Zangado no Recife: veja como foi o evento da Ibyte

Zangado. Mais de 3 milhões de inscritos no YouTube, mais de 2,5 milhões de curtidores no Facebook. O jovem é um verdadeiro influenciador junto ao público gamer brasileiro. Como parte de um projeto da Ibyte, com o apoio da Alienware e Intel, o mascarado mais famoso do país esteve em Recife neste sábado (06). Diego, editor do BitBlog, foi convidado pela produção do evento para fazer a apresentação.

O evento foi dividido em dois momentos. No primeiro, cerca de 350 pessoas puderam ouvir as opiniões de Zangado, onde algumas perguntas do público foram escolhidas. Em seguida, 80 sortudos puderam tirar fotos junto ao seu ídolo na loja da Ibyte no Shopping Recife. Veja abaixo um pouco do que aconteceu.


Zangado em Recife - Rosto aos 16 anos

O vídeo que tá na internet, mostrando seu rosto, é verdadeiro? Quando você vai mostrar o rosto?

Quando eu comecei, o YouTube era bem diferente. Não existiam as regras de hoje, os canais eram poucos. E eu não tinha ainda tantos seguidores. Zoando, eu cheguei a apostar que se chegasse a um milhão de views somando todos os vídeos – pra você ver como era antes – eu mostraria o rosto. Terminou que eu consegui essa marca muito rápido, e as pessoas vieram me perguntar: “e aí”? Questionaram até se eu ia apagar o canal. No fim, eu divulguei meu rosto (ver final deste vídeo), mas a foto era de quando eu tinha 16 anos. Em nenhum momento eu disse que seria atual!

No início do canal no YouTube, qual era o seu objetivo? Ele ainda é o mesmo?

Como vocês já sabem, eu criei o canal para criticar um jogo (Golden Axe: Beast Rider) que é horrível. Eu segui com os vídeos, mas falava apenas de games. No entanto, no decorrer do tempo, fui começando a receber mensagens de pessoas que estavam enfrentando vários problemas, mas que ficavam felizes em ver os vídeos do canal. Gente que não pedia ajuda ao pai nem à mãe, mas a mim, um mascarado da internet. E então eu pensei: se é para ajudar, que eu ajude de verdade. Rir é uma terapia, mas não é a solução. A partir daí, passei a conduzir o material de uma forma para, eventualmente, dar conselhos. Todo mundo tem um elefante embaixo do tapete e não existe isso de “vida perfeita”.


O vídeo “Ser Gamer…” arrancou lágrimas dos fãs mais apaixonados

Qual vídeo você mais gostou de fazer?

Conteúdo sobre trilogias e séries dão um carinho a mais, mas não dá para comparar um gameplay com algo mais produzido, por exemplo. Às vezes, você tem 5 minutos para falar de algo, mas que te exige muito mais esforço do que outras criações com a mesma duração. O vídeo “Ser Gamer…” (ver acima), no entanto, é muito especial e eu pensava em fazê-lo há mais de um ano. As palavras tinham que ter ligação com o público e as imagens tinham que encaixar. Por isso que tem Mario, Final Fantasy… Mas eu ainda espero fazer um melhor depois.

Zangado, o que você acha da indústria de jogos indie no Brasil?

Os games independentes estão crescendo aqui, mas em um ritmo lento. Temos a síndrome do “patinho feio”. A visão das pessoas daqui é que títulos brasileiros são ruins. Quando o público olha algo feito aqui por R$ 30, julga logo. A gente tem mania de falar que tudo que vem de fora é melhor… Isso só vai se transformar caso as pessoas mudem.

Foram cerca de 350 fãs no evento

Com a evolução da mídia digital, você considera que a mídia física perdeu muito espaço no mercado?

Antigamente, você comprava um Sonic e vinha um manual de instruções bem elaborado, com várias imagens. Isso era o máximo! Hoje, é uma capa com o disco dentro. Ainda assim, tem quem goste de decorar a estante… No meu caso, tenho muita coisa que os fãs presenteiam, como HQs por exemplo, porque houve um vínculo. Mas, se for pra comprar pra mim, não gosto de acumular tanta coisa. Imagina quem é compulsivo, sai comprando tudo, e depois os mesmos jogos aparecem por R$ 1,99 na Steam. Ou quando o preço é derrubado pela metade logo após o lançamento. Por isso, acho que mídia física hoje é algo para colecionadores. Eu não sou um.


Veja um pouco do evento abaixo: