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Desafio Google de Impacto Social vai pagar R$ 10 milhões a ONGs brasileiras

O Google Brasil lançou, na última terça-feira (23), a segunda edição do Desafio Google de Impacto Social, uma iniciativa que tem como objetivo empoderar as ONGs brasileiras e fomentar o uso criativo da tecnologia para provocar impacto social. Em outras palavras, o braço filantrópico da gigante da internet quer ajudar o país a se tornar um lugar melhor. Ao todo, R$ 10 milhões vão ser distribuídos para as dez ONGs que apresentarem as melhores ideias. O recurso deve ser destinado a tirá-las do papel.

De acordo com a companhia, o Desafio Google de Impacto Social foi criado para “identificar no Brasil as organizações que assumem riscos e para envolver o público no apoio a elas”. Uma edição semelhante já havia sido realizada em 2014. O site oficial informa que a competição retorna às terras brasileiras como uma maneira de incentivar o apoio a projetos inovadores e estimular as soluções criativas dos problemas sociais do país.

O Google Brasil esclarece que o uso de tecnologia é um dos critérios para principais, mas isso não significa que você precisa criar um grande sistema ou desenvolver uma ferramenta totalmente revolucionária. O mais importante é pensar no impacto social. Para se ter uma ideia, na primeira edição os quatro primeiros colocados foram um aplicativo para ajudar as mulheres a se protegerem da violência doméstica, um sistema para dar mais transparência às cadeias de produção e comercialização do pescado, um projeto para ajudar mães via SMS no desenvolvimento de seus filhos e um app que engaja a população a praticar a cidadania, discutindo ideias de forma coletiva.

Particularmente, eu acho que soluções que giram em torno do problema da corrupção e do zika seriam fortes candidatas neste ano. Já existe muita coisa por aí, mas é sempre importante lembrar que apenas ONGs podem participar do desafio.

INSCRIÇÃO

As inscrições estão abertas e se encerram em 21 de março. No dia 23 de maio de 2016 serão divulgados os 10 finalistas. Serão dois escolhidos de cada região do Brasil: Norte, Nordeste, Sul, Sudeste, e Centro-Oeste. Os finalistas serão apresentados no site da competição com um vídeo sobre cada projeto para votação do público. A votação acontece até 13 de junho. No evento final, os dez finalistas apresentarão suas ideias a jurados. Eles escolherão três prêmios para receber R$ 1,5 milhão cada e também anunciarão a ONG que teve maior votação no site. Ela também conquista R$ 1,5 milhão para financiar o projeto.

Portanto, ao todo, serão quatro vencedores de prêmios de R$1,5 milhões cada. As outras seis organizações finalistas receberão um prêmio de R$ 650 mil.

O regulamento completo e mais informações sobre a nova edição do Desafio Google de Impacto Social podem ser lidos aqui. É neste mesmo link onde é possível se inscrever.

 

Confira a programação da Sala BitBlog no Festival do Videogame

No dia 13 de março, um domingo, Recife recebe mais uma edição do Festival do Videogame. O evento, que está com inscrições abertas, acontecerá na Expolab. O espaço funciona na Avenida Governador Carlos de Lima Cavalcanti, 100, bairro do Derby. O BitBlog é um dos parceiros do Festival do Videogame e ficou responsável por preparar uma programação especial para o público. Confira, abaixo, o que montamos para vocês:

10h30 – Conheça a IGDA

Bruno Palermo é líder de design de jogos na SaleSIM. Atua na área há 11 anos, tendo passado por companhias como Gameloft, Meantime e ZupCat, nas quais publicou mais de 20 jogos para dispositivos móveis e redes sociais. É jurado do Festival de Jogos do SBGames, membro do Theme & Diversifiers Committee da Global Game Jam e coordenador do Capítulo Recife da International Game Developers Association (IGDA). Ele vai falar sobre as iniciativas para fortalecer a comunidade gamer na capital pernambucana.

11h15 – Gamificação na sala de aula

Você sabia que educação e games podem andar de mãos dadas? Elementos dos jogos eletrônicos são usados em sala de aula para tornar a aprendizagem mais lúdica, despertando interesse dos alunos. Na Sala BitBlog, quem apresenta o conceito e as tendências da gamificação é Luciano Meira, pedagogo, pesquisador e professor do Departamento de Psicologia da UFPE. Ele também é empreendedor da Joy Street, empresa pernambucana situada no Porto Digital e que trabalha com jogos educacionais.

14h – Quero seguir carreira na área de games!

Os editores do BitBlog, Thiago Neres e Diego von Söhsten, conduzem uma mesa-redonda sobre carreiras na indústria dos games. Como é a formação desses profissionais? Que papeis eles podem desempenhar em uma empresa de jogos eletrônicos? Quais os grandes desafios da indústria, sobretudo para quem está começando? Participam conosco do bate-papo: Breno Carvalho, coordenador do curso de Jogos Digitais da Unicap, Aline Cesario Matoso, gerente de projetos da Manifesto Games, e Harrison Florencio, CEO e fundador da Studios of Magic.

15h15 – Trilha sonora nos jogos

Quem nunca teve uma trilha sonora que ficou marcada na memória? Seja em filmes, desenhos ou games, o trabalho dos compositores é uma forma de expressar arte pela música. Duvidamos que você consiga imaginar Mario ou Sonic sem uma música de fundo. Mas como se faz trilha sonora para videogames? Quem explica o processo é Paulo Germano e Diogo Bazante. Paulo atua com áudio para jogos desde 2004, tem um estúdio próprio e é professor da AESO, onde ministra a cadeira de Design de Áudio para Jogos. Diogo é professor do Conservatório Pernambucano de Música, teve passagem pela D’Accord e chegou a colaborar com o time de som da Rovio.

16h30 – Apresentando o BitBlog

Mas, afinal, o que danado é esse BitBlog? Quem são os jovens pernambucanos que atualizam o blog mais legal de tecnologia, empreendedorismo e games de Pernambuco? É o momento em que os editores Thiago Neres e Diego von Söhsten falam sobre suas experiências como blogueiros, gostos pessoais, planos para o futuro do BitBlog – como a cobertura da E3 – e oportunidades de patrocínio.

17h15 – Mulheres no mercado de TI

Se por um lado a indústria da tecnologia e informação lida com inovações, por outro ainda persistem doses de machismo que revelam uma faceta conservadora do mercado de trabalho. É comum que as mulheres profissionais de TI enfrentem preconceitos e barreiras por terem escolhido uma profissão que, na cabeça de alguns, “é coisa de homem”. Para desmistificar essa visão, a Sala BitBlog promove um encontro entre Liv Souza e Tâmara Xavier, representantes do Startup Weekend Women, e Josilene Santana, co-fundadora do grupo Women Who Code. Também participa Thaís Freitas, analista de qualidade da ThoughtWorks, uma empresa de software e uma comunidade de pessoas apaixonadas e guiadas por propósitos, especialistas em consultoria, entrega e produtos de software. A multinacional busca entregar tecnologia que atenda aos maiores desafios de clientes e, ao mesmo tempo, revolucionar a indústria de tecnologia e promover mudanças sociais positivas.

18h30 – Empreendedorismo e games

Você já teve vontade de juntar uns amigos e montar uma empresa desenvolvedora de jogos? Se essa ideia passou pela sua cabeça, mas você não sabe nem por onde começar, venha para esta palestra. Quem vai dar um norte sobre os primeiros passos no empreendedorismo é Marcos Oliveira, gerente de incubação do Porto Digital. Ele possui experiência com consultoria para startups na área de jogos que passaram pelas incubadoras do parque tecnológico do Recife. Além disso, vai trazer cases e enfatizar aspectos mercadológicos que os empreendedores em games precisam levar em conta para alcançar o sucesso.

Laser molda superfície de vidro para armazenar até 360 terabytes em dados

Eu não quero parecer precipitado, mas cientistas da Universidade de Southampton, no Reino Unido, anunciaram uma façanha que pode nos dar pistas de como será o armazenamento digital no futuro.

Eles utilizaram um laser de femtosegundo – o mesmo adotado em muitas cirurgias refrativas – para “moldar” um vidro de quartzo e criar camadas de nanoestruturas em cinco dimensões, conseguindo armazenar até 360 terabytes de dados.

Pareceu muito técnico? Calma que o BitBlog simplifica:

Antigamente, quando eu era criança, lá pelos anos 90, usávamos disquetes para guardar arquivos. Não cabia basicamente nada neles, eram chatos de manusear e muito lentos. Felizmente foram surgindo – ou se popularizando – outras opções como CD-ROMs, pendrives, cartões de memórias e HDs externos. Até agosto de 2015, um dispositivo SSD com 16 TB anunciado pela Samsung era considerado o drive com maior capacidade de armazenamento do mundo.

O que esses cientistas conseguiram fazer, entretanto, atinge um novo patamar no universo dos backups. Através de um laser de extrema precisão, é possível gravar e ler dados em uma superfície de vidro de tamanho equivalente a uma moeda. Esses 360 terabytes representam 368.640 gigabytes. Para se ter uma ideia, o notebook em que escrevo esta matéria possui 272 GB. Neste pedacinho de vidro caberia 1.355 vezes esta capacidade de armazenamento.

Antes que vocês digam “uau!”, a coisa não para por aí. Segundo os cientistas da Universidade de Southampton, a técnica permite manter os dados intactos por até 13,8 bilhões de anos a 190 graus Celsius. Tomara que o planeta sobreviva até lá.

Mas, se não sobreviver, a tecnologia deve garantir que a nossa história seja preservada por muito, muito tempo.

Bug no Instagram expõe privacidade de usuários

Recentemente, o Instagram liberou um recurso que era aguardado há bastante tempo pelos seus utilizadores: a possibilidade de gerenciar múltiplas contas no mesmo aparelho, sem a necessidade de ficar se deslogando do aplicativo o tempo todo.

Mas parece que alguns problemas relacionados à nova funcionalidade começaram a aparecer. O portal Android Central escreveu no último domingo (14) sobre um bug no Instagram que expõe a privacidade dos usuários.

E como isso ocorre?

Imagine que você é Pedro e trabalha fazendo o gerenciamento de redes sociais em uma agência de marketing digital. No seu smartphone, o aplicativo do Instagram pode alternar entre sua conta pessoal e a conta de alguma marca que sua agência atende. Se um colega de trabalho seu também tiver a conta desta marca no Instagram dele, ele poderá ver algumas notificações do seu perfil pessoal e vice-versa.

Em resumo:

Pedro tem as contas A (pessoal) e B (profissional) no Instagram.

João tem as contas B (profissional) e C (pessoal).

Pedro recebe notificações da conta C e João recebe notificações da conta A. Na verdade eles só deveriam receber da conta B, que é comum aos dois.

De acordo com o Android Central, isso acontece simplesmente pelo fato de ambos compartilharem uma conta em comum, mesmo se tratando de aparelhos distintos. Há vários relatos de usuários confirmando o problema. O mais estranho é que não é sempre que ele ocorre. Também vale lembrar que o bug não permite o acesso a conteúdo restrito, ele apenas exibe notificações de um perfil que o usuário não possui.

O Instagram já se pronunciou e falou que está trabalhando em uma atualização para solucionar a falha.

 

Aplicativo MyShake transforma smartphone em sensor de terremoto

Terremotos – ainda que não façam parte da realidade do Brasil – são desastres naturais que preocupam o mundo pela sua capacidade de destruição. Felizmente a tecnologia é uma grande aliada para lidar com esse tipo de situação, tornando os sensores cada vez mais precisos. Redes Sociais, como o Facebook, estão fazendo uso de ferramentas que ajudam os internautas de regiões atingidas a indicarem se estão em segurança. Agora, um grupo de cientistas da Universidade da Califórnia, em Berkeley, apostam em um aplicativo gratuito para Android como instrumento para detectar sismos: o MyShake.

À primeira vista a ideia pode parecer esquisita, mas ela até que faz sentido. Os smartphones da atualidade são equipados com sensores que medem movimento, giro, pressão, temperatura e localização. E se eles fossem utilizados para alimentar um banco de dados com informações sobre abalos? Este é o objetivo dos cientistas, que querem construir uma grande rede de usuários do MyShake espalhados pelo mundo. Por uma questão de amostragem, a quantidade de adeptos do aplicativo seria o ponto crucial para fazer o projeto dar certo. Quanto mais pessoas fazendo a medição de uma mesma área, menos chances de falsos positivos.

E o que acontece se a pessoa usar um aplicativo desses enquanto se joga na balada ou pula carnaval em Olinda? De acordo com a página oficial do MyShake, ele é capaz de reconhecer a diferença entre movimentos corriqueiros e diferentes graus de terremoto. O aplicativo roda em segundo plano e, segundo os criadores, consome pouca bateria. Quando algum tipo de tremor é percebido e se encaixa no padrão de abalos sísmicos, o app envia as informações anonimamente para um servidor, que processa os dados. A partir daí, ele pode enviar notificações alertando as pessoas.

Bug no calendário pode inutilizar iPhone, iPad e iPod

A Apple tem fama – desde a era Steve Jobs – de se preocupar muito com os detalhes de seus produtos. É justamente por conta desse zelo, que acompanha a imagem da marca entre o mercado consumidor, que um bug esquisito vem provocando inquietação na internet. Foi descoberto que alguns aparelhos da maçã podem “brickar” ao se ajustar manualmente a data para 1º de janeiro de 1970. O termo “brickar” é aportuguesado de brick, que em inglês significa “tijolo”. É exatamente isso que seu iPhone vai virar se você fizer o teste. Portanto, não teste isso em casa nem no aparelho de qualquer outra pessoa.

Segundo o The Guardian, o bug da data afeta iPhones, iPads e iPod touches com processadores 64-bit que rodam iOS 8 ou iOS 9. A relação de dispositivos vulneráveis inclui o iPhone 5S ou modelos mais novos, a sexta geração do iPod Touch ou versões mais novas, o iPad Air e o iPad Mini. É sério, estamos avisando: não teste. Há inúmeros relatos de que os aparelhos não conseguem inicializar após serem desligados depois de feito o procedimento de mudança da data. Ainda não se sabe exatamente o que provoca o erro.

Veja, no vídeo abaixo, o que acontece quando a data é alterada para 1º de janeiro de 1970:

Museu online traz “sons em extinção” da tecnologia e dos games

A evolução da tecnologia faz com que as coisas mudem muito rápido e, para quem não tem a memória fresca, restam outras formas de resgatar as lembranças passadas. Umas delas é o Museum of Endangered Sounds – um prato cheio para saudosistas como eu – que coleciona “barulhinhos antigos” relacionados às indústrias da tecnologia e do videogame. Ele foi criado em 2012 pelo norte-americano Brendan Chilcutt.

Reconheceu o áudio acima? Ele é o som que a placa de fax/modem fazia quando um computador tentava se conectar através de internet discada. Naquela época em que se aproveitava a tarde do sábado e o domingo para pegar o pulso único.

Além dele, o acervo do museu traz outros sons em extinção, como o clássico Space Invaders, um ringtone da Nokia e as irritantes impressoras matriciais. É de dar saudade.