar o piloto? Idem.

O enredo do game ainda não está tão claro. Mas o que sabemos: você faz parte de um esquadrão que defende a galáxia (composta por seis planetas) de ameaças como monstros e robôs. O seu joystick sozinho não te ajuda muito: é preciso acoplar ao mesmo action figures de aeronaves e pilotos presentes no game. Cada veículo tem suas particularidades (velocidade, poder de combate, etc), enquanto cada piloto tem uma habilidade específica (como deixar o tempo mais devagar, por exemplo).

Na demo, além de bastante exploração pelo espaço, uma missão estava disponível, The Bone Wastes. A ideia era encontrar uma fonte de energia em um planeta específico e derrotar inimigos que estavam por perto, como um feroz Frost Giant. Sim, não é apenas abater espaçonaves, mas também formas de vida. Retirar as asas das naves do controle fazia, obviamente, a espaçonave não poder mais ganhar altitude. Três modos de pilotagem, desta forma, estão disponíveis: um mais básico (apenas locomoção a poucos metros do chão), voo (podendo ganhar bastante altitude) e voo entre planetas (com potência suficiente para poder explorar a galáxia).

O que esperar da versão final

Starlink: Battle for Atlas é um título prometido para 2018 no Switch, PS4 e Xbox One. No entanto, a versão disponível já estava bem madura, com visual caprichadíssimo e jogabilidade polida. Conversei com dois desenvolvedores do time e eles me afirmaram que a engine usada é a mesma de Tom Clancy’s The Division nas três plataformas – sim, isso inclui o Switch. A mesma versão do motor, o que mostra que o console da Nintendo já tem uma versão otimizada dele e que podemos esperar títulos mais maduros no futuro.

Os desenvolvedores da Ubisoft Toronto chutaram que o projeto já está mais ou menos 50% pronto. Questionados sobre o multiplayer, eles disseram algo interessante: um modo cooperativo vai existir, mas apenas offline em tela dividida. A qualquer momento, um segundo jogador pode entrar e sair da jogatina, sem afetar as missões do game que o Player 1 está envolvido. Gosto da ideia de incentivar multiplayer local, algo que parecia entrar em desuso, mas felizmente vem sido resgatado por diversas empresas de algum tempo pra cá.

Infelizmente, não pudemos tirar fotos da demonstração, mas posso afirmar que o game tá lindo! Parabéns, Ubisoft, por investir em novas propriedades intelectuais e por apostar no talento do seu pessoal. Eles não esconderam a empolgação com o projeto.


Enquanto esperamos Starlink em 2018, vai curtindo a nossa cobertura da E3! Tem muito conteúdo por vir nas redes sociais e site do BitBlog.

Jogamos: Metal Gear Survive é inesperadamente divertido

O anúncio de Metal Gear Survive no ano passado deixou alguns fãs preocupados: será que trazer a franquia para um espaço mais inquieto, com mais ação e menos espionagem, terminaria bem?

Jogamos o game na E3 2017 na edição para PS4. Veja as nossas impressões abaixo!


Portais, zumbis e dimensões

Dezenas de zumbis atacando de uma vez só

No final da missão não fica nada fácil manter-se seguro

Em uma realidade alternativa, zumbis são transportados entre dimensões. Resta a você sobreviver ao ataque de um exército de criaturas estranhas. Esta é a trama do modo multiplayer do título, pelo menos, já que a campanha solo segue guardada a sete chaves. Em grupos de 4 pessoas, é preciso usar estratégia e muita conversa para orquestrar as missões, que são todas cooperativas.

Na demo da E3, estávamos em um cenário que lembrava ruínas de uma fortaleza, com um gerador que precisa ser protegido do ataque dos mortos-vivos. Com a missão dividida em três momentos, tínhamos pessoas de perfis diferentes: o game permite o uso de um homem ou mulher especialista em combate a curto alcance e outro(a) a médio alcance. Cada um tinha kits de armamento diferentes.

Em um primeiro momento, a ideia era infiltrar na fortaleza. Para isso, havia duas formas: com muita paciência, passando-se despercebido entre os poucos zumbis que ali estavam, ou partindo pro tiroteio e quebrando tudo. Em seguida, preparar terreno (e plantar machine guns!) para eliminar criaturas que eram transportadas de um portal para lá, dessa vez incluindo Bombers: cabeçudos, resistentes a tiros, porém explosivos ao serem derrotados. Na última etapa, usar robôs para proteger o gerador de um ataque massivo, mantendo-o operacional até um contador de tempo se esgotar.

Dividir para conquistar

Zumbis indo embora em balões

Adeus, jovens

Para quem curte e admira Metal Gear Solid, é difícil aceitar a ideia de a série ter tiroteios online com bichos excêntricos. Mas acredite: funciona, pelo menos no multiplayer. Na demo que joguei, outro jornalista brasileiro e mais dois gringos se juntaram a mim nesta missão cooperativa e conseguimos chegar com sucesso ao fim. Há, sim, elementos de MGS: a ideia de recuperar energia tratando partes do corpo com itens específicos, os balões que levam inimigos pro espaço ou um pouco de espionagem que ainda resta.

Após morrer uma vez e fazer algumas customizações de armas primárias e secundárias, além de entender como o D-pad funciona para plantar machine guns, barricades e até selecionar granadas, a experiência melhorou. Muito. Embora o novo medidor de resistência pare o seu personagem quando ele corre bastante, esgotando o mesmo, dá para lidar com isso e dividir para conquistar.

Enquanto alguns companheiros se organizavam no combate a curto alcance, eu plantei machine guns e fiquei agindo a nível mais estratégico, impedindo zumbis e bombers de se aproximarem do espaço do gerador. Na etapa final, larguei de vez o plano, subi em um robô e saí chutando (literalmente) a galera. Sim, chutes são bem efetivos contra alguns tipos de inimigos. Quando a partida terminou, teve aplausos e bastante comemoração. Sim, foi divertido.


Para curtir Survive, o melhor conselho que podemos dar é: abra sua mente. Pense que este é um spin-off da amada série e, se você curtir, será uma oportunidade nova de explorar o universo de Metal Gear, desta vez online com amigos (e desconhecidos). A campanha solo ainda é uma interrogação e pode prejudicar o pacote final, mas estamos otimistas.

Metal Gear Survive chega no início de 2018 ao PS4, Windows (via Steam) e Xbox One.

Jogamos: Sonic Mania é meu portal de volta para a infância

O Mega Drive foi o console que marcou a minha infância nos videogames e eu sempre vou ter um carinho especial por ele. Os jogos de Sonic da geração 16-bit me trazem uma nostalgia impossível de se traduzir em linhas. E nostalgia é algo que vai além de fases icônicas como Star Light, Emerald Hill, Ice Cap, Sky Sanctuary e – por que, não? – Volcano Valley. Sim, eu gosto até do Sonic 3D Blast. Mas Sonic é mais que isso para mim. É sobre eu e minha irmã achando que Knuckles era uma menina. É minha mãe, que nunca simpatizou com videogames, percebendo antes de mim a estratégia para vencer a Death Ball. É meu pai me entregando a caixa do Mega com o selo da Tectoy. Às vezes a gente gostaria de voltar no tempo. A demo de Sonic Mania na E3 2017 conseguiu fazer isso por mim.

Perdi as contas de quantas vezes desejei ver a SEGA apostar em algo assim. Por isso o anúncio de Sonic Mania me empolgou muito mais que o Sonic Forces – inclusive, caso você seja leitor assíduo do BitBlog, irá perceber que o preview do Forces ficou sob a batuta de Diego. Caso você tenha caído de paraquedas neste post, explico: Sonic Mania traz a jogabilidade em 2D com o mesmo estilo visual do que se convencionou chamar de Sonic clássico, em contraponto aos games em 3D do ouriço. É uma mistura das fases antigas reimaginadas com zonas completamente novas.

Os jogadores poderão escolher entre Sonic, Tails e Knuckles. Um detalhe interessante é que Sonic ganhou um novo movimento além do spin dash (giro supersônico). É o drop dash, que consegue ser tão veloz quanto, porém é mais rápido de ser executado. Basta pular e pressionar o botão de ação no ar para fazer Sonic girar e avançar sobre os inimigos ao cair.

Na demo que eu joguei, era possível escolher entre uma Green Hill Zone reimaginada e a estreante Mirage Saloon. Fui de Green Hill com Sonic. A fase está completamente diferente, mas a atmosfera é a mesma. O time de desenvolvimento soube como resgatar a essência dos títulos do Mega Drive e ao mesmo tempo se permitir uma dose de liberdade. O boss que eu enfrentei, por exemplo, lembrava o Giant Mech (aquele robôzão gigante) que está no final de Sonic the Hedgehog 2. Mas Green Hill é a primeira zona do primeiro Sonic the Hedgehog.

Um detalhe também interessante é que os escudos elementais (água, fogo e elétrico) estarão presentes em todas as fases e, na franquia clássica, eles foram implementados com o Sonic 3. O mais legal é que  eles deverão ser afetados pelo cenário. Isso fica bem claro no gameplay da Flying Battery Zone no Sonic Mania (veja a partir de 12 segundos). Até então, se não me falha a memória, a única “interação” era perder o escudo de fogo ao entrar na água.

Apesar de não ter jogado a Mirage Saloon, eu estava analisando um vídeo de gameplay e dá para dizer que foi feito um belo trabalho de usar os elementos do Sonic clássico. A zona lembra bastante a desértica Sandopolis Zone, mas tem – na minha opinião – algo da Carnival Night, da Launch Base e da Death Egg do S&K.

Ainda existem, porém, várias dúvidas sobre Sonic Mania. Os estágios especiais para conseguir as esmeraldas permanecem um grande segredo. Ninguém sabe se vão fazer algo totalmente novo, usar apenas um estilo de level design ou colocar todos no jogo ao mesmo. O mesmo pode se falar da possibilidade de Hyper Sonic, Hyper Knuckles e Super Tails, que aparecem em Sonic 3 & Knuckles graças ao recurso do lock-on, bastante inovador à época. Eu também me pergunto se as fases terão transições, algo que começou no Sonic 3. Torço muito que sim. Outra dúvida é se veremos caminhos e chefes alternativos de acordo com o personagem. Lembrem, por exemplo, da Marble Garden Zone com Knuckles.

Todas essas perguntas foram encaminhadas à assessoria de comunicação da SEGA, embora eu acredito que dificilmente teremos respostas assim tão facilmente. De todo modo, o jogo será lançado em 15 de agosto de 2017 para PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Switch e Windows PC. Em breve, vamos descobrir.

Vai ser incrível.

ATUALIZAÇÃO 1:

O leitor Toguro me lembrou nos comentários do post que os escudos elementais garantem proteção a danos dos respectivos elementos. Eu comentei com ele que isso é verdade e recordei, por exemplo, como o escudo de fogo é útil na Lava Reef Zone. Isso sem mencionar os ataques especiais conferidos pelos escudos.

ATUALIZAÇÃO 2:

Quando eu escrevi o post, eu havia jogado apenas a Green Hill Zone com Sonic, mas depois eu voltei duas vezes ao estande da Sega. Coisa de fã, né? Joguei a Mirage Saloon com Knuckles e gostei bastante da fase. Ela realmente tem uma pegada que lembra muito a Sandopolis. E aí joguei a Green Hill com Tails e voei por todo o mapa para tentar descobrir algo secreto. Perto do final da fase, lá no alto, eu achei a localização do que pode ser o segundo anel gigante que leva para as special stages. Abri um sorriso enorme. Com certeza alguém já tinha achado antes de mim, mas eu não tinha visto em nenhum gameplay até então. Tenho a impressão de que Tails vai ser importantíssimo para a galera que gosta de mapear as zonas. Eu, particularmente, acho bem interessante ver o design completo delas em sites como o Sonic Retro.

Jogamos: Super Lucky’s Tale traz o melhor do gênero plataforma

Jogos de plataforma, ao lado de RPGs, sempre travaram uma disputa acirrada em meu coração de gamer. O páreo é duro. Eu poderia facilmente listar inúmeros títulos que me cativaram nas últimas duas décadas. Ouso dizer que Sonic, Mario, Bubsy e Yoshi’s Woolly World me fizeram tão feliz quanto Secret of Mana, Chrono Trigger, Persona 4 Golden e Dragon Age. Mas se depender de Super Lucky’s Tale, que promete um futuro brilhante, a balança pode começar a pender para um lado. A equipe do BitBlog passou no estande do Xbox e jogou o game de plataforma da Playful Corporation – que, vale dizer, já me conquistou com Star Child no PlayStation VR. Não é exagero dizer que Super Lucky’s Tale traz o que há de melhor no gênero.

E o que faz um jogo de plataforma ser muito bom?

Bem, vou correr o risco de tentar adivinhar os ingredientes da fórmula – embora eu deteste com todas as forças quando esta palavra é associada a videogames. Mas, na minha opinião, 50% da receita é composta por: um personagem carismático, jogabilidade simples, fator replayable, exploração, ambientação envolvente e trilha sonora marcante. Os outros 50% correspondem ao toque de Midas – e a Nintendo é uma especialista nisso. É saber misturar muito bem todos esses elementos na dose certa para que a versão final do jogo seja vitoriosa no objetivo de fisgar os jogadores.

Ao contrário de vários títulos apresentados na E3 2017, a demo de Super Lucky’s Tale teve duração bem generosa. Antes de colocar as mãos no joystick, foi dito a mim que a experiência deveria durar cerca de 15 minutos, mas tenho certeza que levei mais ou menos o dobro do tempo (para quem estava na fila, sorry). Eu lembro que a cada transição de mapa ou desafio concluído eu ficava triste acreditando que veria a mensagem de fim da demo na tela. A todo momento eu queria continuar jogando mais. E, honestamente, escrevo este texto horas depois do gameplay e ainda me arrepio só de pensar nisso.

O mais estranho, porém, é que Super Lucky’s Tale é tão simples e intuitivo que com cinco minutos parecia que eu tinha passado uma vida inteira jogando ele. Talvez seja porque a raposa Lucky, mascote da franquia, evoca em mim a imagem de Tails. Já Diego, que também é editor do BitBlog, lembrou de Crash. Ou talvez a explicação para essa familiaridade seja ainda mais simples: Super Lucky’s Tale é MUITO bom.

De forma resumida, os comandos envolvem pular sobre os inimigos, acertá-los com a cauda, rolar e cavar túneis. É muito fácil se acostumar com eles. Os gráficos são de um colorido vívido que fica perfeito rodando a 4k no novíssimo Xbox One X. A propósito, o título em 3D será lançado no mesmo dia que o poderoso console, em 7 de novembro de 2017. Seguindo a prática adotada pela Microsoft na nova geração, ele também ganhará uma versão para Windows 10.

Super Lucky’s Tale também agrada quem gosta de exploração nos games. Parte do motivo de meu gameplay ter demorado mais que o previsto foi minha mania de vasculhar todos os cantos do cenário. Descobri caminhos ocultos. Onde não era possível chegar, fiz questão de usar a câmera para dar uma boa olhada. Acredite em mim, o visual é tão fascinante que você também vai querer reservar um tempinho só para olhar ao redor de Lucky. Aliás, aproveite para tentar localizar as cinco letras que formam o nome do personagem, ganhando uma vida extra. Tipo como acontecia com Donkey Kong.

Mas, apesar da breve comparação, vale ressaltar que Lucky tem originalidade e carisma próprio. Conversei com Shawn Ketcherside, da equipe responsável pelo jogo, e ele contou sobre como surgiu a ideia. “Nós queríamos fazer um mascote que realmente gostássemos e assim nasceu esta raposa fofinha e bastante expressiva. A alegria é uma característica do personagem”, contou.

De acordo com Shawn, o time está preparando várias fases e não tem como precisar agora a quantidade de horas de gameplay que a versão final terá, mas os jogadores podem esperar fases especiais em que pulos superprecisos serão fundamentais. Assim como mostrado na demo, outras boss arenas vão aparecer no decorrer do jogo e ao longo da narrativa o jogador conseguirá desbloquear novas coisas para fazer. Uma das dúvidas é sobre o que fazer com as moedas que serão coletadas nas fases. Atualmente uma certa quantidade delas adiciona uma vida extra, mas o time da Playful pensa em talvez implementar novas funções, como a possibilidade de também usá-las para destravar colecionáveis in-game. “Vamos oferecer o melhor conteúdo que temos”, frisou.

 

Jogamos: Sonic Forces empolga, mas segue fórmula 3D do ouriço

Um dos games que eu mais queria jogar nesta E3 2017 tem nome e sobrenome: Sonic Forces. A nova aventura do mascote da Sega foi anunciada no ano passado em meio a bastante expectativa, após o fiasco de Sonic Boom: Rise of Lyric. Veja abaixo o que achamos, na edição do game para o PS4. Não deixe de ler também nossas impressões sobre Sonic Mania.

Demo: modos e fases

Ao iniciar a demonstração, é possível escolher entre Sonic, Classic Sonic e sua criação. O primeiro traz a versão moderninha do mascote (em uso desde Sonic Adventure) em um estágio parte 3D, parte 2.5D: a mesma cidade pegando fogo do trailer do jogo. O segundo vem com a edição clássica do ouriço em uma fase 2.5D mais confronto com Eggman. Já a terceira opção permite ao jogador controlar um personagem customizado. Sim, na versão final do jogo será possível criar o seu herói e jogar com ele!

Nossas impressões

Testamos o título com Sonic e Classic Sonic. Ambos lembram bastante as mecânicas de Sonic Generations. O primeiro, mais moderno, foi o que chamou mais atenção – seja pelo visual, seja pelo apelo do herói. Jogar com ele lembrou bastante Sonic Heroes no que diz respeito ao level design e à velocidade, além de Sonic Lost World com relação à jogabilidade.

É perigoso vender Sonic Forces como uma revolução na série, simplesmente porque nada mudou tanto assim. As referências que mencionamos acima (Heroes e Lost World) influenciam bastante o novo game e todos eles foram desenvolvidos pelo Sonic Team, o estúdio principal da série. Há quem ache Lost World morno – não é o meu caso – mas Heroes é cercado por elogios. Logo, se você é um fã deles, há vários motivos para aguardar o lançamento de Sonic Forces.


Sonic Forces será lançado em 2017 para Switch, PS4, Windows e Xbox One. Continue acompanhando a nossa cobertura da E3 no site e redes sociais do BitBlog!