Xbox One

Jogamos: Far Cry 5 faz jus ao legado da franquia

Assim que teve a sua primeira arte revelada, Far Cry 5 automaticamente ganhou um oceano de críticas (de todos os tipos) por representar o que seria um cenário político instável, com influência de religiosos e perseguições. Sim, é familiar: lembra o clima hostil e de ódio em que a sociedade vive, com intolerância de todos os lados. Prova disso é que muita gente parece ter perdido o bom senso na hora de criticar o novo capítulo de uma franquia tão elogiada, baseando-se apenas em suposições.

Contexto à parte, vamos focar no que interessa. Exposto na E3 2017, Far Cry 5 parece manter a essência dos anteriores. Veja as nossas impressões abaixo!


Dois heróis e um cachorro

Não, não é filme de Sessão da Tarde. A demo da E3 nos permitia escolher entre três modalidades: um cara (Nick) excelente em combates à curta distância, uma sniper (Grace) e jogar com o apoio de um cão (Boomer). Fui com o primeiro e percebi o óbvio: não é uma boa ideia partir pra guerra no que parece uma vila do interior do estado norte-americano de Montana, com várias casas e inimigos por toda parte, garantindo a “segurança” de lá. Subi em uma escada, peguei uma arma de longo alcance e comecei a detonar a galera do alto. Claro que começou um tiroteio e eu precisei me esconder o tempo inteiro, eliminando um por vez.

Concluindo a demo pela primeira vez, escolhi o modo do Boomer. É possível sinalizar aonde o cachorro deve ir e causar tumulto. Acredite – é divertido. Boomer pode ir pra cima de inimigos, distraí-los e roubar as armas deles, trazendo até você. Combine isso com uma estratégia legal e você tem o aliado perfeito.

No final do dia, é mais um Far Cry. O visual continua impressionante, mantendo a reputação da série. Fico curioso em relação a como o enredo vai se desenvolver, mas ao mesmo tempo confiante no trabalho da Ubisoft.


Previsto para PS4, Windows e Xbox One, Far Cry 5 chega em fevereiro de 2018. Siga acompanhando o site e redes sociais do BitBlog para mais conteúdo da E3 2017!

Entrevista: Konami fala sobre PES 2018 e o futuro da série

Em nossa lista de melhores da E3, PES 2018 ganhou o título de melhor game esportivo. Justificamos o prêmio pelo esforço da Konami de tentar revitalizar o gênero, tão saturado com lançamentos anuais, promovendo o retorno de mecânicas que eram eficazes e incorporando mais realismo ao gameplay. Você vai ver aqui as principais novidades para este ano e, em seguida, uma entrevista onde tentamos desvendar o futuro da série Pro Evolution Soccer.

Em uma apresentação para a imprensa na E3 2017, transmitida online para os gamers, a Konami falou dos recursos do novo PES. Com o que a empresa chama de Real touch+, os jogadores dominam a bola com diversas partes do corpo, como os joelhos e barriga. A física para a bola nunca foi tão realista: as curvas são mais reais e, em alguns momentos, a grama sai do chão. Para alguns nomes famosos, como Neymar, nove emoções faciais foram capturadas (por jogador), além de escaneamento 3D. As comemorações de gol prometem ser bem fiéis!

Com estádios como o Camp Nou recebendo maior fidelidade dos vestiários e túneis, além de uma torcida que promete reagir mais naturalmente em relação ao que acontece na partida, o PES deste ano ouviu ainda feedbacks da comunidade e removeu a seta de marcação nas cobranças de falta e escanteio. Os pênaltis estão mais estratégicos, da forma em que acontecia na geração do PS2. Novos modos online (3 vs 3 e 2 vs 2) se juntam ao recurso de compartilhar o myClub com outra pessoa.

Jogamos uma demo na área da Konami para a imprensa (limitada a Barcelona FC e Borussia Dortmund) e foi pouco tempo para notar tantos avanços. Já a nossa conversa sobre o game com André Bronzoni, gerente da franquia para a América Latina, foi mais esclarecedora. Veja abaixo o papo, que rolou direto da feira em Los Angeles! Pelo jeito, teremos algo relacionado a realidade virtual e Switch nas próximas versões. Já as plataformas antigas (Xbox 360 e PS3) podem não ter a mesma sorte…


Até onde vai o realismo do PES 2018

Cobrança de falta com time do Barcelona

A seta de marcação dá adeus, após feedbacks da comunidade

BitBlog: Queria começar com uma curiosidade: qual o critério de escolha de jogadores para fazer, por exemplo, o mapeamento 3D e a captura de emoções faciais? Teremos, além do Neymar, brasileiros com estes recursos no PES 2018?

André Bronzoni: Selecionamos com base em nossas parcerias com os clubes. Quanto aos jogadores brasileiros (com recursos especiais), além do Neymar, teremos o (Philippe) Coutinho, (Roberto) Firmino… Tem mais outros por aí.

Sobre o modo cooperativo do myClub, o que exatamente será possível compartilhar com outro jogador?

Você vai poder compartilhar o seu time do myClub com outra pessoa. Eu ainda não tenho muitas informações (sobre quais recursos exatamente). Assim que tivermos novidades, vamos compartilhar!

Vocês anunciaram um maior realismo nas reações das torcidas. Queria saber se isso vai de acordo com a localidade da partida. Por exemplo, brasileiros podem ser mais animados na hora de comemorar um gol do que europeus (risos).

(O que foi anunciado) é um começo. Vamos em algum momento, sim, fazer uma representação maior da torcida do Brasil ou de outros lugares, mas é um bom começo. Gostei da tua ideia, vou inclusive anotar e passar pro pessoal da produção!

Suporte a PC e outras plataformas

Messi em destaque, olhando pra câmera

Messi vai estar mais realista do que nunca… pelo menos na nova geração

PES 2018 foi confirmado para Xbox 360 e PS3. Será uma mera atualização de clubes e jogadores? Ou vai incluir alguma das novas mecânicas anunciadas para a nova geração?

A geração antiga é um assunto bem complicado, mais especificamente as limitações de espaço (das duas plataformas). Os recursos do game nestes consoles ainda são algo indefinido, mas vamos tentar recriar da melhor forma possível.

Podemos finalmente esperar PES no PC com a mesma experiência dos consoles da nova geração? Mesma versão do motor de jogo (Fox Engine)?

(A experiência) será igual ou até melhor, dependendo da configuração do seu PC! A demonstração jogável aqui está rodando no PC, é o mesmo motor, não se trata mais de uma versão híbrida como no ano passado.

Curiosidade para o futuro: faz parte do roadmap de PES ter algum modo de realidade virtual?

A Konami como uma desenvolvedora já enxerga isso como uma realidade. Então, vocês já podem imaginar algo dessa linha vindo por aí. Não nesse ano, mas futuramente!

Nintendo Switch: vocês já fizeram algum experimento com o game na plataforma?

Interesse nós sempre temos. Já temos um jogo no Switch, o Super Bomberman R, então por que não? A Nintendo é considerada nossos primos, né…

Torneios

Sobre a parceria feita com a CBF em 2017 para trazer o Campeonato Brasileiro licenciado: segue de pé no PES 2018? 20 times da Série A mais os 4 que caíram?

Sim, haverá representação oficial do Campeonato Brasileiro. Teremos os 20 da Série A. Dos que caíram, teremos o Inter e ainda estamos avaliando os outros (Figueirense, Santa Cruz e América-MG).

Podemos esperar a Copa do Nordeste? 

Interesse, nós temos. Eu sei da importância do futebol para o Nordeste, do PES especificamente, mas para isso eu dependo de espaço. Sobre a geração antiga (Xbox 360 e PS3), a base instalada dela no Nordeste ainda é muito grande. Entendemos isso e queremos prover o jogo para esse pessoal.

Lançamentos anuais VS jogos como serviço

E uma última curiosidade: veremos, um dia, PES no modelo de “jogo como um serviço”, talvez em paralelo aos lançamentos anuais?

Vou te falar o motivo pelo qual isso não é possível em jogos de esporte: quando se faz um game anual, ele demanda muitas atualizações e muitos comentários da imprensa e comunidade para fazer mudanças. Se você mantém o mesmo motor gráfico por muito tempo, isso é possível. Mas a nossa ideia é fazer mudanças frequentes no motor, como estamos fazendo agora (no 2018). Há games que trabalham neste modelo, mas eles usam a mesma engine e a atualização termina demandando muito espaço. Nos preocupamos com a manutenção do jogo em si, deixando a jogabilidade a mais realista possível.


PES 2018 chega em 12 de setembro às Américas no PS4, PS3, Windows, Xbox One e Xbox 360. Siga acompanhando o site e redes sociais do BitBlog para mais novidades da E3!

Conheça os melhores games da E3 2017, segundo o BitBlog!

A E3 2017 acabou na última quinta-feira, 15 de junho. O BitBlog ainda tem uma tonelada de conteúdo para escrever: prévias, entrevistas e bastidores da feira e de novos games. Mas não podemos perder o timing: jogamos muita coisa e queremos, nesta segunda E3 que cobrimos, reconhecer os jogos que chamaram mais atenção. Conheça o Melhores da E3 2017, via BitBlog!


Evento pré-E3 mais divertido

Roda gigante da Bethesda, no meio das atrações, dava o tom divertido que a conferência teria

Roda gigante da Bethesda, no meio das atrações, dava o tom divertido que a conferência teria

A Bethesda montou um parque de diversões em plena Los Angeles, com direito a uma roda gigante, barraquinhas de comida típica e estações com demos de Elder Scrolls. Cada franquia representava uma área do espaço no LA Center Studios. Ainda rolou show de The Chainsmokers logo após a conferência. Fica difícil não eleger o Bethesdaland como o evento pré-E3 mais divertido. Leia aqui a nossa cobertura do evento, incluindo bastidores!

Melhor conferência pré-E3

Essa aqui foi concorrida, mas ficamos com a Ubisoft. Ela trouxe o que queríamos ver, além de surpresas como Skull & Bones, Starlink: Battle for Atlas (nossas impressões aqui), Beyond Good & Evil 2 e Transference. Teve até Shigeru Miyamoto no palco!

Melhor game de plataforma

Mario pulando corda na cidade do game

Mario tá até pulando corda agora

Que E3 para o gênero! Concorrentes maravilhosos não faltaram, mas o prêmio vai mesmo para Super Mario Odyssey. A nova aventura do mascote injeta um ar de novidade no gênero, ao mesmo tempo em que resgata a essência que consagrou Super Mario 64 e Super Mario Sunshine. Veja as nossas impressões!

Melhor game de ação/aventura

Esta tende a ser uma categoria super concorrida, mas Super Mario Odyssey leva mais um prêmio. Explorar New Donk City, assim como o estágio do deserto, despertou sorrisos na cara de quem curtiu a demo jogável na feira. Isso sem falar dos vários colecionáveis espalhados pelos cenários, missões principais e side-quests.

Melhor game de corrida

Diversidade das missões traz um brilho maior a The Crew em seu segundo game

The Crew 2 pode ter muitos elementos de MMO, mas – em sua base – é um título de corrida arcade. A diversidade de veículos e ambientes é impressionante! Veja nossa prévia aqui.

Melhor RPG

Protagonista Adol Christin corre em uma praia junto a colegas

Ys VIII é o primeiro da série principal para o PS4

Em uma E3 onde os RPGs estiveram basicamente em portáteis, Ys VIII: Lacrimosa of Dana (para PS4 e Vita) é um sucessor à altura de Ys: Memories of Celceta. O RPG de ação apresentou dungeons com a essência de exploração da franquia, ao mesmo tempo em que desenvolve um enredo mais profundo com o esquecidinho Adol Cristin. Veja aqui a nossa prévia!

Melhor FPS (tiro em primeira pessoa)

Stormtroopers correndo

Battlefront 2 quer trabalhar em cima dos erros do predecessor

Não faltou concorrência, mas Star Wars Battlefront II representa um pacote completo para garantir horas e horas (e, por que não, anos) de jogatina. É um game que fala para todos os fãs de Star Wars, passando pelas três eras, com missões novas e clássicas em um visual caprichado. Isso sem contar os heróis (com visão em terceira pessoa)! Veja aqui a nossa prévia.

Melhor game de estratégia

Mario lançando Rabbid Peach em direção a uma parte segura do tabuleiro

Se proteger em posições estratégicas é essencial para vencer as batalhas

Parceria da Ubisoft com a Nintendo, Mario + Rabbids: Kingdom Battle traz o mundo colorido dos mascotes para o gênero. É preciso ver como a narrativa vai se desenvolver, mas – a julgar pela demo da E3 (veja nossas impressões aqui) – gostamos muito da mecânica de combate por turnos. Há ainda elementos de RPG entre combates.

Melhor game esportivo

Usian Bolt comemorando gol

Até Usian Bolt apareceu em PES 2018

Com melhorias na Master League, modo MyClub compartilhável com outra pessoa, mais fidelidade na representação de estádios e jogadores e ainda o retorno de mecânicas que funcionavam (como os pênaltis na era PS2), Pro Evolution Soccer 2018 mostra o empenho da Konami em revitalizar o gênero – uma missão difícil, dados os lançamentos anuais.

Melhor multiplayer online

Zumbis são levados embora via balões

No final da missão, não fica nada fácil manter-se seguro

Surpresa! Metal Gear Survive é muito divertido. Não fui o único com essa impressão, vários jornalistas falaram o mesmo ao sair da sessão hands-on em um espaço a portas fechadas montado pela Konami. Com uma mecânica descompromissada com a realidade, ao mesmo tempo em que mostra alguma preocupação com o legado da série, Survive não penaliza novatos e traz uma mecânica cooperativa que agrada. Veja aqui a nossa prévia.

Melhor game de realidade virtual

Protagonista andando pelos cenários futuristas do game, em meio a puzzles

Star Child é, basicamente, uma obra de arte

Um título de plataforma compatível com o PlayStation VR, onde a câmera acompanha o personagem por cenários caprichados, usando movimentação 2.5D. Este é Star Child, anunciado na conferência pré-E3 da Sony e jogável na feira. Com diversos puzzles espalhados pelas fases, o título é uma experiência relaxante e inovadora. Veja aqui nossas impressões!

Melhor game para PlayStation 4

Suspeito de assassinar esposa fazendo a filha em refém, em cena do game

Filme ou game?

Falamos que ele parece um filme jogável, e Detroit: Become Human não esconde isso. Não é o game onde você sai atirando em tudo e correndo desesperadamente pelos cantos, mas sim um enredo que te obriga a pensar – e que joga uma grande responsabilidade nas decisões que você toma. Candidato a jogo do ano!

Melhor game para PS Vita

Em uma plataforma que ainda se recusa a morrer, Ys VIII: Lacrimosa of Dana brilha bastante.

Melhor game para Nintendo Switch

Com Xenoblade Chronicles 2 e outros títulos AAA não estando jogáveis, sobrou para Super Mario Odyssey representar (super) bem o Switch.

Melhor game para 3DS

Protagonista Tathu em combate

Este (a) é Tathu, herói/heroína em suas aventuras pelo deserto

Embora esteja prestes a ser lançado, Ever Oasis estava na feira e impressionou pela mecânica à la Zelda. Metroid: Samus Returns não estava jogável e poderia ter sido um bom competidor.

Melhor game para Windows

Protagonista golpeando inimigos em pleno deserto

Egito é palco de novo jogo da série

Com um enredo envolvente e um visual ainda mais realista, Assassin’s Creed Origins é o retorno da série multiplataforma.

Melhor game de Xbox One

Protagonista Lucky em cenário colorido do seu reino

Vem aí mais um mascote de plataforma – do jeito que a gente gosta

Já nasceu clássico. Super Lucky’s Tale representa uma mistura de Banjo-Kazooie, Mario e Crash Bandicoot ao mesmo tempo em que traz originalidade. Veja aqui a nossa prévia.

Melhor game da E3 2017

Caixinha do game, com Mario lançando seu boné em meio à cidade de New Donk City

Até a caixinha é linda

Super Mario Odyssey. A Nintendo não decepciona com a série principal do bigodudo e Odyssey é a prova disso! Há muito conteúdo, ao mesmo tempo em que a essência de Mario é mantida.


Se você acha que a cobertura da E3 2017 no BitBlog terminou, está enganado! Tem muito, muito conteúdo ainda por vir. Fiquem atentos em nosso site e redes sociais! Não deixe de acompanhar também o que rolou nas conferências da Nintendo e PlayStation.

Jogamos: The Crew 2 quer prezar pela liberdade de pilotagem

Em 2014, a Ubisoft trouxe uma franquia nova de corrida ao mundo: The Crew. O game foi avaliado pela crítica como promissor e inovador ao trazer um vasto mundo aberto ao gênero. Ao mesmo tempo, houve críticas construtivas no que diz respeito à variedade de missões.

The Crew 2, revelado com mais detalhes na conferência pré-E3 da empresa, trabalha cada ponto construtivo com bastante atenção. Veja abaixo a nossa prévia, direto da E3 2017!


Novas possibilidades

Se no anterior a experiência era apenas com carros, em The Crew 2 é possível pilotar também motos, helicópteros, aviões e barcos. O mundo aberto online-only está de volta, com várias missões espalhadas por seis cidades americanas. Você pode ir de uma cidade até a outra dirigindo (sim, é possível!) ou usando um mapa para ir diretamente.

Quando não se está em uma missão, é possível alternar entre tipos de veículo a qualquer momento. E isso é lindo. Você está lá, em Nova York, conduzindo um barco próximo aos arranha-céus da Tribeca e, de uma hora pra outra, muda para um avião. Vai chegando perto do solo e, abruptamente, alterna para uma moto. Essa liberdade dá muitos pontos ao game, que vai te fazer jogar sem nenhum objetivo apenas pela experiência, para relaxar.

Na demo da E3, passei por três missões onde era preciso alcançar checkpoints dentro do tempo estabelecido. Fui de carro, barco e avião e posso assegurar: o título está bem divertido e realista. O visual melhorou significativamente em relação ao antecessor. Ainda é a mesma engine, mas o time da Ivory Tower (agora uma subsidiária da Ubisoft) trabalhou bastante em texturas e efeitos visuais (como névoa).

Vale a pena dar uma chance?

Não joguei o primeiro The Crew. Logo, fica complicado dar uma resposta para essa pergunta. O que posso dizer é: se você experimentou o primeiro e não gostou da variedade de missões ou das perseguições policiais, há motivos para apostar na sequência. A variedade de tipos de veículos aumenta exponencialmente as possibilidades para as missões. Sobre perseguições policiais, elas não estarão em todo o game. Isto é, você poderá jogar para relaxar, ou até mesmo aceitar alguns desafios, e a polícia não estará colando em você. Para quem curtiu o predecessor, pode ir com vontade. Tem bastante conteúdo inédito.


The Crew 2 sai no início de 2018 para PS4, Windows e Xbox One. Siga acompanhando o site e redes sociais do BitBlog para mais cobertura da E3 2017!

Prévia: Starlink Battle for Atlas é ambicioso e traz combates no espaço

A portas fechadas, o BitBlog teve a oportunidade de ver um pouquinho da nova aposta da Ubisoft, Starlink: Battle for Atlas. Revelado na conferência da empresa pré-E3 (veja o que rolou aqui, cobrimos direto de LA, in loco!), trata-se de uma propriedade intelectual da Ubisoft Toronto com elementos de mundo aberto, MMOs e combates espaciais. Veja a nossa prévia abaixo!


Não, não é um Skylanders

Action figure de aeronave acoplada ao Joy-con Grip do Nintendo Switch

Quer mudar de nave? Troca o action figure. Quer trocar o piloto? Idem.

O enredo do game ainda não está tão claro. Mas o que sabemos: você faz parte de um esquadrão que defende a galáxia (composta por seis planetas) de ameaças como monstros e robôs. O seu joystick sozinho não te ajuda muito: é preciso acoplar ao mesmo action figures de aeronaves e pilotos presentes no game. Cada veículo tem suas particularidades (velocidade, poder de combate, etc), enquanto cada piloto tem uma habilidade específica (como deixar o tempo mais devagar, por exemplo).

Na demo, além de bastante exploração pelo espaço, uma missão estava disponível, The Bone Wastes. A ideia era encontrar uma fonte de energia em um planeta específico e derrotar inimigos que estavam por perto, como um feroz Frost Giant. Sim, não é apenas abater espaçonaves, mas também formas de vida. Retirar as asas das naves do controle fazia, obviamente, a espaçonave não poder mais ganhar altitude. Três modos de pilotagem, desta forma, estão disponíveis: um mais básico (apenas locomoção a poucos metros do chão), voo (podendo ganhar bastante altitude) e voo entre planetas (com potência suficiente para poder explorar a galáxia).

O que esperar da versão final

Starlink: Battle for Atlas é um título prometido para 2018 no Switch, PS4 e Xbox One. No entanto, a versão disponível já estava bem madura, com visual caprichadíssimo e jogabilidade polida. Conversei com dois desenvolvedores do time e eles me afirmaram que a engine usada é a mesma de Tom Clancy’s The Division nas três plataformas – sim, isso inclui o Switch. A mesma versão do motor, o que mostra que o console da Nintendo já tem uma versão otimizada dele e que podemos esperar títulos mais maduros no futuro.

Os desenvolvedores da Ubisoft Toronto chutaram que o projeto já está mais ou menos 50% pronto. Questionados sobre o multiplayer, eles disseram algo interessante: um modo cooperativo vai existir, mas apenas offline em tela dividida. A qualquer momento, um segundo jogador pode entrar e sair da jogatina, sem afetar as missões do game que o Player 1 está envolvido. Gosto da ideia de incentivar multiplayer local, algo que parecia entrar em desuso, mas felizmente vem sido resgatado por diversas empresas de algum tempo pra cá.

Infelizmente, não pudemos tirar fotos da demonstração, mas posso afirmar que o game tá lindo! Parabéns, Ubisoft, por investir em novas propriedades intelectuais e por apostar no talento do seu pessoal. Eles não esconderam a empolgação com o projeto.


Enquanto esperamos Starlink em 2018, vai curtindo a nossa cobertura da E3! Tem muito conteúdo por vir nas redes sociais e site do BitBlog.

Jogamos: Metal Gear Survive é inesperadamente divertido

O anúncio de Metal Gear Survive no ano passado deixou alguns fãs preocupados: será que trazer a franquia para um espaço mais inquieto, com mais ação e menos espionagem, terminaria bem?

Jogamos o game na E3 2017 na edição para PS4. Veja as nossas impressões abaixo!


Portais, zumbis e dimensões

Dezenas de zumbis atacando de uma vez só

No final da missão não fica nada fácil manter-se seguro

Em uma realidade alternativa, zumbis são transportados entre dimensões. Resta a você sobreviver ao ataque de um exército de criaturas estranhas. Esta é a trama do modo multiplayer do título, pelo menos, já que a campanha solo segue guardada a sete chaves. Em grupos de 4 pessoas, é preciso usar estratégia e muita conversa para orquestrar as missões, que são todas cooperativas.

Na demo da E3, estávamos em um cenário que lembrava ruínas de uma fortaleza, com um gerador que precisa ser protegido do ataque dos mortos-vivos. Com a missão dividida em três momentos, tínhamos pessoas de perfis diferentes: o game permite o uso de um homem ou mulher especialista em combate a curto alcance e outro(a) a médio alcance. Cada um tinha kits de armamento diferentes.

Em um primeiro momento, a ideia era infiltrar na fortaleza. Para isso, havia duas formas: com muita paciência, passando-se despercebido entre os poucos zumbis que ali estavam, ou partindo pro tiroteio e quebrando tudo. Em seguida, preparar terreno (e plantar machine guns!) para eliminar criaturas que eram transportadas de um portal para lá, dessa vez incluindo Bombers: cabeçudos, resistentes a tiros, porém explosivos ao serem derrotados. Na última etapa, usar robôs para proteger o gerador de um ataque massivo, mantendo-o operacional até um contador de tempo se esgotar.

Dividir para conquistar

Zumbis indo embora em balões

Adeus, jovens

Para quem curte e admira Metal Gear Solid, é difícil aceitar a ideia de a série ter tiroteios online com bichos excêntricos. Mas acredite: funciona, pelo menos no multiplayer. Na demo que joguei, outro jornalista brasileiro e mais dois gringos se juntaram a mim nesta missão cooperativa e conseguimos chegar com sucesso ao fim. Há, sim, elementos de MGS: a ideia de recuperar energia tratando partes do corpo com itens específicos, os balões que levam inimigos pro espaço ou um pouco de espionagem que ainda resta.

Após morrer uma vez e fazer algumas customizações de armas primárias e secundárias, além de entender como o D-pad funciona para plantar machine guns, barricades e até selecionar granadas, a experiência melhorou. Muito. Embora o novo medidor de resistência pare o seu personagem quando ele corre bastante, esgotando o mesmo, dá para lidar com isso e dividir para conquistar.

Enquanto alguns companheiros se organizavam no combate a curto alcance, eu plantei machine guns e fiquei agindo a nível mais estratégico, impedindo zumbis e bombers de se aproximarem do espaço do gerador. Na etapa final, larguei de vez o plano, subi em um robô e saí chutando (literalmente) a galera. Sim, chutes são bem efetivos contra alguns tipos de inimigos. Quando a partida terminou, teve aplausos e bastante comemoração. Sim, foi divertido.


Para curtir Survive, o melhor conselho que podemos dar é: abra sua mente. Pense que este é um spin-off da amada série e, se você curtir, será uma oportunidade nova de explorar o universo de Metal Gear, desta vez online com amigos (e desconhecidos). A campanha solo ainda é uma interrogação e pode prejudicar o pacote final, mas estamos otimistas.

Metal Gear Survive chega no início de 2018 ao PS4, Windows (via Steam) e Xbox One.

Jogamos: Sonic Mania é meu portal de volta para a infância

O Mega Drive foi o console que marcou a minha infância nos videogames e eu sempre vou ter um carinho especial por ele. Os jogos de Sonic da geração 16-bit me trazem uma nostalgia impossível de se traduzir em linhas. E nostalgia é algo que vai além de fases icônicas como Star Light, Emerald Hill, Ice Cap, Sky Sanctuary e – por que, não? – Volcano Valley. Sim, eu gosto até do Sonic 3D Blast. Mas Sonic é mais que isso para mim. É sobre eu e minha irmã achando que Knuckles era uma menina. É minha mãe, que nunca simpatizou com videogames, percebendo antes de mim a estratégia para vencer a Death Ball. É meu pai me entregando a caixa do Mega com o selo da Tectoy. Às vezes a gente gostaria de voltar no tempo. A demo de Sonic Mania na E3 2017 conseguiu fazer isso por mim.

Perdi as contas de quantas vezes desejei ver a SEGA apostar em algo assim. Por isso o anúncio de Sonic Mania me empolgou muito mais que o Sonic Forces – inclusive, caso você seja leitor assíduo do BitBlog, irá perceber que o preview do Forces ficou sob a batuta de Diego. Caso você tenha caído de paraquedas neste post, explico: Sonic Mania traz a jogabilidade em 2D com o mesmo estilo visual do que se convencionou chamar de Sonic clássico, em contraponto aos games em 3D do ouriço. É uma mistura das fases antigas reimaginadas com zonas completamente novas.

Os jogadores poderão escolher entre Sonic, Tails e Knuckles. Um detalhe interessante é que Sonic ganhou um novo movimento além do spin dash (giro supersônico). É o drop dash, que consegue ser tão veloz quanto, porém é mais rápido de ser executado. Basta pular e pressionar o botão de ação no ar para fazer Sonic girar e avançar sobre os inimigos ao cair.

Na demo que eu joguei, era possível escolher entre uma Green Hill Zone reimaginada e a estreante Mirage Saloon. Fui de Green Hill com Sonic. A fase está completamente diferente, mas a atmosfera é a mesma. O time de desenvolvimento soube como resgatar a essência dos títulos do Mega Drive e ao mesmo tempo se permitir uma dose de liberdade. O boss que eu enfrentei, por exemplo, lembrava o Giant Mech (aquele robôzão gigante) que está no final de Sonic the Hedgehog 2. Mas Green Hill é a primeira zona do primeiro Sonic the Hedgehog.

Um detalhe também interessante é que os escudos elementais (água, fogo e elétrico) estarão presentes em todas as fases e, na franquia clássica, eles foram implementados com o Sonic 3. O mais legal é que  eles deverão ser afetados pelo cenário. Isso fica bem claro no gameplay da Flying Battery Zone no Sonic Mania (veja a partir de 12 segundos). Até então, se não me falha a memória, a única “interação” era perder o escudo de fogo ao entrar na água.

Apesar de não ter jogado a Mirage Saloon, eu estava analisando um vídeo de gameplay e dá para dizer que foi feito um belo trabalho de usar os elementos do Sonic clássico. A zona lembra bastante a desértica Sandopolis Zone, mas tem – na minha opinião – algo da Carnival Night, da Launch Base e da Death Egg do S&K.

Ainda existem, porém, várias dúvidas sobre Sonic Mania. Os estágios especiais para conseguir as esmeraldas permanecem um grande segredo. Ninguém sabe se vão fazer algo totalmente novo, usar apenas um estilo de level design ou colocar todos no jogo ao mesmo. O mesmo pode se falar da possibilidade de Hyper Sonic, Hyper Knuckles e Super Tails, que aparecem em Sonic 3 & Knuckles graças ao recurso do lock-on, bastante inovador à época. Eu também me pergunto se as fases terão transições, algo que começou no Sonic 3. Torço muito que sim. Outra dúvida é se veremos caminhos e chefes alternativos de acordo com o personagem. Lembrem, por exemplo, da Marble Garden Zone com Knuckles.

Todas essas perguntas foram encaminhadas à assessoria de comunicação da SEGA, embora eu acredito que dificilmente teremos respostas assim tão facilmente. De todo modo, o jogo será lançado em 15 de agosto de 2017 para PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Switch e Windows PC. Em breve, vamos descobrir.

Vai ser incrível.

ATUALIZAÇÃO 1:

O leitor Toguro me lembrou nos comentários do post que os escudos elementais garantem proteção a danos dos respectivos elementos. Eu comentei com ele que isso é verdade e recordei, por exemplo, como o escudo de fogo é útil na Lava Reef Zone. Isso sem mencionar os ataques especiais conferidos pelos escudos.

ATUALIZAÇÃO 2:

Quando eu escrevi o post, eu havia jogado apenas a Green Hill Zone com Sonic, mas depois eu voltei duas vezes ao estande da Sega. Coisa de fã, né? Joguei a Mirage Saloon com Knuckles e gostei bastante da fase. Ela realmente tem uma pegada que lembra muito a Sandopolis. E aí joguei a Green Hill com Tails e voei por todo o mapa para tentar descobrir algo secreto. Perto do final da fase, lá no alto, eu achei a localização do que pode ser o segundo anel gigante que leva para as special stages. Abri um sorriso enorme. Com certeza alguém já tinha achado antes de mim, mas eu não tinha visto em nenhum gameplay até então. Tenho a impressão de que Tails vai ser importantíssimo para a galera que gosta de mapear as zonas. Eu, particularmente, acho bem interessante ver o design completo delas em sites como o Sonic Retro.