XBox

7 curiosidades sobre o clássico Tony Hawk’s Pro Skater

Tony Hawk’s Pro Skater, lançado em 1999 no PlayStation (e depois levado a outras plataformas), foi o primeiro de uma saga de sucesso nos videogames. Embora uma tentativa fracassada de retorno tenha acontecido em 2015, a excelência dos títulos originais da série é lembrada até hoje. A franquia do skatista Tony Hawk é ainda uma das responsáveis pela popularização dos games esportivos. Conheça, em mais uma coluna Bastidores, algumas curiosidades sobre o primeiro jogo.

Inspirado em… Super Mario 64?

Versão beta de THPS no PS1

Versão beta de THPS no PS1

No início do desenvolvimento, Pro Skater tinha uma visão distante, com os personagens descendo rampas e ladeiras de skate. Fazer manobras para obter pontuações mais altas e colecionar as famosas fitas já eram recursos presentes nesta versão. No entanto, para o time de produção, era difícil “encaixar as peças” e visualizar o esporte reproduzido nos jogos, de forma divertida. Após analisar Super Mario 64 e outros games similares, a equipe da Neversoft mudou o rumo do projeto, adotando uma mecânica mais livre.

Tony Hawk foi mais do que um personagem jogável

O famoso esportista era o ícone do skate naquele momento, nada mais justo do que chamá-lo para ser o protagonista. No entanto, o envolvimento de Hawk foi além, sendo participativo durante todo o ciclo de desenvolvimento: a mecânica adotada e as manobras foram discutidas em conjunto. A ideia era refletir a visão dele em relação ao esporte em um formato jogável.

Segredos bizarros

Namorada de Hawk na tela de pausa

Namorada de Hawk na tela de pausa

THPS é lembrado por ter cheats (códigos secretos) bem inusitados. Embora nos games seguintes seja possível desbloquear personagens como o Homem-Aranha, o primeiro jogo não fica muito atrás no quesito “bizarrice”. Por exemplo, após apertar uma sequência de teclas na tela de pausa, surge a namorada de Tony Hawk na tela. Outro comando traz a namorada de um dos programadores.

Censura no N64

Ao mesmo tempo em que tentou emplacar uma imagem de maturidade, a Nintendo também tropeçou, diversas vezes, em suas políticas de censura. Na edição do Nintendo 64, várias músicas do título foram censuradas, tendo que ser regravadas. A ideia era obter a classificação “para todos os públicos”. No PS1 e Dreamcast, para efeito de exemplo, o game era não recomendado para menores de 13 anos. A censura às faixas foi bem criticada pelos fãs, já que em alguns casos teria alterado o sentido das mesmas. Até o letreiro com os nomes das manobras foi trocado: no PS1 e DC, ele sai da tela deixando um rastro de sangue. No N64, as letras simplesmente descem.

Bruce Willis de skate

Sim, esse é Willis. Bizarro é pouco

Sim, esse é Willis. Bizarro é pouco

No início do desenvolvimento, o famoso skatista não tinha sido ainda modelado em 3D. Como os trabalhos precisavam andar, a Neversoft reaproveitou um modelo de Bruce Willis para testar as mecânicas adotadas. Isso foi porque o primeiro jogo do estúdio, Apocalypse (PS1), usava o ator como protagonista. O jeito foi colocá-lo andando de skate temporariamente.

Escolhendo as músicas

A trilha sonora da série definiu uma geração. Poucos sabem, no entanto, que o próprio Hawk sugeriu cada faixa. O primeiro jogo trazia de Dead Kennedys a Goldfinger, enquanto as sequências tiveram nomes mais comerciais (Foo Fighters, System of a Down, AC/DC).

Uma manobra impulsionou as vendas

Mesmo com o skate no auge, ainda havia incertezas em relação ao desempenho de THPS nas vendas. No entanto, um mês antes da chegada do jogo às lojas, uma manobra (900) feita perfeitamente por Hawk na X Games 99 trouxe grande atenção da mídia e do público, indiretamente refletindo no título, de acordo com o próprio time. Foi um sucesso tão devastador que a Activision transformou Pro Skater em uma série anual.

Microsoft apresenta o Xbox Onesie, uma roupa para jogadores

À primeira vista achávamos que era uma roupa de astronauta. Depois, até que lembrava aqueles cientistas de seriados dos anos 80. Mas não era nada disso e sim uma novidade inusitada da Microsoft. Em conjunto com a divisão australiana do Xbox, ela apresentou o Xbox Onesie, um produto que caminha em direção a uma espécie de “moda gamer”. Ainda não conseguimos decidir se realmente é legal ou apenas bizarro.

xbox onesie 2

Basicamente, o Xbox Onesie é um grande macacão que vem nas cores branca ou preta e traz bolsos largos. A ideia é que os jogadores possam guardar neles os controles do One enquanto descansam na poltrona, após uma longa jogatina. A capa também é espaçosa o suficiente para acomodar um headphone. Na altura do peito fica a logo do Xbox, com possibilidade de adicionar o nome do jogador ao lado.

xbox onesie 3

A Microsoft ainda não revelou mais informações sobre preços, disponibilidade e possíveis bundles com o Xbox Onesie. O que se sabe, por enquanto, é que ele faz parte da comemoração em torno do lançamento das novas versões do Xbox One S, que possuem 500 GB e 1 TB.

7 curiosidades sobre o clássico GTA 3

Em outubro de 2001, um lançamento para PlayStation 2 viria a esfriar a chegada do GameCube e Xbox nos EUA. Que jogo seria capaz de causar tanto impacto? “Apenas” Grand Theft Auto III – ou GTA 3, como ficou conhecido entre os fãs. O game revolucionou a sexta geração de consoles, inovou em seu gênero e levantou diversas polêmicas com o público conservador. Conheça alguns fatos curiosos sobre este grande game, que está prestes a completar 15 anos, na edição desta semana da coluna Bastidores.


O efeito 11 de setembro

Sobrou até para os carros de polícia

Sobrou até para os carros de polícia

O lançamento original de GTA 3 no PS2 seria em 19 de setembro de 2001. No entanto, após o ataque terrorista aos EUA, que aconteceu no dia 11 do mesmo mês, a produtora Rockstar logo viu que não era o melhor momento para lançar um game tão polêmico. GTA 3 só veio chegar ao mercado norte-americano três semanas depois da data prevista originalmente. Mas não foi apenas uma questão de sensibilidade: o título carregava várias referências que precisaram ser retiradas às pressas.

As cores dos carros de polícia foram alteradas, de forma a não lembrar o modelo usado em Nova York. O caminho de um avião que surgia no cenário foi trocado, para não passar perto de grandes prédios. Inúmeros diálogos foram modificados, assim como a caixinha do game, que era considerada muito “provocativa”. Quem contou tudo isso foi o executivo Dan Houser, da Rockstar, à revista britânica Edge. Em contrapartida, ele minimizou as alterações: “não mexemos em mais que 1% do jogo“.

Polêmicas e mais polêmicas

É isso mesmo que você tá pensando

É isso mesmo que você tá pensando

O site GameSpy considerou GTA 3 “o lançamento mais ofensivo de 2001”. A enorme sensação de liberdade (prostituição, atropelamentos e armas) causou a ira de um público conservador no mundo todo, que teimava em associar a imagem do jogo a assassinatos que teriam acontecido nos anos seguintes. Engraçado que ninguém quer censurar filme, nem novela, mas jogo é coisa do “capeta”, né?

Na Austrália, funcionalidades foram removidas por ordem judicial, provocando o recall do game. No Brasil, houve um movimento para banir o título, mas que terminou não acontecendo.

Os clones

True Crime era um clone descarado de GTA, mas com um policial como protagonista

True Crime era um clone descarado de GTA, mas com um policial como protagonista

As inúmeras possibilidades do game da Rockstar causaram inveja em outros estúdios, que criaram os chamados “clones de GTA”. True Crime: Streets of LA, Driv3r, The Getaway, Saints Row e Crackdown são os exemplos mais famosos.

Curiosamente, após o sucesso da franquia, a própria Rockstar passou a investir em outros títulos semelhantes. Red Dead Redemption incorpora várias mecânicas de “mundo aberto”, embora se passe no velho oeste.

Visão em primeira pessoa

GTA 3 - visão do Sniper Rifle

Aquele momento “sniper”

GTA V veio a ser o primeiro da série com visão total em primeira pessoa. Mas essa ideia já tinha surgido durante o desenvolvimento de GTA 3. Seria possível mudar o ângulo a qualquer momento. No entanto, ficou difícil implementar isso com os prazos estabelecidos. Na versão final, este modo de visão surge apenas ao dirigir, ou ao mirar usando uma M16 ou Sniper Rifle.

Multiplayer online

Esse trambolho servia pra conectar o PS2 original à internet

Esse trambolho servia pra conectar o PS2 original à internet

Com os serviços online do PS2 estreando, além de diversos títulos deste tipo fazendo sucesso no PC, era grande a vontade de incorporar um modo online no terceiro Grand Theft Auto. No entanto, o prazo do projeto tornou impossível este desejo.

Quem descobriu esta ideia “descartada” foram alguns hackers, após analisar o código-fonte de GTA 3 para PC. A própria Rockstar se pronunciou anos depois, afirmando que preferiu fazer Vice City a implementar o modo online.

Visual “cartoon”

GTA 3 - visual cartoon

A ideia original era adotar gráficos mais “leves”

Em vez de ser realista, o conceito original de GTA 3 envolvia um visual mais light, lembrando um desenho animado. Não se sabe o motivo pelo qual a Rockstar mudou de ideia, mas vários fãs vieram a criar mods para ressuscitar a ideia, na edição de PC.

Teve um prólogo

GTA Liberty City Stories - gameplay

Liberty City está quase intacta em Stories

Como forma de apoiar o portátil estreante da Sony, o PSP, foi lançado Liberty City Stories, prólogo de GTA 3. Os cenários são quase os mesmos, com pequenas exceções. Como Stories se passa em 1998, anos antes da trama principal, ainda não há alguns prédios gigantescos, enquanto pontes e túneis se encontram em construção. Interessante, né? Algum tempo depois, Stories foi relançado para PS2, iOS e Android.

 

Conheça 5 games que foram desenvolvidos por uma única pessoa

A jornada de um desenvolvedor / designer de games é desafiadora, principalmente no Brasil, onde faltam incentivos. Embora vários cursos (inclusive de graduação) se popularizem cada vez mais, ainda são poucos os que prosperam por aqui. E quando o desenvolvimento é composto por uma única pessoa? O BitBlog listou, na coluna Bastidores desta quinzena, alguns títulos famosos que foram feitos por apenas um (isso mesmo) corajoso. Quem sabe o post não serve de motivação para você, não é mesmo?

Minecraft

Minecraft Education Edition

Minecraft tornou-se um universo próprio, sendo usado inclusive como ferramenta educativa

É difícil de acreditar que este aqui, um dos cinco games mais vendidos de todos os tempos, tenha começado de forma tão humilde. Markus Persson, um programador sueco, é o responsável por criar a famosa versão alpha de Minecraft. A partir daquele momento, o mundo conheceu o jogo, novas pessoas integraram o time e… Você sabe como termina: mais de 106 milhões de cópias vendidas (dados de julho de 2016) entre PC, consoles e smartphones.

Stardew Valley

Não, não tem RPG Maker aqui!

Não, não tem RPG Maker aqui! Brincadeiras à parte, Stardew Valley foi feito por uma única pessoa

Considerado por muitos o maior jogo indie de 2016, Stardew Valley é mais um exemplo da perseverança de uma alma solitária. O projeto demorou três anos, mas valeu a pena: em menos de seis meses, já são mais de 1,4 milhão de unidades vendidas. O trabalho do desenvolvedor Eric Barone lembra os melhores dias de Harvest Moon no SNES. Esqueça a cara “RPG Maker” – até porque o XNA foi a ferramenta usada – e você poderá descobrir um novo vício.

Tetris

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Inocente e viciante: Tetris vem até instalado em televisão

O possível primeiro game que seus pais – ou até avós, no meu caso – jogaram também foi feito por uma pessoa. O designer russo Alexey Pajitnov trabalhava na Russian Academy of Science quando lançou seu projeto, em junho de 1984. A ideia do nome é uma combinação de “tetra” (os blocos que caem possuem, todos, quatro elementos) e “tênis”. O resultado é surpreendente: mais de 170 milhões de cópias vendidas em toda a franquia, sendo 70 milhões unidades físicas e os 100 milhões restantes em formato digital para smartphones. A maior parte do sucesso veio apenas com o lançamento do Game Boy, em 1989, que teve a sua própria versão e chacoalhou a indústria por inteiro. A propósito, Tetris vai ganhar filme em 2017. Bizarro é pouco…

Rollercoaster Tycoon

Aquele momento 1999 do post

Aquele momento 1999 do post

O simulador mais querido da década de 90 foi fruto do programador escocês Chris Sawyer, que modificou elementos de trabalhos anteriores para incorporar montanhas-russas. O jogo original saiu em 1999 para Windows PC, e logo ganhou versões para Xbox, Nintendo 3DS, Mac OS X, iOS e Android. Somando os cinco títulos da série, são mais de 9 milhões de cópias vendidas globalmente. Dá para acreditar que todo esse trabalhou começou com somente uma pessoa?

No Heroes

Para não ficar apenas nos games mais famosos, resolvi colocar um projeto que está sendo feito por um talentoso desenvolvedor. Tiago, um português, vem cuidando sozinho de No Heroes desde 2011. É um projeto em grande evolução, como é possível perceber em suas atualizações no YouTube. Fazer um FPS (tiro em primeira pessoa) não é para qualquer um. O Unity foi o motor de jogo escolhido. O título será free-to-play sem microtransações (!), havendo apenas a venda de skins para os equipamentos. Ainda não há data de lançamento prevista para o game, que chegará à Steam “em breve” como Early Access.

Bônus: o multiplayer de GoldenEye 007 (N64)

Goldeneye 007 - N64 - Multiplayer

Eita, saudade

Para muitos, GoldenEye 007 é o melhor FPS de todos os tempos. Mas você sabia que o famoso modo multiplayer foi feito por um único desenvolvedor, e em apenas um mês? Escondido da Nintendo, Steve Ellis implementou tudo e só avisou quando o modo estava pronto, em cima da data de lançamento do game. O cara é, no mínimo, talentoso, concorda?


Algo em comum entre os projetos acima (exceto o “bônus” de GoldenEye): todos eles demoraram. Portanto, se você quer desenvolver jogos sozinho de qualquer jeito, lembre: persistência e auto-motivação são as chaves para o sucesso.

Revelados esboços do joystick do primeiro Xbox

Para muita gente, o Xbox original, lançado em novembro de 2001, é o sucessor espiritual do Dreamcast. Pois esta tese acaba de ficar mais forte. O console da Sega era uma das inspirações para a Microsoft na época, inclusive no que diz respeito ao controle. Jonathan “Seamus” Blackley, um dos criadores do Xbox, revelou no Twitter alguns esboços do joystick da plataforma, datados do final de 1999.

XboxO primeiro Xbox era enorme, assim como o controle

De acordo com Blackley, o Dreamcast na época era o “rei”. “É preciso ter em mente que designers conceituais frequentemente copiam o que está na frente deles“, justifica. Como sabemos, De qualquer forma, acompanhe na galeria acima os esboços e tente não se surpreender com as semelhanças. Se quiser ler mais sobre a origem do Xbox, não perca nossa matéria com 7 curiosidades da plataforma.


Leia mais:
10 videogames “imitação” que confundem o público
Xbox: 7 curiosidades do primeiro console da Microsoft

TY the Tasmanian Tiger será relançado na Steam

Você jogava videogame em 2002? Se respondeu “sim”, talvez se lembre de um tal tigre australiano que estava em uma jornada para salvar sua família. O simpático mascote em questão é o TY the Tasmanian Tiger, mesmo nome do jogo para PS2, GameCube e Xbox. Desenvolvido pelo Krome Studios e publicado na época pela EA, este foi um título de plataforma muito interessante, ganhando duas continuações para os consoles citados.

Depois de TY, o Krome Studios se tornou uma empresa bastante requisitada para desenvolver bons jogos de franquias conhecidas, como Star Wars: Force Unleashed e The Legend of Spyro: A New Beginning. No entanto, após alguns trabalhos duvidosos, o estúdio resolveu voltar às suas origens, com o relançamento do TY original na Steam.

TY The Tasmanian Tiger - gameplayO visual em HD ficou um pouco antiquado, mas o game não perdeu o charme

O relançamento está disponível, por R$ 19, em modo early access. Ou seja, nem todos os recursos estão disponíveis agora, mas os jogadores podem colaborar e fornecer feedback para o lançamento final, que será entre julho e setembro. Pode ser uma boa oportunidade para conhecer um mascote que anda sumido…

Xbox: 7 curiosidades do primeiro console da Microsoft

O ano era 1999. O lançamento do PlayStation 2 se tornava algo cada vez mais real. Com a Sony declarando guerra ao uso do PC para games, a Microsoft estava preocupada. Depois de muitas análises, reuniões e disputas internas, Bill Gates chegou a uma conclusão: era melhor perder público do PC para um console da sua própria empresa, do que para a Sony ou a Nintendo. Assim, foi aprovado o projeto de desenvolvimento do DirectXbox, abreviado posteriormente para Xbox.

Concebido pelo time do DirectX, tecnologia que padroniza a comunicação entre software e hardware para uso em jogos, o Xbox original tinha uma arquitetura bem similar a de um computador. Isto deu vantagem competitiva no mercado, já que era mais fácil trazer um título de PC para o aparelho do que para os rivais PS2 e GameCube. A máquina de Gates conseguiu fazer bastante sucesso nos Estados Unidos, além de trazer inovações para a indústria.

O BitBlog destacou algumas curiosidades sobre o nosso Console do Mês de janeiro. Se você gostar, compartilhe o post para ajudar a gente. Significa muito para nós ;)

Seu protótipo original era esquisito

Apresentação do Xbox na GDC 2000GDC 2000: Gates e Blackley, protótipo do console e parte da apresentação

Foi em março de 2000 que Bill Gates se juntou ao engenheiro Seamus Blackley para apresentar, pela primeira vez ao público, o protótipo da sua plataforma. Junto com o nome (que, até então, era escrito “X-Box”), demonstrações técnicas e as especificações do console causaram euforia.

O modelo beta – digamos assim – do Xbox era inusitado. Parecia até o famoso boneco do X-Tudo, da TV Cultura. Era difícil acreditar que aquela caixa em forma de “X” seria a edição final. O controle usado na apresentação, feita durante a Game Developers Conference 2000, era bastante simples, sem ter nem mesmo direcionais analógicos. Curiosamente, o comunicado oficial sobre o anúncio ainda está no ar, no próprio site da Microsoft.


Vídeo promocional da Microsoft, referente à GDC 2000

Por pouco, não teve suporte aos jogos do Dreamcast

Panzer Dragoon OrtaPanzer Dragoon Orta, exclusivo da Sega para o Xbox

Antes do Xbox ser lançado, no final de 2001, o Dreamcast já era um fracasso comercial e estava saindo do mercado. Pensando em reforçar sua nova aposta, Bill Gates teve reuniões secretas com o então presidente da Sega, Isao Okawa. A ideia era permitir a execução do catálogo de jogos do Dreamcast nativamente no Xbox. O plano não se tornou realidade por um detalhe: Okawa queria que os títulos do DC que tinham funções online ainda fossem jogados dessa forma, enquanto Gates propôs uma compatibilidade apenas offline.

No final das contas, mesmo com o plano não dando certo, é notável o apoio que a Sega, após desistir da fabricação de consoles, prestou à Microsoft. O Xbox divide com o GameCube o posto de “sucessor espiritual” do Dreamcast. Enquanto o “fogãozinho” da Nintendo foi a casa de episódios exclusivos de Sonic, Phantasy Star Online e Skies of Arcadia, o XB teve seus próprios Panzer Dragoon, Crazy Taxi e ToeJam and Earl, apenas para citar alguns exemplos.

Halo: o título “chave”, anunciado por Jobs


Trailer acima de Halo, divulgado na E3 2000, é bem diferente da versão final

Ironias da vida… Halo: Combat Evolved, o primeiro da série, foi anunciado por ninguém menos que Steve Jobs. O jogo seria lançado para Mac e PC, sendo sua mecânica inteiramente em terceira pessoa. O estúdio Bungie, responsável pela produção, foi comprado um ano depois pela Microsoft e refez boa parte da obra. Halo se tornou um título de tiro em primeira pessoa, saindo antes no Xbox.

O que seria do primeiro console da Microsoft sem o game da Bungie? São apenas palpites, mas compartilho da opinião da maioria: o Xbox teria fracassado. As opções disponíveis no lançamento, em 2001, não surpreendiam: Fusion Frenzy é divertidíssimo no modo multiplayer, Project Gotham Racing é um belo simulador e Dead or Alive 3 foi bastante elogiado. Mas nenhum deles, em complemento aos demais, justificava a aquisição de um console de US$ 300. Halo chamou a atenção do público para aquela caixona pesada, que ninguém sabia se ia dar certo. Da mesma forma que Super Mario 64 vendeu milhões de unidades do Nintendo 64, Halo vendeu milhões de Xbox.

Sangrou dinheiro

Ganhos da Sony Nintendo e Microsoft de 2000 a 2006Na chamada sexta geração dos videogames, só a Microsoft saiu no prejuízo

O PS2 está empatado com o Nintendo DS como o videogame mais vendido da história: ambos tiveram mais de 150 milhões de unidades cada, de acordo com números oficiais. O Xbox, que competiu com o console da Sony, está bem longe: 24 milhões. O GameCube foi o lanterninha, com 21 milhões de consoles em todo o mundo. No entanto, o que esses números não tratam é a questão de faturamento. Na que é considerada a sexta geração dos jogos, a Microsoft perdeu mais de US$ 4 bilhões, enquanto Nintendo e Sony conseguiram, juntas, US$ 7 bilhões.

A Microsoft vendeu hardware de ponta por um preço competitivo. Sim, leitor: a matemática não bate. Desde o lançamento até o seu último dia, cada unidade do Xbox era vendida com prejuízo para Bill Gates e sua turma. Muito dinheiro foi investido em marketing, conteúdo exclusivo e aquisições de estúdios (como no caso da Rare). Para a MS, era mais importante alcançar uma fatia de mercado relevante do que cifras positivas.

Com o tempo, essa estratégia se mostrou frutífera. O Xbox 360 faturou na casa dos bilhões a partir do seu quarto ano e, desde então, a Microsoft não teve prejuízos na divisão de games. O seu antecessor teve que ser “sacrificado” nesse aspecto, algo que, na época, quase tirou os empregos de vários executivos da empresa.

Quase foi distribuído gratuitamente

Oddworld Munchs OddyseeOddworld Munch’s Oddsyee, exclusivo do Xbox

Lorne Lanning, produtor da franquia Oddworld, revelou ao site GamesIndustry que a Microsoft ventilou a possibilidade de não cobrar nada pelo Xbox. Isso fez um dos jogos da franquia, Munch’s Oddysee, se tornar exclusivo. Até então, ele era considerado apenas para o PlayStation 2.

“Nos primeiros dias do Xbox, especialmente quando se soube que o projeto seria dedicado a jogos, muitos vieram e disseram que ele deveria ser gratuito. Nos disseram que tínhamos algo para competir com Mario. Se o console fosse grátis, ele venceria a guerra. E se vencesse, nos queriam com eles”, declarou. De fato, Bill Gates tinha bastante dinheiro para gastar, não é mesmo?

Xbox Live e a revolução nos videogames

Halo 2Halo 2 foi o maior sucesso da Live

A maior contribuição da “caixona” para os videogames se chama Xbox Live. Uma comunidade online, permitindo disputas com pessoas de qualquer lugar, download de demos e conteúdo adicional, além de bate-papo. Tudo isso de forma integrada e na sala de estar. A Live só foi possível porque os executivos da Microsoft pensaram à frente do seu tempo, embutindo uma porta ethernet no aparelho. Apesar de pouca gente ter internet banda larga em 2002, no lançamento do serviço, esta foi uma questão mitigada no decorrer dos anos.

Com Halo 2, no final de 2004, a Xbox Live passou a crescer quase que exponencialmente. As partidas online no universo de Master Chief inspiraram jogadores profissionais e campeonatos em todo o mundo. Mesmo com o lançamento do Xbox 360 em 2005, a Live seguiu funcionando no modelo original até maio de 2010, quando a Microsoft desconectou um usuário que se recusava a desligar. Stephen Toulouse, diretor de engajamento da comunidade naquela época, reconheceu a dedicação do teimoso jogador em um tweet:

O bizarro controle “Duke”

Controles Duke e S do Xbox originalJoysticks “Duke” e S, do Xbox, lado a lado

O controle original do Xbox, apelidado de “Duke”, era absurdamente grande. Não consigo imaginar o motivo para terem lançado algo tão bizarro dessa forma. Tive dificuldades – eu e 99% da população gamer –  para jogar nele.

No Japão, o console da Microsoft foi lançado com um joystick específico para aquele mercado. O “S” (abreviação para Slim, talvez?) foi desenhado para mãos menores. Não demorou para ele virar o controle padrão do aparelho. Assim, outras pessoas – além de jogadores de basquete – puderam, enfim, adquirir um Xbox.